O depoimento do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ainda não havia sido concluído na CPI do Crime Organizado quando já gerava críticas de integrantes do PT e de assessores no Palácio do Planalto.
A principal insatisfação era de que Galípolo teria evitado responsabilizar seu antecessor, Roberto Campos Neto, apontado por setores do partido e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como responsável por supostas falhas que teriam permitido irregularidades envolvendo o Banco Master.
Durante o depoimento, Galípolo adotou um tom técnico e institucional, padrão esperado para a função. Ao tratar do tema, afirmou que sua atuação segue critérios baseados em auditorias e sindicâncias conduzidas dentro do próprio Banco Central. Também declarou que recebeu orientação do presidente da República para não perseguir nem proteger envolvidos na análise do caso.
Nos bastidores, a avaliação de integrantes do governo era de que o depoimento poderia trazer elementos que reforçassem críticas à gestão anterior do Banco Central e, por consequência, ao governo anterior. A expectativa, no entanto, não se confirmou.
O vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias, criticou publicamente a postura do presidente do BC. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a declaração de ausência de indícios contra Campos Neto poderia indicar fragilidade nos mecanismos de controle interno da instituição.
Reservadamente, assessores do Palácio do Planalto também demonstraram frustração com o teor do depoimento. Ainda assim, especialistas ressaltam que a atuação de um presidente de Banco Central tende a evitar posicionamentos políticos, priorizando análises técnicas.
O episódio também reacende debates sobre a atuação de Campos Neto durante sua gestão. Em 2022, o ex-presidente do Banco Central foi alvo de críticas após comparecer a um local de votação vestindo a camisa da seleção brasileira, símbolo que, à época, foi associado a apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro.
Além disso, decisões de política monetária tomadas durante o período eleitoral, como a manutenção de juros elevados, também foram alvo de questionamentos por parte de adversários políticos do governo anterior.
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Indicado por Lula virou alvo de fortes críticas no Palácio do Planalto e na cúpula do PT
O depoimento do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ainda não havia sido concluído na CPI do Crime Organizado quando já gerava críticas de integrantes do PT e de assessores no Palácio do Planalto.
A principal insatisfação era de que Galípolo teria evitado responsabilizar seu antecessor, Roberto Campos Neto, apontado por setores do partido e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como responsável por supostas falhas que teriam permitido irregularidades envolvendo o Banco Master.
Durante o depoimento, Galípolo adotou um tom técnico e institucional, padrão esperado para a função. Ao tratar do tema, afirmou que sua atuação segue critérios baseados em auditorias e sindicâncias conduzidas dentro do próprio Banco Central. Também declarou que recebeu orientação do presidente da República para não perseguir nem proteger envolvidos na análise do caso.
Nos bastidores, a avaliação de integrantes do governo era de que o depoimento poderia trazer elementos que reforçassem críticas à gestão anterior do Banco Central e, por consequência, ao governo anterior. A expectativa, no entanto, não se confirmou.
O vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias, criticou publicamente a postura do presidente do BC. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a declaração de ausência de indícios contra Campos Neto poderia indicar fragilidade nos mecanismos de controle interno da instituição.
Reservadamente, assessores do Palácio do Planalto também demonstraram frustração com o teor do depoimento. Ainda assim, especialistas ressaltam que a atuação de um presidente de Banco Central tende a evitar posicionamentos políticos, priorizando análises técnicas.
O episódio também reacende debates sobre a atuação de Campos Neto durante sua gestão. Em 2022, o ex-presidente do Banco Central foi alvo de críticas após comparecer a um local de votação vestindo a camisa da seleção brasileira, símbolo que, à época, foi associado a apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro.
Além disso, decisões de política monetária tomadas durante o período eleitoral, como a manutenção de juros elevados, também foram alvo de questionamentos por parte de adversários políticos do governo anterior.
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