Advogados de Lula pedem direito de resposta e falam em “conotação eleitoral escancarada”. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
A equipe jurídica que representa o presidente Lula acionou a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a retirada de um vídeo publicado nas redes sociais que associa o presidente a esquemas de corrupção. A medida foi apresentada à corte eleitoral com o argumento de que o conteúdo divulgado possui caráter desinformativo e impacto no ambiente político da pré-campanha.
O vídeo reúne cortes de uma entrevista concedida por Lula e trechos da delação do ex-ministro Antônio Palocci no âmbito da Operação Lava-Jato. Segundo a representação, a edição apresentada busca relacionar o presidente ao recebimento de propina, retomando acusações já discutidas em investigações anteriores.
Na peça encaminhada ao TSE, os advogados afirmam que Flávio Bolsonaro tem utilizado seu perfil nas redes sociais para disseminar ataques e informações falsas contra Lula. O documento sustenta que esse tipo de conteúdo pode afetar a capacidade de avaliação do eleitorado diante da circulação acelerada de mensagens em plataformas digitais.
“Na câmara de eco da rede social, torna-se capaz de desorientar o eleitor e causar desordem informacional, de forma que a população gradativamente perde a habilidade de distinguir verdade de falsidade, fatos de versões”, diz a peça.
O pedido protocolado na corte eleitoral também afirma que o padrão de conduta atribuído à pré-campanha de Flávio Bolsonaro é agressivo e artificioso. Segundo os advogados, a estratégia de comunicação induziria o público a uma conclusão considerada mentirosa pela defesa do presidente.
Outro ponto citado no documento é que a investigação relacionada à Lava Jato mencionada no vídeo já teria sido arquivada. A equipe jurídica sustenta que o uso desse material, somado à retomada de reportagens antigas, ocorre em contexto político-eleitoral.
Os advogados argumentam ainda que a “conotação eleitoral é escancarada” ao desvirtuar matérias jornalísticas antigas como arma eleitoral.
Além das referências à Lava-Jato, o vídeo também apresenta manchetes sobre eventual participação de Lulinha em esquema de fraudes no INSS. A representação menciona esse trecho como parte do conjunto de associações negativas exibidas ao público.
No pedido ao TSE, a defesa solicita a retirada imediata do vídeo do ar. Também requer a concessão de direito de resposta, a ser divulgado na mesma plataforma utilizada para a publicação original e com o mesmo impulsionamento, para que alcance visibilidade equivalente.
O vídeo publicado por Flávio Bolsonaro no Instagram já soma 1,6 milhão de visualizações, segundo a representação. A equipe jurídica do PT demonstra preocupação com o alcance do conteúdo e seus reflexos no debate público antes do período oficial de campanha.
“A desinformação se antecipa, circula antes do calendário formal e já produz efeitos eleitorais relevantes na pré-campanha”, conclui o pedido.
Agora, caberá ao Tribunal Superior Eleitoral analisar os argumentos apresentados e decidir sobre eventual remoção do material e demais medidas solicitadas pela defesa do presidente Lula. (Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo)
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Campanha de Lula pede retirada de vídeo publicado por Flávio que associa o presidente à corrupção
Advogados de Lula pedem direito de resposta e falam em “conotação eleitoral escancarada”. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
A equipe jurídica que representa o presidente Lula acionou a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a retirada de um vídeo publicado nas redes sociais que associa o presidente a esquemas de corrupção. A medida foi apresentada à corte eleitoral com o argumento de que o conteúdo divulgado possui caráter desinformativo e impacto no ambiente político da pré-campanha.
O vídeo reúne cortes de uma entrevista concedida por Lula e trechos da delação do ex-ministro Antônio Palocci no âmbito da Operação Lava-Jato. Segundo a representação, a edição apresentada busca relacionar o presidente ao recebimento de propina, retomando acusações já discutidas em investigações anteriores.
Na peça encaminhada ao TSE, os advogados afirmam que Flávio Bolsonaro tem utilizado seu perfil nas redes sociais para disseminar ataques e informações falsas contra Lula. O documento sustenta que esse tipo de conteúdo pode afetar a capacidade de avaliação do eleitorado diante da circulação acelerada de mensagens em plataformas digitais.
“Na câmara de eco da rede social, torna-se capaz de desorientar o eleitor e causar desordem informacional, de forma que a população gradativamente perde a habilidade de distinguir verdade de falsidade, fatos de versões”, diz a peça.
O pedido protocolado na corte eleitoral também afirma que o padrão de conduta atribuído à pré-campanha de Flávio Bolsonaro é agressivo e artificioso. Segundo os advogados, a estratégia de comunicação induziria o público a uma conclusão considerada mentirosa pela defesa do presidente.
Outro ponto citado no documento é que a investigação relacionada à Lava Jato mencionada no vídeo já teria sido arquivada. A equipe jurídica sustenta que o uso desse material, somado à retomada de reportagens antigas, ocorre em contexto político-eleitoral.
Os advogados argumentam ainda que a “conotação eleitoral é escancarada” ao desvirtuar matérias jornalísticas antigas como arma eleitoral.
Além das referências à Lava-Jato, o vídeo também apresenta manchetes sobre eventual participação de Lulinha em esquema de fraudes no INSS. A representação menciona esse trecho como parte do conjunto de associações negativas exibidas ao público.
No pedido ao TSE, a defesa solicita a retirada imediata do vídeo do ar. Também requer a concessão de direito de resposta, a ser divulgado na mesma plataforma utilizada para a publicação original e com o mesmo impulsionamento, para que alcance visibilidade equivalente.
O vídeo publicado por Flávio Bolsonaro no Instagram já soma 1,6 milhão de visualizações, segundo a representação. A equipe jurídica do PT demonstra preocupação com o alcance do conteúdo e seus reflexos no debate público antes do período oficial de campanha.
“A desinformação se antecipa, circula antes do calendário formal e já produz efeitos eleitorais relevantes na pré-campanha”, conclui o pedido.
Agora, caberá ao Tribunal Superior Eleitoral analisar os argumentos apresentados e decidir sobre eventual remoção do material e demais medidas solicitadas pela defesa do presidente Lula. (Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo)
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