Ele também afirmou que o apoio de seu partido à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “pouco provável”. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, deputado licenciado pelo Republicanos, disse ser favorável a um acordo na Câmara pela redução de penas a envolvidos em atos golpistas em vez de uma anistia. A posição é oposta àquela defendida pelo PT e por integrantes do próprio governo, que têm pregado contra qualquer perdão, ainda que parcial. Ele também afirmou que o apoio de seu partido à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “pouco provável” e que a maior parte da bancada da legenda na Câmara é de direita. Em entrevista, o titular da pasta avalia ainda que o ex-presidente Jair Bolsonaro não terá o “desprendimento” necessário para indicar como candidato à Presidência o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ou outros chefes de Executivos estaduais filiados a partidos de centro.
Confira trechos da entrevista:
O senhor é do mesmo partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e há um movimento para que ele seja candidato à Presidência. Como vai fazer campanha para a reeleição do presidente Lula se o Republicanos estiver com Tarcísio?
Todas as vezes em que estivemos juntos, ele (Tarcísio) me disse que o projeto é ser candidato à reeleição em São Paulo. Acho pouco provável que o governador Tarcísio venha a disputar a Presidência, sobretudo com o crescimento da aprovação do presidente Lula, mostrado pelas pesquisas. Mesmo se isso (candidatura de Tarcísio ao Planalto) vier a acontecer, nós temos que aguardar se ele fica no Republicanos ou se vai para o PL. O partido (Republicanos) sabe que tenho uma relação histórica com o presidente Lula. Estarei com ele em 2026 em qualquer cenário. Também acho pouco provável que o (Jair) Bolsonaro apoie uma candidatura de centro. O apoio de Bolsonaro a (Romeu) Zema, Tarcísio, (Ronaldo) Caiado ou Ratinho Junior é o arquivamento do bolsonarismo no Brasil. Não sei se a família Bolsonaro tem o desprendimento de entregar esse patrimônio eleitoral a uma candidatura de centro.
O presidente do Republicanos já disse que Lula está sem rumo, e a bancada da sigla apoiou iniciativas contra o governo, como a PEC da Blindagem, a urgência da anistia e a reversão de parte da ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). Por que o partido é hostil ao governo na Câmara mesmo tendo o senhor como ministro?
O Republicanos foi um dos partidos que mais votou com o governo na Câmara, apoiando as pautas econômicas e sociais. Entretanto, do ponto de vista ideológico, a bancada é mais à direita. Isso não quer dizer que o presidente Marcos Pereira não respeita a posição dos que apoiam o governo.
Ter a vice de Lula pode fazer com que o Republicanos ou outro partido de centro apoie a reeleição?
Torço para o vice-presidente Geraldo Alckmin permanecer na chapa. Os próprios partidos que poderiam sonhar com a vice, a exemplo do MDB, reconhecem o papel histórico que o vice-presidente Alckmin está cumprindo a favor do Brasil.
É a favor da alternativa à anistia construída pela Câmara? Um texto com redução de penas pode passar?
Eu sou contra a anistia, mas acho que poderia haver uma uma redução na tipificação das penas. Morreria o debate da anistia, e o Congresso faria uma discussão mais serena, despida de ideologia.
O PT e o governo estão contra qualquer redução de penas também.
Não li o texto ainda e confesso que não tenho acompanhado diretamente esse debate. Mas, como parlamentar licenciado, acho importante o Congresso fazer uma discussão.
A PEC da Blindagem foi aprovada na Câmara com o voto do seu suplente. Por que não retomou o mandato para votar contra?
Pedi a ele que não votasse, mas ele seguiu o coração e a consciência. Mas eu disse publicamente que se essa matéria voltasse à Câmara e não tivesse sido arquivada (pelo Senado), eu voltaria para a Câmara para votar contra.
Há uma insatisfação do Congresso com o ritmo de liberação de emendas, e parlamentares dizem que isso prejudica a pauta do governo. Defende que o governo acelere esses repasses para melhorar a relação?
Sou favorável à emenda parlamentar. O governo, até porque está no Orçamento da União, precisa cada vez mais acelerar a execução. Mas acho que no segundo semestre já conseguiu ampliar, e eu sinto o ambiente que começa a distensionar dentro do Congresso. Com informações do portal O Globo.
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Confira trechos da entrevista:
O senhor é do mesmo partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e há um movimento para que ele seja candidato à Presidência. Como vai fazer campanha para a reeleição do presidente Lula se o Republicanos estiver com Tarcísio?
Todas as vezes em que estivemos juntos, ele (Tarcísio) me disse que o projeto é ser candidato à reeleição em São Paulo. Acho pouco provável que o governador Tarcísio venha a disputar a Presidência, sobretudo com o crescimento da aprovação do presidente Lula, mostrado pelas pesquisas. Mesmo se isso (candidatura de Tarcísio ao Planalto) vier a acontecer, nós temos que aguardar se ele fica no Republicanos ou se vai para o PL. O partido (Republicanos) sabe que tenho uma relação histórica com o presidente Lula. Estarei com ele em 2026 em qualquer cenário. Também acho pouco provável que o (Jair) Bolsonaro apoie uma candidatura de centro. O apoio de Bolsonaro a (Romeu) Zema, Tarcísio, (Ronaldo) Caiado ou Ratinho Junior é o arquivamento do bolsonarismo no Brasil. Não sei se a família Bolsonaro tem o desprendimento de entregar esse patrimônio eleitoral a uma candidatura de centro.
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O Republicanos foi um dos partidos que mais votou com o governo na Câmara, apoiando as pautas econômicas e sociais. Entretanto, do ponto de vista ideológico, a bancada é mais à direita. Isso não quer dizer que o presidente Marcos Pereira não respeita a posição dos que apoiam o governo.
Ter a vice de Lula pode fazer com que o Republicanos ou outro partido de centro apoie a reeleição?
Torço para o vice-presidente Geraldo Alckmin permanecer na chapa. Os próprios partidos que poderiam sonhar com a vice, a exemplo do MDB, reconhecem o papel histórico que o vice-presidente Alckmin está cumprindo a favor do Brasil.
É a favor da alternativa à anistia construída pela Câmara? Um texto com redução de penas pode passar?
Eu sou contra a anistia, mas acho que poderia haver uma uma redução na tipificação das penas. Morreria o debate da anistia, e o Congresso faria uma discussão mais serena, despida de ideologia.
O PT e o governo estão contra qualquer redução de penas também.
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A PEC da Blindagem foi aprovada na Câmara com o voto do seu suplente. Por que não retomou o mandato para votar contra?
Pedi a ele que não votasse, mas ele seguiu o coração e a consciência. Mas eu disse publicamente que se essa matéria voltasse à Câmara e não tivesse sido arquivada (pelo Senado), eu voltaria para a Câmara para votar contra.
Há uma insatisfação do Congresso com o ritmo de liberação de emendas, e parlamentares dizem que isso prejudica a pauta do governo. Defende que o governo acelere esses repasses para melhorar a relação?
Sou favorável à emenda parlamentar. O governo, até porque está no Orçamento da União, precisa cada vez mais acelerar a execução. Mas acho que no segundo semestre já conseguiu ampliar, e eu sinto o ambiente que começa a distensionar dentro do Congresso. Com informações do portal O Globo.
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