Ex-ministro da Defesa Aldo Rabelo afirma que vai manter a candidatura à presidência da República e chama de “clandestina” a escolha do Partido Democracia Cristã pelo nome do ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa
Rebelo tem aparecido em último lugar nas pesquisas recentes. (Foto: Divulgação)
O ex-ministro da Defesa, Aldo Rebelo (DC), disse nesta quarta-feira, 20, em conversa com a Coluna do Estadão, que sua pré-candidatura à Presidência está mantida e que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, é um “nome clandestino” e sem apoio no partido.
Rebelo afirmou não acreditar em uma eventual candidatura do ex-ministro, que se filiou ao PSB para concorrer a presidente em 2018, mas acabou desistindo a poucos meses das eleições.
“É uma campanha clandestina, sem que o pretenso candidato (Joaquim Barbosa) tenha se manifestado. Minha impressão é que ele não será candidato, eu já vi esse filme antes no PSB, um partido com muito mais estrutura, e ele se filiou e depois desistiu”.
Pré-candidato pode ir à Justiça para se manter no páreo Aldo Rebelo não descarta judicializar a disputa caso o nanico Democracia Cristã (DC), comandado por João Caldas, insista em não deixá-lo concorrer. O ex-ministro disse que tem apoio do diretório da legenda em São Paulo, que segundo ele é o mais estruturado do partido.
“Se houver qualquer obstáculo à presença da minha pré-candidatura, o caminho é judicializar”, afirmou Rebelo. “Não é uma escolha pessoal do presidente do partido, é uma escolha coletiva na convenção”.
Rebelo tem aparecido em último lugar nas pesquisas recentes, como a Atlas/Bloomberg divulgada esta semana, na qual marcou míseros 0,2% das intenções de voto. Ele argumenta ser pouco conhecido pela população e que as pessoas estão mais preocupadas “com a convocação do Neymar” do que com pesquisas.
Aldo Rebelo pego de surpresa Ele contou que ficou sabendo pela imprensa da filiação de Joaquim Barbosa e do plano da legenda de tê-lo como candidato ao Planalto.
“As explicações ele (João Caldas) é que deve dar, e devia dar primeiro ao pré-candidato que ele convidou. Como você convida alguém para um compromisso e depois desmancha sem avisar? Não é correto, não é procedimento que se faça”, criticou.
“Todo mundo foi pego de surpresa, é uma situação completamente absurda”.
Segundo Aldo Rebelo, João Caldas teria decidido trocar o pré-candidato a presidente por estar “atormentado” com a possibilidade de o Caso Master atingir a sua família em Alagoas. Na lógica de Rebelo, um ex-ministro do STF poderia ajudar a blindar investigações contra o presidente do DC.
Entenda quem é ex-ministro de Lula e Dilma Alagoano de Viçosa, Aldo Rebelo é jornalista de formação e foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) nos anos 80. Foi deputado por seis mandatos consecutivos, presidente da Câmara entre 2005 e 2007 e ministro da Coordenação Política no primeiro mandato de Lula.
Na gestão Dilma Rousseff, foi ministro do Esporte, da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Defesa. Foi filiado ao PCdoB por 40 anos, mas deixou o partido em 2017. Teve passagens pelo PSB, MDB, PDT e Solidariedade antes de chegar ao nanico Democracia Cristã.
Nos últimos anos, ele se afastou da esquerda e se aproximou do bolsonarismo. Em 2024, foi secretário municipal de Relações Internacionais na gestão do prefeito Ricardo Nunes. (Coluna do portal Estadão, por Roseann Kennedy).
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Aldo Rebelo pego de surpresa
Ele contou que ficou sabendo pela imprensa da filiação de Joaquim Barbosa e do plano da legenda de tê-lo como candidato ao Planalto.
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