Pelas redes sociais, Motta divulgou que se reuniu com jornalistas na quinta-feira (11) para tratar dos episódios de violência. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
Alguns dos principais aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticaram as decisões que ele tomou ao longo da última semana. A avaliação é que ele deveria preservar a própria imagem e avançar com uma pauta positiva para fechar o ano em vez de contratar novas crises para a sua gestão.
Parte dos líderes mais próximos do deputado reconheceu erros de Motta e excessos cometidos na semana — como a decisão de cortar o sinal da TV Câmara durante a retirada à força de Glauber Braga (Psol-RJ) da Mesa Diretora e o episódio da violência de policiais legislativos contra parlamentares e jornalistas.
Para esses interlocutores, essas decisões pesam contra ele na reta final do ano. Também afirmam que foram pegos de surpresa com a decisão de votar o PL da dosimetria e dizem ter aconselhado Motta a não pautar o tema, para que o Senado ficasse com o ônus de iniciar a discussão.
A ideia de “tirar da frente” assuntos espinhosos para se ver livre da polarização não teve o efeito esperado por Motta, na avaliação de fontes próximas ao deputado. O impacto, na verdade, foi o oposto: a demonstração de que o presidente da Câmara não tem o controle do plenário.
Principal fiador de sua campanha, o ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) não escondeu a sua irritação com a presidência de seu sucessor após a reviravolta na votação da cassação de Glauber, seu desafeto pessoal e que acabou sendo apenas suspenso.
“Tem que reorganizar a Casa. Está uma esculhambação”, escreveu Lira em um grupo de mensagens com os integrantes de seu partido na Câmara. As mensagens foram reveladas pelo g1.
À GloboNews, Motta rebateu a fala do antecessor e disse que “a presidência da Câmara não se move por conveniências individuais nem deve servir como ferramenta de revanchismo”.
Nos dois polos do espectro político da Câmara, as críticas a Motta são públicas. O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), avalia que ele saiu derrotado depois de pautar a cassação dos mandatos de Glauber e Carla Zambelli (PL-SP) para o mesmo dia. Ele lembrou que, durante a sessão que discutiu as cassações, Motta foi visto ligando para deputados para conseguir os votos, mas “acabou derrotado nos dois casos”.
Já o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), voltou a dizer que Motta “perdeu as condições de ser presidente”. “ As decisões dele têm sido muito erráticas.”
Pelas redes sociais, Motta divulgou que se reuniu com jornalistas na quinta-feira (11) para tratar dos episódios de violência. Ele afirmou que estuda mudar os protocolos da Casa e disse que instaurou uma sindicância para investigar os acontecimentos. Com informações do portal Valor Econômico.
https://www.osul.com.br/alguns-dos-principais-aliados-do-presidente-da-camara-dos-deputados-criticaram-as-decisoes-que-ele-tomou-ao-longo-da-ultima-semana/ Alguns dos principais aliados do presidente da Câmara dos Deputados criticaram as decisões que ele tomou ao longo da última semana 2025-12-13
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Parte dos líderes mais próximos do deputado reconheceu erros de Motta e excessos cometidos na semana — como a decisão de cortar o sinal da TV Câmara durante a retirada à força de Glauber Braga (Psol-RJ) da Mesa Diretora e o episódio da violência de policiais legislativos contra parlamentares e jornalistas.
Para esses interlocutores, essas decisões pesam contra ele na reta final do ano. Também afirmam que foram pegos de surpresa com a decisão de votar o PL da dosimetria e dizem ter aconselhado Motta a não pautar o tema, para que o Senado ficasse com o ônus de iniciar a discussão.
A ideia de “tirar da frente” assuntos espinhosos para se ver livre da polarização não teve o efeito esperado por Motta, na avaliação de fontes próximas ao deputado. O impacto, na verdade, foi o oposto: a demonstração de que o presidente da Câmara não tem o controle do plenário.
Principal fiador de sua campanha, o ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) não escondeu a sua irritação com a presidência de seu sucessor após a reviravolta na votação da cassação de Glauber, seu desafeto pessoal e que acabou sendo apenas suspenso.
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Nos dois polos do espectro político da Câmara, as críticas a Motta são públicas. O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), avalia que ele saiu derrotado depois de pautar a cassação dos mandatos de Glauber e Carla Zambelli (PL-SP) para o mesmo dia. Ele lembrou que, durante a sessão que discutiu as cassações, Motta foi visto ligando para deputados para conseguir os votos, mas “acabou derrotado nos dois casos”.
Já o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), voltou a dizer que Motta “perdeu as condições de ser presidente”. “ As decisões dele têm sido muito erráticas.”
Pelas redes sociais, Motta divulgou que se reuniu com jornalistas na quinta-feira (11) para tratar dos episódios de violência. Ele afirmou que estuda mudar os protocolos da Casa e disse que instaurou uma sindicância para investigar os acontecimentos. Com informações do portal Valor Econômico.
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