Presidente do Senado Davi Alcolumbre adiantou o “fim do governo”, segundo analistas.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Presidente do Senado Davi Alcolumbre adiantou o “fim do governo”, segundo analistas. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), recebeu R$ 36,1 milhões em emendas parlamentares no período recente, mas ainda assim conduziu duas derrotas relevantes para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) no Senado e a derrubada do veto ao projeto da dosimetria.
Emendas parlamentares são recursos previstos no Orçamento da União indicados por deputados e senadores, que definem sua destinação. Apesar do volume expressivo liberado, a avaliação predominante no Congresso é de que esses repasses já não garantem, por si só, apoio político ao governo. No Palácio do Planalto, por outro lado, interlocutores avaliam que houve traição por parte de aliados.
A Secretaria de Relações Institucionais da Presidência informou que os recursos são executados pelos ministérios e que acompanha a liberação conforme critérios técnicos estabelecidos em lei.
Do total liberado desde 9 de abril, R$ 2,4 bilhões foram destinados a senadores — público considerado estratégico na articulação para aprovar a indicação ao STF. As emendas incluem tanto recursos individuais quanto valores vinculados a emendas de comissão, que sucederam o chamado orçamento secreto.
O senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi o parlamentar mais contemplado no Senado, com R$ 65,8 milhões no período, sendo R$ 21,4 milhões liberados na véspera e no dia da sabatina. Nem ele nem Alcolumbre comentaram os repasses.
Mesmo com a ofensiva do governo, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias por 42 votos a 34, em um revés considerado histórico para Lula. Após a votação, o indicado afirmou que “não é fácil passar pela reprovação” e, sem apontar nomes, disse: “Sabemos quem fez isso”.
No dia seguinte, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial ao projeto da dosimetria, impondo a segunda derrota consecutiva ao governo na semana.
Nos bastidores, o Planalto já reconhecia dificuldades na aprovação de Messias. Na véspera da sabatina, integrantes do governo afirmavam ter os votos necessários, mas o risco de traições — especialmente devido ao voto secreto — era considerado elevado. Tradicionalmente, a liberação de emendas é utilizada pelo Executivo como instrumento de articulação política. No entanto, com o aumento do controle do Legislativo sobre o Orçamento, parlamentares passaram a considerar esses recursos como prerrogativa própria, reduzindo sua eficácia como ferramenta de negociação.
Após os reveses, o governo tenta reorganizar sua base para avançar com outras pautas prioritárias. Entre elas está o projeto que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, recentemente enviado à Câmara. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) como relator da proposta e pretende levar o texto à votação até o dia 28 de maio.
O Planalto acredita que Alcolumbre orquestrou a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF. (Foto: José Cruz/Agência Brasil) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a ministros do governo em reunião que não tem problemas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e que o advogado-geral da União, Jorge Messias, …
Integrantes dos partidos do Centrão e Tarcísio de Freitas buscam um acordo para anistiar Bolsonaro Foto: Reprodução Integrantes dos partidos do Centrão e Tarcísio de Freitas buscam um acordo para anistiar Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Redes Sociais) O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) protocolou na terça-feira (3) no Supremo Tribunal Federal (STF) uma representação contra o governador …
Para Alckmin, a medida adotada pelos EUA não contribui para o combate ao crime organizado e ainda pode gerar consequências negativas para a economia brasileira. Foto: Lula Marques/Agência Brasil Para Alckmin, a medida adotada pelos EUA não contribui para o combate ao crime organizado e ainda pode gerar consequências negativas para a economia brasileira. (Foto: …
Atualmente, os visitantes só entram com autorização judicial. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado) A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu, nessa quarta-feira (10), que o Supremo Tribunal Federal (STF) facilite o esquema de visitas a ele na superintendência da Polícia Federal em Brasília (DF). O pedido ocorre no contexto da manutenção das regras atualmente vigentes para …
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre conduziu as derrotas de Lula, mesmo atendido com R$ 36 milhões em emendas
Presidente do Senado Davi Alcolumbre adiantou o “fim do governo”, segundo analistas.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Presidente do Senado Davi Alcolumbre adiantou o “fim do governo”, segundo analistas. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), recebeu R$ 36,1 milhões em emendas parlamentares no período recente, mas ainda assim conduziu duas derrotas relevantes para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) no Senado e a derrubada do veto ao projeto da dosimetria.
