“Não aceitamos ser tratados como moleques”, afirmou Lula.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
“Não aceitamos ser tratados como moleques”, afirmou Lula. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (29) estar “muito triste e decepcionado” com a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas estrangeiras.
“Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, declarou o presidente.
Esta foi a primeira manifestação pública de Lula sobre o tema. Durante o discurso, o petista também criticou a possibilidade de interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil. “Não aceitamos ser tratados como moleques”, afirmou.
A declaração foi feita durante participação em uma cerimônia sobre investimentos da Petrobras em Sergipe.
Minutos antes da fala do presidente, o Palácio do Planalto divulgou uma nota em que reforça as ações do governo federal no combate ao crime organizado. O texto afirma ser “deplorável” que “mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil”, em referência às recentes articulações políticas envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na quinta-feira (28), o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que pretende classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
Legalmente, a decisão final cabe ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, integrante do governo do presidente Donald Trump. A avaliação dentro do governo norte-americano é de que as facções possuem atuação transnacional e envolvimento com tráfico internacional de drogas, armas e lavagem de dinheiro.
O anúncio ocorreu um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com Marco Rubio nos Estados Unidos. A reunião gerou reações negativas dentro do governo brasileiro e aumentou a tensão diplomática entre os dois países.
Em nota oficial, o Planalto afirmou que “medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que coloquem em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime”.
“Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros”, afirma o texto divulgado pela Presidência da República.
A nota conclui afirmando que a soberania nacional “é inegociável” e rejeita qualquer tipo de interferência externa nos assuntos internos do país.
“O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”, conclui o comunicado.
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Lula critica Estados Unidos, diz que governo combate crime organizado e condena classificação de facções como terroristas
“Não aceitamos ser tratados como moleques”, afirmou Lula.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
“Não aceitamos ser tratados como moleques”, afirmou Lula. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (29) estar “muito triste e decepcionado” com a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas estrangeiras.
“Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, declarou o presidente.
Esta foi a primeira manifestação pública de Lula sobre o tema. Durante o discurso, o petista também criticou a possibilidade de interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil. “Não aceitamos ser tratados como moleques”, afirmou.
A declaração foi feita durante participação em uma cerimônia sobre investimentos da Petrobras em Sergipe.
Minutos antes da fala do presidente, o Palácio do Planalto divulgou uma nota em que reforça as ações do governo federal no combate ao crime organizado. O texto afirma ser “deplorável” que “mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil”, em referência às recentes articulações políticas envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na quinta-feira (28), o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que pretende classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
Legalmente, a decisão final cabe ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, integrante do governo do presidente Donald Trump. A avaliação dentro do governo norte-americano é de que as facções possuem atuação transnacional e envolvimento com tráfico internacional de drogas, armas e lavagem de dinheiro.
O anúncio ocorreu um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com Marco Rubio nos Estados Unidos. A reunião gerou reações negativas dentro do governo brasileiro e aumentou a tensão diplomática entre os dois países.
Em nota oficial, o Planalto afirmou que “medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que coloquem em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime”.
“Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros”, afirma o texto divulgado pela Presidência da República.
A nota conclui afirmando que a soberania nacional “é inegociável” e rejeita qualquer tipo de interferência externa nos assuntos internos do país.
“O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”, conclui o comunicado.
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