Para Alckmin, a medida adotada pelos EUA não contribui para o combate ao crime organizado e ainda pode gerar consequências negativas para a economia brasileira.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Para Alckmin, a medida adotada pelos EUA não contribui para o combate ao crime organizado e ainda pode gerar consequências negativas para a economia brasileira. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta sexta-feira (29) que integrantes da família Bolsonaro estariam tentando desviar a atenção do caso envolvendo o Banco Master ao defenderem a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
A declaração foi feita durante agenda pública em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo. Segundo Alckmin, a iniciativa articulada junto ao governo norte-americano teria sido usada como “factoide” político para retirar o foco das denúncias relacionadas ao banco.
“O que eu lamento nesse episódio é que, infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Então, para sair desse tema do Banco Master, que é gravíssimo do ponto de vista de corrupção e de sonegação, ficam gerando factoides para desviar a atenção”, afirmou o vice-presidente.
As declarações ocorrem após o governo dos Estados Unidos anunciar a decisão de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida foi oficializada pelo Departamento de Estado norte-americano e ocorreu após reunião do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
O governo federal vê a decisão com preocupação e avalia possíveis impactos diplomáticos e econômicos da medida. Integrantes do Palácio do Planalto e da equipe econômica temem efeitos sobre o sistema financeiro brasileiro, especialmente em relação à atuação de bancos nacionais em operações internacionais.
Segundo relatos de diplomatas e integrantes do mercado financeiro, instituições brasileiras poderiam ser alvo de restrições por parte do Tesouro dos Estados Unidos caso haja suspeitas de movimentações financeiras relacionadas às facções classificadas como terroristas.
O governo brasileiro também foi alertado sobre precedentes internacionais. Um dos exemplos citados por integrantes da área econômica envolve o México, onde bancos foram impedidos de operar com o sistema financeiro norte-americano após suspeitas de lavagem de dinheiro para cartéis do narcotráfico classificados pelos EUA como organizações terroristas.
Para Alckmin, a medida adotada pelos Estados Unidos não contribui para o combate ao crime organizado e ainda pode gerar consequências negativas para a economia brasileira.
“Isso é ruim para o Brasil. Pode ter consequências na área do sistema financeiro e na economia. Não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”, afirmou.
Nos bastidores, integrantes do governo Lula avaliam que a classificação das facções como grupos terroristas pode ampliar o alcance de sanções financeiras internacionais e dificultar operações bancárias envolvendo empresas e instituições brasileiras.
A decisão também aumentou a tensão política entre governo e oposição. Enquanto aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro defendem maior alinhamento com os Estados Unidos no combate ao crime organizado, integrantes do governo federal afirmam que medidas unilaterais tomadas sem coordenação com o Brasil representam risco à soberania nacional e à estabilidade econômica.
O caso provocou reações dentro do Congresso Nacional e deve intensificar os embates políticos entre governistas e oposição nos próximos dias, especialmente em torno das discussões sobre segurança pública, relações diplomáticas e impactos econômicos das decisões adotadas pelos Estados Unidos.
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Vice-presidente da República acusa Flávio Bolsonaro de desviar foco do Banco Master com classificação terrorista de PCC e CV
Para Alckmin, a medida adotada pelos EUA não contribui para o combate ao crime organizado e ainda pode gerar consequências negativas para a economia brasileira.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Para Alckmin, a medida adotada pelos EUA não contribui para o combate ao crime organizado e ainda pode gerar consequências negativas para a economia brasileira. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta sexta-feira (29) que integrantes da família Bolsonaro estariam tentando desviar a atenção do caso envolvendo o Banco Master ao defenderem a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
A declaração foi feita durante agenda pública em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo. Segundo Alckmin, a iniciativa articulada junto ao governo norte-americano teria sido usada como “factoide” político para retirar o foco das denúncias relacionadas ao banco.
“O que eu lamento nesse episódio é que, infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Então, para sair desse tema do Banco Master, que é gravíssimo do ponto de vista de corrupção e de sonegação, ficam gerando factoides para desviar a atenção”, afirmou o vice-presidente.
As declarações ocorrem após o governo dos Estados Unidos anunciar a decisão de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida foi oficializada pelo Departamento de Estado norte-americano e ocorreu após reunião do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
O governo federal vê a decisão com preocupação e avalia possíveis impactos diplomáticos e econômicos da medida. Integrantes do Palácio do Planalto e da equipe econômica temem efeitos sobre o sistema financeiro brasileiro, especialmente em relação à atuação de bancos nacionais em operações internacionais.
Segundo relatos de diplomatas e integrantes do mercado financeiro, instituições brasileiras poderiam ser alvo de restrições por parte do Tesouro dos Estados Unidos caso haja suspeitas de movimentações financeiras relacionadas às facções classificadas como terroristas.
O governo brasileiro também foi alertado sobre precedentes internacionais. Um dos exemplos citados por integrantes da área econômica envolve o México, onde bancos foram impedidos de operar com o sistema financeiro norte-americano após suspeitas de lavagem de dinheiro para cartéis do narcotráfico classificados pelos EUA como organizações terroristas.
Para Alckmin, a medida adotada pelos Estados Unidos não contribui para o combate ao crime organizado e ainda pode gerar consequências negativas para a economia brasileira.
“Isso é ruim para o Brasil. Pode ter consequências na área do sistema financeiro e na economia. Não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”, afirmou.
Nos bastidores, integrantes do governo Lula avaliam que a classificação das facções como grupos terroristas pode ampliar o alcance de sanções financeiras internacionais e dificultar operações bancárias envolvendo empresas e instituições brasileiras.
A decisão também aumentou a tensão política entre governo e oposição. Enquanto aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro defendem maior alinhamento com os Estados Unidos no combate ao crime organizado, integrantes do governo federal afirmam que medidas unilaterais tomadas sem coordenação com o Brasil representam risco à soberania nacional e à estabilidade econômica.
O caso provocou reações dentro do Congresso Nacional e deve intensificar os embates políticos entre governistas e oposição nos próximos dias, especialmente em torno das discussões sobre segurança pública, relações diplomáticas e impactos econômicos das decisões adotadas pelos Estados Unidos.
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