Concorrentes e aliados do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema avaliam notícia-crime feita pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes como “um gás a mais” para a campanha dele à Presidência da República
Interlocutores de diferentes campos políticos consideram que o episódio tende a ampliar a visibilidade nacional de Zema. (Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG)
Concorrentes e aliados de Romeu Zema (Novo) avaliam a notícia-crime apresentada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes como um fator potencialmente positivo para a campanha do ex-governador de Minas Gerais à Presidência da República. Nos bastidores, interlocutores de diferentes campos políticos consideram que o episódio tende a ampliar a visibilidade nacional de Zema em um momento de pré-disputa eleitoral.
Como a coluna da Mônica Bergamo revelou no domingo (19), Gilmar encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes uma notícia-crime contra Zema e solicitou que ele seja investigado no inquérito das fake news. A iniciativa ocorreu após a divulgação de um vídeo relacionado ao ministro, cuja circulação gerou reação no STF.
Integrantes da campanha de Zema e até mesmo nomes ligados a alguns de seus principais adversários entendem que a medida pode funcionar como “um gás a mais” para a candidatura do mineiro. A avaliação é que embates com integrantes do Judiciário costumam mobilizar setores do eleitorado identificados com críticas às cortes superiores e ao funcionamento institucional de Brasília.
No entorno de Zema, aliados também afirmam que os argumentos apresentados por Gilmar para tentar incriminar o ex-governador carecem de base técnica consistente. Mendes classificou o vídeo como fruto de “sofisticada edição profissional e avançados mecanismos de deep fake”. Pessoas próximas ao ex-governador, porém, sustentam que essa interpretação ainda precisaria ser respaldada por elementos periciais e avaliações especializadas.
Apesar disso, integrantes do grupo político de Zema ponderam reservadamente que os desdobramentos da notícia-crime e eventuais consequências jurídicas permanecem imprevisíveis. Há o entendimento de que qualquer investigação envolvendo temas digitais, desinformação e redes sociais pode produzir efeitos políticos e legais difíceis de antecipar no curto prazo.
A denúncia também provocou manifestações inesperadas de solidariedade a Zema, em um contexto no qual o STF enfrenta uma das fases mais delicadas de sua imagem pública. Nas redes sociais, apoiadores e parlamentares de oposição reagiram em defesa do ex-governador e criticaram a iniciativa de Gilmar Mendes.
Zema recebeu apoio, por exemplo, do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e do líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB). As manifestações foram interpretadas por observadores como sinal de aproximação política entre Zema e setores conservadores.
Já um integrante da campanha de Ronaldo Caiado (PSD-GO) classificou a denúncia como um “exagero” e avaliou que Zema poderá saber tirar proveito político da situação.
O fato de Zema tornar-se alvo de Mendes também é visto como elemento que reforça seu plano de disputar com bolsonaristas a pauta das críticas ao STF, como o Painel adiantou em fevereiro, e de buscar viabilizar sua candidatura diante da polarização entre Lula (PT) e Flávio. (Com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo)
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Apesar disso, integrantes do grupo político de Zema ponderam reservadamente que os desdobramentos da notícia-crime e eventuais consequências jurídicas permanecem imprevisíveis. Há o entendimento de que qualquer investigação envolvendo temas digitais, desinformação e redes sociais pode produzir efeitos políticos e legais difíceis de antecipar no curto prazo.
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O fato de Zema tornar-se alvo de Mendes também é visto como elemento que reforça seu plano de disputar com bolsonaristas a pauta das críticas ao STF, como o Painel adiantou em fevereiro, e de buscar viabilizar sua candidatura diante da polarização entre Lula (PT) e Flávio. (Com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo)
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