PF rejeitou proposta do dono do extinto Banco Master por considerar irrelevantes informações apresentadas. (Foto: Reprodução)
A Procuradoria-Geral da República (PGR) mantém as negociações da delação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mesmo após a Polícia Federal ter rejeitado os termos propostos pela defesa do dono do Banco Master. No entanto, nos bastidores, o que vem sendo apresentado por Vorcaro na proposta de colaboração não tem empolgado os procuradores à frente da negociação.
A PGR pediu a Vorcaro complementações e fatos novos, por entender que o ex-banqueiro tem o que entregar: pode ajudar a ampliar as investigações sobre as fraudes bilionárias do Master no sistema financeiro e esclarecer as possíveis conexões do caso no mundo político. Segundo fontes, o material apresentado pelo banqueiro avançou pouco em relação ao que a investigação já tem em mãos.
Desde o início das investigações, a PF apreendeu pelo menos 8 celulares de Vorcaro. A perícia inicial trouxe importantes achados do esquema fraudulento do Banco Master. Já foram feitas sete operações policiais que demonstraram, segundo a corporação, fraudes financeiras, corrupção, acesso a dados sigilosos e uso de milícia privada para ameaçar desafetos.
A Procuradoria-Geral da República também avalia que a negociação de uma delação desse porte não se resolve já na primeira proposta. Para procuradores, é normal que a primeira fase de conversas seja longa e de muitas idas e vindas. Uma nova rodada de negociações com a defesa do ex-banqueiro deve ocorrer nos próximos dias.
Vorcaro foi preso em novembro de 2025, depois, foi liberado com o uso de tornozeleira eletrônica. Em março de 2026, ele voltou a ser preso pela PF, a mando do ministro André Mendonça, relator do inquérito do Banco Master, no Supremo Tribunal Federal (STF).
Próximos passos
No processo de negociação são avaliados vários aspectos, como o impacto para o avanço das investigações e abertura de novas frentes, o ineditismo das informações e também os valores que serão devolvidos. Estes processos costumam ser demorados, o que explica também a avaliação da PGR que é possível seguir com as tratativas.
Na PF, a avaliação era de que as informações trazidas na proposta inicial não justificariam a concessão de beneficios. Desde o início a corporação deixou claro que só interessaria uma colaboração que pudesse atingir personagens “maiores” envolvido nas fraudes bilionárias do ex-banqueiro e como isso não ocorreu a posição foi pela rejeição.
As diferenças de avaliação e mesmo de condução da negociação de delação entre a PF e a PGR são normais. Segundo fontes ligadas ao caso, essa diferença não afeta a relação entre os órgãos e nem impediria a continuidade do trabalho que tem sido feito pelas duas instituições.
Cabe à PGR apresentar eventuais denúncias e acompanhar o andamento das ações penais. Já a PF é quem conduz as diligências dos inquéritos como perícias, operações em campo e até prisões. Nem tudo que a PF traz de informações nos inquéritos, porém, precisa ser utilizado pela PGR ao apresentar uma denúncia. (Com informações do Valor Econômico, Jota e SBT News)
Nas alegações finais apresentadas ao Supremo, a Procuradoria afirmou que o ex-deputado adotou medidas concretas para tentar intimidar integrantes do Judiciário. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Nas alegações finais apresentadas ao Supremo, a Procuradoria afirmou que o ex-deputado adotou medidas concretas para tentar intimidar integrantes do Judiciário. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado) A Procuradoria-Geral da República (PGR) …
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Procuradoria-Geral da República considera delação de Vorcaro frágil, mas manterá conversas
PF rejeitou proposta do dono do extinto Banco Master por considerar irrelevantes informações apresentadas. (Foto: Reprodução)
A Procuradoria-Geral da República (PGR) mantém as negociações da delação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mesmo após a Polícia Federal ter rejeitado os termos propostos pela defesa do dono do Banco Master. No entanto, nos bastidores, o que vem sendo apresentado por Vorcaro na proposta de colaboração não tem empolgado os procuradores à frente da negociação.
A PGR pediu a Vorcaro complementações e fatos novos, por entender que o ex-banqueiro tem o que entregar: pode ajudar a ampliar as investigações sobre as fraudes bilionárias do Master no sistema financeiro e esclarecer as possíveis conexões do caso no mundo político. Segundo fontes, o material apresentado pelo banqueiro avançou pouco em relação ao que a investigação já tem em mãos.
Desde o início das investigações, a PF apreendeu pelo menos 8 celulares de Vorcaro. A perícia inicial trouxe importantes achados do esquema fraudulento do Banco Master. Já foram feitas sete operações policiais que demonstraram, segundo a corporação, fraudes financeiras, corrupção, acesso a dados sigilosos e uso de milícia privada para ameaçar desafetos.
A Procuradoria-Geral da República também avalia que a negociação de uma delação desse porte não se resolve já na primeira proposta. Para procuradores, é normal que a primeira fase de conversas seja longa e de muitas idas e vindas. Uma nova rodada de negociações com a defesa do ex-banqueiro deve ocorrer nos próximos dias.
Vorcaro foi preso em novembro de 2025, depois, foi liberado com o uso de tornozeleira eletrônica. Em março de 2026, ele voltou a ser preso pela PF, a mando do ministro André Mendonça, relator do inquérito do Banco Master, no Supremo Tribunal Federal (STF).
Próximos passos
No processo de negociação são avaliados vários aspectos, como o impacto para o avanço das investigações e abertura de novas frentes, o ineditismo das informações e também os valores que serão devolvidos. Estes processos costumam ser demorados, o que explica também a avaliação da PGR que é possível seguir com as tratativas.
Na PF, a avaliação era de que as informações trazidas na proposta inicial não justificariam a concessão de beneficios. Desde o início a corporação deixou claro que só interessaria uma colaboração que pudesse atingir personagens “maiores” envolvido nas fraudes bilionárias do ex-banqueiro e como isso não ocorreu a posição foi pela rejeição.
As diferenças de avaliação e mesmo de condução da negociação de delação entre a PF e a PGR são normais. Segundo fontes ligadas ao caso, essa diferença não afeta a relação entre os órgãos e nem impediria a continuidade do trabalho que tem sido feito pelas duas instituições.
Cabe à PGR apresentar eventuais denúncias e acompanhar o andamento das ações penais. Já a PF é quem conduz as diligências dos inquéritos como perícias, operações em campo e até prisões. Nem tudo que a PF traz de informações nos inquéritos, porém, precisa ser utilizado pela PGR ao apresentar uma denúncia. (Com informações do Valor Econômico, Jota e SBT News)
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