A indicação anterior de Messias foi rejeitada pelos senadores em um cenário de desgaste na relação entre Lula e o presidente do Senado. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
As chances de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reenviar ao Senado a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) antes das eleições reduziram-se significativamente após a operação que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
A avaliação de integrantes do Palácio do Planalto é de que Wagner é o principal articulador político da indicação de Messias no Congresso e que ele sai enfraquecido após a operação que investiga suspeitas de fraudes relacionadas ao Banco Master. Com isso, aliados avaliam que a construção de uma estratégia para garantir apoio ao nome do advogado-geral da União no Senado pode se tornar mais difícil nos próximos meses.
Lula já afirmou em diferentes ocasiões que pretende reapresentar o nome de Messias aos senadores por considerar que ele reúne as condições para ocupar uma cadeira no STF. O próprio advogado-geral da União também afirmou estar à disposição do presidente para uma nova indicação.
Dentro do governo, porém, parte dos aliados defende uma avaliação mais cautelosa sobre o momento político. A preocupação é com o risco de uma nova rejeição no Senado, que poderia representar outro desgaste para o Palácio do Planalto e produzir efeitos em um ano marcado pela preparação para a disputa eleitoral.
A indicação anterior de Messias foi rejeitada pelos senadores em um cenário de desgaste na relação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A votação representou uma derrota para o governo, e os dois ainda não tiveram uma conversa após o episódio.
Nos últimos dias, integrantes do Executivo e do Legislativo deram sinais de que uma reaproximação pode ocorrer. O governo depende do Senado para avançar em pautas consideradas prioritárias, entre elas a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6×1, tema que deve ser explorado pela campanha de Lula.
O texto chegou ao Senado no início do mês, mas ainda aguarda despacho do presidente da Casa para seguir sua tramitação. A definição sobre o andamento da proposta e a relação entre governo e Senado são apontadas como fatores que podem influenciar o ambiente político nos próximos meses.
Além da articulação em torno de Messias, o Planalto acompanha os impactos da operação envolvendo Jaques Wagner e seus possíveis reflexos na base governista no Congresso. A avaliação de aliados é que a capacidade de negociação política será um elemento central para definir os próximos movimentos do governo no Senado. (Com informações da coluna Painel/Folha de S.Paulo)
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Operação contra o senador Jaques Wagner reduz chance de indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo antes das eleições
A indicação anterior de Messias foi rejeitada pelos senadores em um cenário de desgaste na relação entre Lula e o presidente do Senado. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
As chances de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reenviar ao Senado a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) antes das eleições reduziram-se significativamente após a operação que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
A avaliação de integrantes do Palácio do Planalto é de que Wagner é o principal articulador político da indicação de Messias no Congresso e que ele sai enfraquecido após a operação que investiga suspeitas de fraudes relacionadas ao Banco Master. Com isso, aliados avaliam que a construção de uma estratégia para garantir apoio ao nome do advogado-geral da União no Senado pode se tornar mais difícil nos próximos meses.
Lula já afirmou em diferentes ocasiões que pretende reapresentar o nome de Messias aos senadores por considerar que ele reúne as condições para ocupar uma cadeira no STF. O próprio advogado-geral da União também afirmou estar à disposição do presidente para uma nova indicação.
Dentro do governo, porém, parte dos aliados defende uma avaliação mais cautelosa sobre o momento político. A preocupação é com o risco de uma nova rejeição no Senado, que poderia representar outro desgaste para o Palácio do Planalto e produzir efeitos em um ano marcado pela preparação para a disputa eleitoral.
A indicação anterior de Messias foi rejeitada pelos senadores em um cenário de desgaste na relação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A votação representou uma derrota para o governo, e os dois ainda não tiveram uma conversa após o episódio.
Nos últimos dias, integrantes do Executivo e do Legislativo deram sinais de que uma reaproximação pode ocorrer. O governo depende do Senado para avançar em pautas consideradas prioritárias, entre elas a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6×1, tema que deve ser explorado pela campanha de Lula.
O texto chegou ao Senado no início do mês, mas ainda aguarda despacho do presidente da Casa para seguir sua tramitação. A definição sobre o andamento da proposta e a relação entre governo e Senado são apontadas como fatores que podem influenciar o ambiente político nos próximos meses.
Além da articulação em torno de Messias, o Planalto acompanha os impactos da operação envolvendo Jaques Wagner e seus possíveis reflexos na base governista no Congresso. A avaliação de aliados é que a capacidade de negociação política será um elemento central para definir os próximos movimentos do governo no Senado. (Com informações da coluna Painel/Folha de S.Paulo)
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