General Paulo Sérgio Nogueira (centro da imagem) é acusado de pressionar comandantes militares a aderir à tentativa de golpe
Foto: Gustavo Moreno/STF
Nogueira (C) foi o único dos acusados a comparecer presencialmente à sessão de abertura do julgamento. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
O general Paulo Sérgio Nogueira, que foi ministro da Defesa no governo de Jair Bolsonaro, é o único réu do núcleo central da trama golpista que foi à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para acompanhar o primeiro dia de julgamento nesta terça-feira (2).
O militar é acusado de pressionar comandantes militares a aderir à tentativa de golpe. Paulo Sérgio chegou ao STF com uma tipoia no braço direito. “Machuquei”, disse, sem dar detalhes.
Nogueira chegou à sessão com as maiores chances de redução de pena ou, até mesmo, de uma absolvição. Segundo interlocutores de dois ministros da Primeira Turma do STF, a participação de Paulo Sérgio nos crimes examinados exige um olhar “detalhado” e “aprofundado”.
Isso porque, segundo esses interlocutores, na visão dos ministros a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) mostra que o general poderia ter tentado demover o ex-presidente Jair Bolsonaro de intenções golpistas.
A defesa do general, por sua vez, também teve sinalizações nas últimas semanas de que a situação de Paulo Sérgio é diferente da dos demais réus do chamado núcleo crucial.
Pesa contra o general, segundo investigações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, sua atuação contra o Tribunal Superior Eleitoral e urnas eletrônicas. E a participação na discussão da minuta golpista após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
O general teria ainda apresentando a minuta em uma reunião com os comandantes das Forças Armadas, uma semana após ela ser mostrada aos comandantes por Bolsonaro.
Por outro lado, nas alegações finais, a PGR diz que Paulo Sérgio alertou a Bolsonaro sobre a gravidade das minutas apresentadas aos chefes das Forças Armadas.
Além disso, a defesa do general alega que a reunião com os chefes das Forças ocorreu com o objetivo de “fechar um consenso contrário a qualquer medida de exceção”.
A previsão é que o julgamento se estenda até o dia 12 de setembro. Além de Bolsonaro, também são réus o delator Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, Augusto Heleno, ex-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, e Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa.
A análise da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros 7 acusados prossegue nesta quarta (3). O debate será retomado, segundo a ordem definida pelo tribunal, com a defesa do general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI. Na sequência, apresentam seus argumentos os representantes de Bolsonaro, do general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, e do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa.
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Foto: Gustavo Moreno/STF
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