Emendas parlamentares são recursos previstos no Orçamento da União indicados por deputados e senadores, que definem sua destinação. Apesar do volume expressivo liberado, a avaliação predominante no Congresso é de que esses repasses já não garantem, por si só, apoio político ao governo. No Palácio do Planalto, por outro lado, interlocutores avaliam que houve traição por parte de aliados.
A Secretaria de Relações Institucionais da Presidência informou que os recursos são executados pelos ministérios e que acompanha a liberação conforme critérios técnicos estabelecidos em lei.
Do total liberado desde 9 de abril, R$ 2,4 bilhões foram destinados a senadores — público considerado estratégico na articulação para aprovar a indicação ao STF. As emendas incluem tanto recursos individuais quanto valores vinculados a emendas de comissão, que sucederam o chamado orçamento secreto.
O senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi o parlamentar mais contemplado no Senado, com R$ 65,8 milhões no período, sendo R$ 21,4 milhões liberados na véspera e no dia da sabatina. Nem ele nem Alcolumbre comentaram os repasses.
Mesmo com a ofensiva do governo, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias por 42 votos a 34, em um revés considerado histórico para Lula. Após a votação, o indicado afirmou que “não é fácil passar pela reprovação” e, sem apontar nomes, disse: “Sabemos quem fez isso”.
No dia seguinte, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial ao projeto da dosimetria, impondo a segunda derrota consecutiva ao governo na semana.
Nos bastidores, o Planalto já reconhecia dificuldades na aprovação de Messias. Na véspera da sabatina, integrantes do governo afirmavam ter os votos necessários, mas o risco de traições — especialmente devido ao voto secreto — era considerado elevado.
Tradicionalmente, a liberação de emendas é utilizada pelo Executivo como instrumento de articulação política. No entanto, com o aumento do controle do Legislativo sobre o Orçamento, parlamentares passaram a considerar esses recursos como prerrogativa própria, reduzindo sua eficácia como ferramenta de negociação.
Após os reveses, o governo tenta reorganizar sua base para avançar com outras pautas prioritárias. Entre elas está o projeto que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, recentemente enviado à Câmara. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) como relator da proposta e pretende levar o texto à votação até o dia 28 de maio.
Related Posts
Aliados de Lula avaliam o momento certo para uma conversa dele com o presidente do Senado para aparar arestas
O Planalto acredita que Alcolumbre orquestrou a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF. (Foto: José Cruz/Agência Brasil) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a ministros do governo em reunião que não tem problemas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e que o advogado-geral da União, Jorge Messias, …
Alexandre de Moraes é acionado para apurar se Tarcísio tenta obstruir a Justiça ao articular anistia para Bolsonaro
Integrantes dos partidos do Centrão e Tarcísio de Freitas buscam um acordo para anistiar Bolsonaro Foto: Reprodução Integrantes dos partidos do Centrão e Tarcísio de Freitas buscam um acordo para anistiar Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Redes Sociais) O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) protocolou na terça-feira (3) no Supremo Tribunal Federal (STF) uma representação contra o governador …
Vice-presidente da República acusa Flávio Bolsonaro de desviar foco do Banco Master com classificação terrorista de PCC e CV
Para Alckmin, a medida adotada pelos EUA não contribui para o combate ao crime organizado e ainda pode gerar consequências negativas para a economia brasileira. Foto: Lula Marques/Agência Brasil Para Alckmin, a medida adotada pelos EUA não contribui para o combate ao crime organizado e ainda pode gerar consequências negativas para a economia brasileira. (Foto: …
Defesa de Bolsonaro pede que o Supremo dispense a necessidade de autorização para visitas de Michelle e filhos
Atualmente, os visitantes só entram com autorização judicial. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado) A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu, nessa quarta-feira (10), que o Supremo Tribunal Federal (STF) facilite o esquema de visitas a ele na superintendência da Polícia Federal em Brasília (DF). O pedido ocorre no contexto da manutenção das regras atualmente vigentes para …