Cerimônia no Palácio do Planalto foi repleta de críticas à gestão Jair Bolsonaro, que era o presidente do Brasil durante a pandemia.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Cerimônia no Palácio do Planalto foi repleta de críticas à gestão Jair Bolsonaro, que era o presidente do Brasil durante a pandemia.(Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que institui a data de 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A sanção ocorreu em uma cerimônia no Palácio do Planalto repleta de críticas à gestão Jair Bolsonaro, que era o presidente do Brasil durante a pandemia.
“Se a gente não faz isso, cai no esquecimento. E é tudo que eles desejam, que caia no esquecimento. As pessoas que vivem de mentira não estão preocupadas com a verdade”, disse Lula.
“Bolsonaro dizia: a pressa da vacina não se justifica. Essa fala foi em entrevista publicada em canal de YouTube do seu filho, aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar golpe contra o Brasil”, completou o petista.
O presidente citou investigações da CPI da Covid do Senado sobre propina na compra de vacinas durante a gestão Bolsonaro. E lembrou as trocas dos titulares do Ministério da Saúde, que chegou a ser chefiado por um militar, o general Eduardo Pazuello.
Lula afirmou que, se o governo Bolsonaro tivesse atuado de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde e de especialistas, o país teria menos mortes provocadas pela Covid-19.
“A quantidade de médico que receitava cloroquina, que dizia que vacina fazia as pessoas virarem gay, jacaré, que fazia tudo de mal para as crianças… Se não der nome, não são conhecidas. Seja de qualquer igreja, padre ou pastor. Tem que dar nome para essa gente aprender, no mínimo, a respeitar o ser humano”, declarou o presidente.
Presente à cerimônia, a primeira-dama, Janja da Silva, se emocionou ao lembrar a perda a mãe, que morreu após contrair a doença.
“Eu sempre me preparei psicologicamente para perder minha mãe para o Alzheimer, mas ver ela sendo arrancada de mim pela covid-19, pela falta de incentivo à mascara. Eu não vou esquecer jamais. A memória é isso”, disse Janja.
O dia 12 de março foi escolhido em razão da data do registro da primeira morte pela doença no Brasil em 2020, na cidade de São Paulo, e busca reconhecer o impacto da pandemia na vida de milhões de pessoas. Em 11 de março de 2020, a OMS declarou a pandemia de Covid-19. No total, mais de 700 mil mortes foram registradas no Brasil. O ano de 2021 foi o mais letal, com mais de 420 mil mortes.
Do deputado Pedro Uczai (PT-SC) e relatado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), o projeto foi aprovado no Senado no mês passado e seguiu para sanção presidencial. De acordo com o relator, a criação da data tem caráter simbólico e educativo, com a intenção de preservar a memória das vítimas e reforçar a importância de políticas públicas de saúde. (Com informações do portal de notícias g1)
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Lula sanciona Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19
Cerimônia no Palácio do Planalto foi repleta de críticas à gestão Jair Bolsonaro, que era o presidente do Brasil durante a pandemia.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Cerimônia no Palácio do Planalto foi repleta de críticas à gestão Jair Bolsonaro, que era o presidente do Brasil durante a pandemia.(Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que institui a data de 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A sanção ocorreu em uma cerimônia no Palácio do Planalto repleta de críticas à gestão Jair Bolsonaro, que era o presidente do Brasil durante a pandemia.
“Se a gente não faz isso, cai no esquecimento. E é tudo que eles desejam, que caia no esquecimento. As pessoas que vivem de mentira não estão preocupadas com a verdade”, disse Lula.
“Bolsonaro dizia: a pressa da vacina não se justifica. Essa fala foi em entrevista publicada em canal de YouTube do seu filho, aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar golpe contra o Brasil”, completou o petista.
O presidente citou investigações da CPI da Covid do Senado sobre propina na compra de vacinas durante a gestão Bolsonaro. E lembrou as trocas dos titulares do Ministério da Saúde, que chegou a ser chefiado por um militar, o general Eduardo Pazuello.
Lula afirmou que, se o governo Bolsonaro tivesse atuado de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde e de especialistas, o país teria menos mortes provocadas pela Covid-19.
“A quantidade de médico que receitava cloroquina, que dizia que vacina fazia as pessoas virarem gay, jacaré, que fazia tudo de mal para as crianças… Se não der nome, não são conhecidas. Seja de qualquer igreja, padre ou pastor. Tem que dar nome para essa gente aprender, no mínimo, a respeitar o ser humano”, declarou o presidente.
Presente à cerimônia, a primeira-dama, Janja da Silva, se emocionou ao lembrar a perda a mãe, que morreu após contrair a doença.
“Eu sempre me preparei psicologicamente para perder minha mãe para o Alzheimer, mas ver ela sendo arrancada de mim pela covid-19, pela falta de incentivo à mascara. Eu não vou esquecer jamais. A memória é isso”, disse Janja.
O dia 12 de março foi escolhido em razão da data do registro da primeira morte pela doença no Brasil em 2020, na cidade de São Paulo, e busca reconhecer o impacto da pandemia na vida de milhões de pessoas. Em 11 de março de 2020, a OMS declarou a pandemia de Covid-19. No total, mais de 700 mil mortes foram registradas no Brasil. O ano de 2021 foi o mais letal, com mais de 420 mil mortes.
Do deputado Pedro Uczai (PT-SC) e relatado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), o projeto foi aprovado no Senado no mês passado e seguiu para sanção presidencial. De acordo com o relator, a criação da data tem caráter simbólico e educativo, com a intenção de preservar a memória das vítimas e reforçar a importância de políticas públicas de saúde. (Com informações do portal de notícias g1)
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