Ministro pediu a Alexandre de Moraes que ex-governador de MG (foto) seja incluído no inquérito das fake news. (Foto: Reprodução de TV)
O ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo-MG) afirmou que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) “vão ter que prender o Brasil inteiro” caso queiram evitar o uso do humor como instrumento de críticas a eles.
O ministro do STF Gilmar Mendes enviou ao colega Alexandre de Moraes uma notícia-crime contra Zema e pediu que ele seja investigado no inquérito das fake news. O procedimento é sigiloso.
Gilmar tomou a iniciativa depois que Zema divulgou, no mês passado, um vídeo em suas redes sociais em que um boneco que imita o magistrado conversa com outro que representa o ministro Dias Toffoli.
Nas imagens, o fantoche de Toffoli pede ao de Gilmar que suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado. O boneco do magistrado então anula a decisão. Em troca, pede “só uma cortesia lá do teu resort que tá pago. Tô a fim de dar uma jogadinha essa semana”, referindo-se ao resort Tayayá, que era de Dias Toffoli e foi comprado por um fundo ligado a Daniel Vorcaro.
Moraes enviou a notícia à PGR (Procuradoria-Geral da República), que ainda não se manifestou.
“Esse processo é político. Se querem me intimidar, estão conseguindo o contrário. Me sinto mais indignado, mais inconformado e com ainda mais energia para criticá-los”, afirma Zema, que renunciou em março ao governo de MG para se lançar pré-candidato à Presidência.
“Eu fui governador de Minas Gerais por quase oito anos. Me criticaram, fizeram charges, caricaturas. Isso é natural em uma democracia”, diz.
“A critica com humor, como a do meu vídeo sobre o STF, faz parte da vida em uma democracia. O humor faz parte desde que o mundo é mundo. Se os ministros do STF querem mudar isso, vão ter que prender o Brasil inteiro. Não vão conseguir”, segue.
“Ministros do STF que deveriam viver com comedimento optaram por ser midiáticos e ávidos por holofotes. Como qualquer outra figura pública, portanto, podem ser criticados”, afirma.
Zema volta a subir o tom contra a Corte. “O Supremo é um balcão de negócios. Todo brasileiro sabe que há ministros que fizeram negócios com o maior chefe de facção do crime organizado no Brasil”, diz ele, referindo-se aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e à relação que eles ou familiares tiveram com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Na semana passada, o ex-governador chegou a defender que os dois sejam presos.
Na notícia-crime, Gilmar Mendes afirma que Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
“Valendo-se de sofisticada edição profissional e de avançados mecanismos de ‘deep fake’, o vídeo emula vozes de ministros da Suprema Corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal”, segue o ministro.
Mendes ressalta que o “referido vídeo” foi divulgado nas redes do então governador, “que conta com mais de 2,3 milhão de seguidores na plataforma Instagram e 570 mil na plataforma X, tendo sido republicado em diversos veículos de imprensa, atingindo, portanto, elevadíssimo número de visualizações”. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo)
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Presidenciável Romeu Zema rebate o ministro do Supremo Gilmar Mendes e diz que o tribunal terá que “prender o Brasil inteiro” para evitar críticas
Ministro pediu a Alexandre de Moraes que ex-governador de MG (foto) seja incluído no inquérito das fake news. (Foto: Reprodução de TV)
O ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo-MG) afirmou que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) “vão ter que prender o Brasil inteiro” caso queiram evitar o uso do humor como instrumento de críticas a eles.
O ministro do STF Gilmar Mendes enviou ao colega Alexandre de Moraes uma notícia-crime contra Zema e pediu que ele seja investigado no inquérito das fake news. O procedimento é sigiloso.
Gilmar tomou a iniciativa depois que Zema divulgou, no mês passado, um vídeo em suas redes sociais em que um boneco que imita o magistrado conversa com outro que representa o ministro Dias Toffoli.
Nas imagens, o fantoche de Toffoli pede ao de Gilmar que suspenda a quebra de seus sigilos, determinada pela CPI do Crime Organizado. O boneco do magistrado então anula a decisão. Em troca, pede “só uma cortesia lá do teu resort que tá pago. Tô a fim de dar uma jogadinha essa semana”, referindo-se ao resort Tayayá, que era de Dias Toffoli e foi comprado por um fundo ligado a Daniel Vorcaro.
Moraes enviou a notícia à PGR (Procuradoria-Geral da República), que ainda não se manifestou.
“Esse processo é político. Se querem me intimidar, estão conseguindo o contrário. Me sinto mais indignado, mais inconformado e com ainda mais energia para criticá-los”, afirma Zema, que renunciou em março ao governo de MG para se lançar pré-candidato à Presidência.
“Eu fui governador de Minas Gerais por quase oito anos. Me criticaram, fizeram charges, caricaturas. Isso é natural em uma democracia”, diz.
“A critica com humor, como a do meu vídeo sobre o STF, faz parte da vida em uma democracia. O humor faz parte desde que o mundo é mundo. Se os ministros do STF querem mudar isso, vão ter que prender o Brasil inteiro. Não vão conseguir”, segue.
“Ministros do STF que deveriam viver com comedimento optaram por ser midiáticos e ávidos por holofotes. Como qualquer outra figura pública, portanto, podem ser criticados”, afirma.
Zema volta a subir o tom contra a Corte. “O Supremo é um balcão de negócios. Todo brasileiro sabe que há ministros que fizeram negócios com o maior chefe de facção do crime organizado no Brasil”, diz ele, referindo-se aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e à relação que eles ou familiares tiveram com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Na semana passada, o ex-governador chegou a defender que os dois sejam presos.
Na notícia-crime, Gilmar Mendes afirma que Zema “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
“Valendo-se de sofisticada edição profissional e de avançados mecanismos de ‘deep fake’, o vídeo emula vozes de ministros da Suprema Corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal”, segue o ministro.
Mendes ressalta que o “referido vídeo” foi divulgado nas redes do então governador, “que conta com mais de 2,3 milhão de seguidores na plataforma Instagram e 570 mil na plataforma X, tendo sido republicado em diversos veículos de imprensa, atingindo, portanto, elevadíssimo número de visualizações”. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo)
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