A advertência foi feita em público por Carlos Bolsonaro (D). (Foto: Reprodução/Instagram)
Há uma crise na campanha do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A advertência foi feita em público por um dos irmãos do candidato, o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro.
Ele afirma que o irmão, filiado ao Partido Liberal (PL), enfrenta dificuldades decorrentes do isolamento a que estaria sendo submetido pela estrutura partidária. “Falta apoio de prefeitos, vereadores, líderes, seções partidárias e filiados do PL”, escreveu em rede social, acrescentando: “É estarrecedor perceber que a esmagadora maioria não tem sequer uma postagem (sobre a candidatura do irmão) há mais de quatro meses.”
A manifestação chamou atenção por ter sido o terceiro alerta público de Carlos Bolsonaro em apenas três semanas. O movimento é considerado incomum no contexto interno do partido e sugere insatisfação com a condução da pré-campanha presidencial. As declarações ampliaram especulações sobre divergências estratégicas entre integrantes da legenda e aliados do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nas pesquisas eleitorais mencionadas por interlocutores da campanha, Flávio aparece empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tanto na preferência de voto, em torno de 40%, quanto nos índices de rejeição, superiores a 50%. Os números reforçam o cenário de polarização e a importância da mobilização partidária para os próximos meses.
Parlamentares e filiados do PL refratários ou relutantes no apoio “não merecem confiança”, escreveu Carlos Bolsonaro no início do mês. Ele tenta se eleger ao Senado por Santa Catarina por determinação do pai, Jair Bolsonaro. “Não vote em candidato que não apoia Flávio Bolsonaro”, recomendou, “pois esta conduta só serve ao Lula”. “Não tem apoio ao Flávio? Descarte-o, ainda que (seja candidato) do PL.”
Dias atrás, ele divulgou mensagem direcionada a Valdemar Costa Neto, presidente do partido: “Está ficando feio para o partido, que está preferindo não ver o que está acontecendo dentro de casa. Isso é um absurdo.”
As declarações públicas de Carlos foram interpretadas como tentativa de pressionar dirigentes partidários a ampliar o engajamento em torno da candidatura presidencial. Ao mesmo tempo, expuseram tensões internas em um momento considerado decisivo para a organização das alianças regionais e da estratégia nacional do partido.
A vereadora paulistana Janaina Paschoal, do Progressistas, respondeu com comentário crítico sobre a origem da aparente insatisfação entre antigos aliados do clã Bolsonaro: “Se seu irmão apresentasse propostas… Agora, só trouxa compartilha dancinha!” (Com informações do portal da revista Veja)
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“Falta de apoio” no Partido Liberal abre crise na campanha de Flávio Bolsonaro
A advertência foi feita em público por Carlos Bolsonaro (D). (Foto: Reprodução/Instagram)
Há uma crise na campanha do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A advertência foi feita em público por um dos irmãos do candidato, o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro.
Ele afirma que o irmão, filiado ao Partido Liberal (PL), enfrenta dificuldades decorrentes do isolamento a que estaria sendo submetido pela estrutura partidária. “Falta apoio de prefeitos, vereadores, líderes, seções partidárias e filiados do PL”, escreveu em rede social, acrescentando: “É estarrecedor perceber que a esmagadora maioria não tem sequer uma postagem (sobre a candidatura do irmão) há mais de quatro meses.”
A manifestação chamou atenção por ter sido o terceiro alerta público de Carlos Bolsonaro em apenas três semanas. O movimento é considerado incomum no contexto interno do partido e sugere insatisfação com a condução da pré-campanha presidencial. As declarações ampliaram especulações sobre divergências estratégicas entre integrantes da legenda e aliados do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nas pesquisas eleitorais mencionadas por interlocutores da campanha, Flávio aparece empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tanto na preferência de voto, em torno de 40%, quanto nos índices de rejeição, superiores a 50%. Os números reforçam o cenário de polarização e a importância da mobilização partidária para os próximos meses.
Parlamentares e filiados do PL refratários ou relutantes no apoio “não merecem confiança”, escreveu Carlos Bolsonaro no início do mês. Ele tenta se eleger ao Senado por Santa Catarina por determinação do pai, Jair Bolsonaro. “Não vote em candidato que não apoia Flávio Bolsonaro”, recomendou, “pois esta conduta só serve ao Lula”. “Não tem apoio ao Flávio? Descarte-o, ainda que (seja candidato) do PL.”
Dias atrás, ele divulgou mensagem direcionada a Valdemar Costa Neto, presidente do partido: “Está ficando feio para o partido, que está preferindo não ver o que está acontecendo dentro de casa. Isso é um absurdo.”
As declarações públicas de Carlos foram interpretadas como tentativa de pressionar dirigentes partidários a ampliar o engajamento em torno da candidatura presidencial. Ao mesmo tempo, expuseram tensões internas em um momento considerado decisivo para a organização das alianças regionais e da estratégia nacional do partido.
A vereadora paulistana Janaina Paschoal, do Progressistas, respondeu com comentário crítico sobre a origem da aparente insatisfação entre antigos aliados do clã Bolsonaro: “Se seu irmão apresentasse propostas… Agora, só trouxa compartilha dancinha!” (Com informações do portal da revista Veja)
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