O estudo foi realizado entre novembro e dezembro de 2025, com abrangência nacional. (Foto: Divulgação/SSP-RS)
Um levantamento encomendado pelo Instituto Sou da Paz revela que 65% da população dos grandes centros brasileiros quer uma polícia melhor preparada, enquanto 32% desejam mais policiais nas ruas. Já 55% da população acredita que o País precisa aplicar as leis já existentes a todos os criminosos, enquanto 39% defendem o aumento das penas. Só 20% dos entrevistados, segundo a entidade, concordam com a frase “bandido bom é bandido morto”, enquanto 73% acreditam que os criminosos devem ser presos e julgados pelos seus crimes e 7% não responderam.
O estudo foi realizado entre novembro e dezembro de 2025, com abrangência nacional, e contou com 1.115 entrevistas presenciais, pessoais e domiciliares. Foi ouvida a população de 40 cidades, entre capitais e regiões metropolitanas do País, com 16 anos ou mais. Segundo o Sou da Paz, embora a sensação de insegurança seja colocada entre as principais preocupações dos brasileiros, influenciando comportamentos, opinião e voto, o estudo mostra que essa percepção não é homogênea. “A sociedade brasileira deseja outras formas de pensar esse tema, para além dos radicalismos cristalizados que não têm trazido resultados reais no dia a dia”, diz Carolina Ricardo, diretora executiva do Sou da Paz.
Além disso, 77% entendem que armas legais são compradas, roubadas e utilizadas em atos violentos quando vão para o mercado ilegal. Há, porém, uma discrepância entre a percepção das mulheres e dos homens: elas são mais contra ter armas em casa (69%) do que eles (49%).
A confiança da população nas forças de segurança é maior na Polícia Federal (68%) do que na Civil (52%) e na Militar (58%). É baixa também em relação à polícia municipal ou guarda civil (55%). Ainda segundo a pesquisa, 82% defendem o uso de câmeras corporais pela polícia.
A pesquisa buscou entender como a segurança é percebida pelo brasileiro. Conforme os dados, o medo de algum tipo de violência fez com que 57% da população mudasse a rotina. E 94% reconhecem algum grau de violência na cidade onde vivem. Porém, quanto mais perto de casa, maior é a sensação de segurança: só 32% das pessoas se sentem seguras na cidade onde moram, frente a 47% que têm boa percepção de segurança em seus bairros e 59% que se dizem seguros em suas ruas.
Fora isso, 53% disseram que evitam sair à noite; 31% que evitam usar celular na rua; 29% que mudaram de trajeto; 13% que pararam de frequentar certos lugares; e 12% que passaram a andar acompanhados.
Armas As mulheres são mais contra ter armas em casa (69%) do que os homens (49%)
Nas capitais do Sudeste, a sensação de insegurança é maior: para 61%, a cidade é “muito” ou “superviolenta”. As mulheres têm nível mais alto de preocupação. Segundo a pesquisa, 74% delas se sentem inseguras nas cidades, porcentagem maior que a geral. Além disso, 83% das pessoas identificaram a violência contra a mulher presente em suas cidades.
Os roubos são os crimes mais relatados nas cidades, sendo citados por 91%. Para 89%, o roubo de celular é outro crime frequente. Com informações do portal Estadão.
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Pesquisa indica que 73% dos brasileiros querem bandido preso e julgado
O estudo foi realizado entre novembro e dezembro de 2025, com abrangência nacional. (Foto: Divulgação/SSP-RS)
Um levantamento encomendado pelo Instituto Sou da Paz revela que 65% da população dos grandes centros brasileiros quer uma polícia melhor preparada, enquanto 32% desejam mais policiais nas ruas. Já 55% da população acredita que o País precisa aplicar as leis já existentes a todos os criminosos, enquanto 39% defendem o aumento das penas. Só 20% dos entrevistados, segundo a entidade, concordam com a frase “bandido bom é bandido morto”, enquanto 73% acreditam que os criminosos devem ser presos e julgados pelos seus crimes e 7% não responderam.
O estudo foi realizado entre novembro e dezembro de 2025, com abrangência nacional, e contou com 1.115 entrevistas presenciais, pessoais e domiciliares. Foi ouvida a população de 40 cidades, entre capitais e regiões metropolitanas do País, com 16 anos ou mais. Segundo o Sou da Paz, embora a sensação de insegurança seja colocada entre as principais preocupações dos brasileiros, influenciando comportamentos, opinião e voto, o estudo mostra que essa percepção não é homogênea. “A sociedade brasileira deseja outras formas de pensar esse tema, para além dos radicalismos cristalizados que não têm trazido resultados reais no dia a dia”, diz Carolina Ricardo, diretora executiva do Sou da Paz.
Além disso, 77% entendem que armas legais são compradas, roubadas e utilizadas em atos violentos quando vão para o mercado ilegal. Há, porém, uma discrepância entre a percepção das mulheres e dos homens: elas são mais contra ter armas em casa (69%) do que eles (49%).
A confiança da população nas forças de segurança é maior na Polícia Federal (68%) do que na Civil (52%) e na Militar (58%). É baixa também em relação à polícia municipal ou guarda civil (55%). Ainda segundo a pesquisa, 82% defendem o uso de câmeras corporais pela polícia.
A pesquisa buscou entender como a segurança é percebida pelo brasileiro. Conforme os dados, o medo de algum tipo de violência fez com que 57% da população mudasse a rotina. E 94% reconhecem algum grau de violência na cidade onde vivem. Porém, quanto mais perto de casa, maior é a sensação de segurança: só 32% das pessoas se sentem seguras na cidade onde moram, frente a 47% que têm boa percepção de segurança em seus bairros e 59% que se dizem seguros em suas ruas.
Fora isso, 53% disseram que evitam sair à noite; 31% que evitam usar celular na rua; 29% que mudaram de trajeto; 13% que pararam de frequentar certos lugares; e 12% que passaram a andar acompanhados.
Armas As mulheres são mais contra ter armas em casa (69%) do que os homens (49%)
Nas capitais do Sudeste, a sensação de insegurança é maior: para 61%, a cidade é “muito” ou “superviolenta”. As mulheres têm nível mais alto de preocupação. Segundo a pesquisa, 74% delas se sentem inseguras nas cidades, porcentagem maior que a geral. Além disso, 83% das pessoas identificaram a violência contra a mulher presente em suas cidades.
Os roubos são os crimes mais relatados nas cidades, sendo citados por 91%. Para 89%, o roubo de celular é outro crime frequente. Com informações do portal Estadão.
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