A PEC foi rechaçada por parte da população, que promoveu manifestações em diversas capitais do Brasil. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
Deputados do PL ouvidos sob reserva se demonstraram irritados com os senadores da mesma sigla que votaram contra a Proposta de Emenda à Constituição n° 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem, que buscava um escudo constitucional para proteger parlamentares de processos criminais. Pelo texto, as ações precisariam do aval da respectiva Casa Legislativa. A votação para enterrar o texto foi unânime.
A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entende que houve influência de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no voto dos senadores, já que, segundo interlocutores, na mesma manhã da votação, os parlamentares batiam o pé e diziam que seriam contra a proposta.
Para esses deputados, o Judiciário está tentando “ditar as regras do Brasil, passando por cima do Parlamento” e por isso há a tentativa de blindar os congressistas, uma vez que, na atual conjuntura dos Três Poderes, há uma guerra fria entre setores do Congresso e a Suprema Corte.
Durante a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa Alta, o senador Jorge Seif (PL-SC) retirou seu voto separado à PEC e admitiu que foi por pressão popular de todos os espectros políticos.
“Eu preciso reconhecer que a população, não falo de esquerda… Falo direita, esquerda e centro, que entrou em contato conosco e nós precisamos estar sensíveis às vozes das ruas. Se tem uma parte boa nessa PEC que foi proposta pelos nobres colegas da Câmara, foi infelizmente recheada com componentes que envenenam a massa”, declarou o parlamentar do PL.
A pressão popular
A PEC foi rechaçada por parte da população, que promoveu manifestações em diversas capitais do Brasil. Só na Avenida Paulista, em São Paulo, 42,4 mil pessoas foram às ruas manifestas contra a proposta e contra o Projeto de Lei (PL) da Anistia, que agora está popularizado como PL da Dosimetria.
O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) também apresentou uma emenda. Ele não é filiado ao PL, mas sua proposta foi assinada por senadores da sigla, como Carlos Portinho (RJ), Jorge Seif (SC) e Flávio Bolsonaro (RJ).
Parlamentares da Câmara também consideram que o recuo na retirada da emenda demonstrou fraqueza na articulação da oposição.
E o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou os senadores publicamente. Em publicação no X, o parlamentar os classificou como “serviçais”.
“Os senadores e governadores que impediram a criação das garantias mínimas contra o regime de exceção são serviçais complacentes dos tiranos. (…) Vocês são reféns de desinformação e engodo. Optaram em manter os poderes ilimitados da burocracia não eleita, por puro medo politiqueiro”, escreveu o deputado. Com informações do portal Metrópoles.
https://www.osul.com.br/no-partido-de-bolsonaro-deputados-se-irritam-com-senadores-que-votaram-contra-a-blindagem/ No partido de Bolsonaro, deputados se irritam com senadores que votaram contra a Blindagem 2025-09-28
Deputado Felipe Camozzato cobra transparência em voos. Foto: Lucas Kloss ALRS Deputado Felipe Camozzato cobra transparência em voos. (Foto: Lucas Kloss /ALRS) Em Brasília, parlamentares como Marcel van Hattem (NOVO-RS) protocolaram requerimentos de informação junto ao Ministério da Defesa, questionando critérios e controles sobre o uso das aeronaves. A resposta oficial, no entanto, determinou sigilo …
O nome do deputado foi aprovado por 303 votos; indicação será analisada pelo Senado. (Foto: Câmara dos Deputados) O deputado Odair Cunha (PT-MG) foi o mais votado entre os candidatos para a vaga disponível do Tribunal de Contas da União (TCU). A indicação será agora analisada pelo Senado Federal. O nome do deputado foi aprovado …
Outros três casos foram investigados por meio de processo administrativo disciplinar (PAD). (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil) Duas acusações de importunação e assédio sexual formalizadas por mulheres em boletins de ocorrência e queixas em órgão de controle contra o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi atingiram a instituição que carrega o slogan …
Eduardo já disse a interlocutores que estuda disputar a Presidência em 2026, mesmo à revelia do pai. As discordâncias entre ambos ficaram expostas em relatório da Polícia Federal.(Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados) Ligado a líderes da ultradireita no exterior e protagonista da crise tarifária entre Brasil e Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) …
No partido de Bolsonaro, deputados se irritam com senadores que votaram contra a Blindagem
A PEC foi rechaçada por parte da população, que promoveu manifestações em diversas capitais do Brasil. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
Deputados do PL ouvidos sob reserva se demonstraram irritados com os senadores da mesma sigla que votaram contra a Proposta de Emenda à Constituição n° 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem, que buscava um escudo constitucional para proteger parlamentares de processos criminais. Pelo texto, as ações precisariam do aval da respectiva Casa Legislativa. A votação para enterrar o texto foi unânime.
A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entende que houve influência de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no voto dos senadores, já que, segundo interlocutores, na mesma manhã da votação, os parlamentares batiam o pé e diziam que seriam contra a proposta.
Para esses deputados, o Judiciário está tentando “ditar as regras do Brasil, passando por cima do Parlamento” e por isso há a tentativa de blindar os congressistas, uma vez que, na atual conjuntura dos Três Poderes, há uma guerra fria entre setores do Congresso e a Suprema Corte.
Durante a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa Alta, o senador Jorge Seif (PL-SC) retirou seu voto separado à PEC e admitiu que foi por pressão popular de todos os espectros políticos.
“Eu preciso reconhecer que a população, não falo de esquerda… Falo direita, esquerda e centro, que entrou em contato conosco e nós precisamos estar sensíveis às vozes das ruas. Se tem uma parte boa nessa PEC que foi proposta pelos nobres colegas da Câmara, foi infelizmente recheada com componentes que envenenam a massa”, declarou o parlamentar do PL.
A pressão popular
A PEC foi rechaçada por parte da população, que promoveu manifestações em diversas capitais do Brasil. Só na Avenida Paulista, em São Paulo, 42,4 mil pessoas foram às ruas manifestas contra a proposta e contra o Projeto de Lei (PL) da Anistia, que agora está popularizado como PL da Dosimetria.
O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) também apresentou uma emenda. Ele não é filiado ao PL, mas sua proposta foi assinada por senadores da sigla, como Carlos Portinho (RJ), Jorge Seif (SC) e Flávio Bolsonaro (RJ).
Parlamentares da Câmara também consideram que o recuo na retirada da emenda demonstrou fraqueza na articulação da oposição.
E o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou os senadores publicamente. Em publicação no X, o parlamentar os classificou como “serviçais”.
“Os senadores e governadores que impediram a criação das garantias mínimas contra o regime de exceção são serviçais complacentes dos tiranos. (…) Vocês são reféns de desinformação e engodo. Optaram em manter os poderes ilimitados da burocracia não eleita, por puro medo politiqueiro”, escreveu o deputado. Com informações do portal Metrópoles.
https://www.osul.com.br/no-partido-de-bolsonaro-deputados-se-irritam-com-senadores-que-votaram-contra-a-blindagem/
No partido de Bolsonaro, deputados se irritam com senadores que votaram contra a Blindagem
2025-09-28
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