Ministros do Supremo avaliam que Alexandre de Moraes e o presidente do Senado formaram uma aliança para enterrar a aprovação de Jorge Messias como novo integrante do tribunal
Leitura de que houve atuação conjunta vem até de magistrados aliados ao ministro. (Foto: Luiz Silveira/Agência Brasil)
Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam que Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), formaram uma aliança para enterrar a aprovação de Jorge Messias como novo integrante da corte.
A leitura de que houve uma atuação conjunta vem não só de magistrados ligados ao grupo de André Mendonça, principal cabo eleitoral de Messias no Senado, como também de ministros que até agora eram considerados aliados de Moraes no tribunal.
A derrota de Messias criou um novo conflito interno e pode modificar a correlação de forças no STF.
Segundo relatos, Moraes não entrou em campo para pedir votos contrários a Messias, mas fez sua posição reticente ao indicado ao STF chegar aos senadores por meio de interlocutores – entre eles o próprio Alcolumbre, com quem jantou duas vezes ao longo da última semana.
Moraes esteve com Alcolumbre na quinta-feira (23), na casa do ministro Cristiano Zanin, e na terça (28), véspera da sabatina de Messias, quando convidou o presidente do Senado para um jantar em sua casa, junto a outros convidados.
Pessoas que acompanharam a campanha de Messias ao STF afirmam que Moraes estava ciente de todos os passos de Alcolumbre para derrubar o indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ambos tinham, inclusive, o mesmo “mapa” de prospecção de votos após a sabatina. Ministros que trabalharam pela aprovação de Messias se sentiram traídos por Moraes.
Auxiliares de Mendonça e do ministro Kassio Nunes Marques avaliam que Moraes era contra a aprovação de Messias porque havia a possibilidade de o novo ministro aderir ao grupo do relator do caso Master, que se tornaria majoritário na corte.
Também atribuem a aliança entre Moraes e Alcolumbre a um gesto do magistrado para que o presidente do Senado não encampe pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
Moraes e o ministro Dias Toffoli estão no centro dos desgastes que o STF tem enfrentado junto à opinião pública e ao Congresso Nacional, devido a suspeitas de relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que negocia um acordo de delação premiada.
Apesar de estar mais alinhado a Moraes na divisão interna do Supremo (grupo que inclui Flávio Dino, que não cultiva boa relação com o advogado-geral da União), Toffoli era favorável ao nome de Messias para a corte e também lamentou a reprovação.
Conforme a Folha de S.Paulo, ministros do STF avaliam que, para além da aliança entre Moraes e Alcolumbre, o poder de influência dos magistrados que atuaram a favor de Messias se demonstrou menor do que inicialmente previsto.
Um magistrado sinalizou a um auxiliar que é preocupante o fato de Mendonça ser relator de dois dos casos mais rumorosos para a política (o do Master e o do INSS) e ainda assim não ter conseguido virar votos entre senadores de oposição.
Também há uma leitura de que as “broncas” recentes que o ministro Gilmar Mendes deu em senadores que integram CPIs (comissões parlamentares de inquérito) azedaram o clima entre Senado e STF e diminuíram a capacidade do decano de sensibilizar os parlamentares. (Com informações da Folha de S.Paulo)
A AGU afirma que tomou providências após as sugestões do relatório da corregedoria, quando foi recomendado que a direção do INSS tomasse “providências cabíveis para suspensão dos convênios”. (Foto: Agência Brasil) Procuradores federais avisaram à AGU (Advocacia-Geral da União) a respeito do acúmulo de reclamações sobre descontos ilegais na aposentadoria de beneficiários do INSS (Instituto …
Para a defesa, Cid já teria cumprido a pena, uma vez que foi submetido a uma série de medidas cautelares. (Foto: Ton Molina/STF) O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nessa terça-feira (16) os pedidos da defesa do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, para revogação das …
Em entrevista, ex-presidente da Câmara reivindica responsabilidade por força atual da direita no País. (Foto: EBC) Pré-candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados por Minas Gerais, Eduardo Cunha reivindicou a responsabilidade pela força atual da direita no país. Em entrevista ao jornal O Tempo, o ex-presidente da Casa legislativa afirmou que o processo de …
O teste é uma das etapas de verificação que atesta a segurança das urnas eletrônicas Foto: TSE/Divulgação O teste é uma das etapas de verificação que atesta a segurança das urnas eletrônicas. (Foto: TSE/Divulgação) O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou nesta semana o Teste da Urna 2025. A iniciativa faz parte dos procedimentos do tribunal …
Ministros do Supremo avaliam que Alexandre de Moraes e o presidente do Senado formaram uma aliança para enterrar a aprovação de Jorge Messias como novo integrante do tribunal
Leitura de que houve atuação conjunta vem até de magistrados aliados ao ministro. (Foto: Luiz Silveira/Agência Brasil)
Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam que Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), formaram uma aliança para enterrar a aprovação de Jorge Messias como novo integrante da corte.
A leitura de que houve uma atuação conjunta vem não só de magistrados ligados ao grupo de André Mendonça, principal cabo eleitoral de Messias no Senado, como também de ministros que até agora eram considerados aliados de Moraes no tribunal.
A derrota de Messias criou um novo conflito interno e pode modificar a correlação de forças no STF.
Segundo relatos, Moraes não entrou em campo para pedir votos contrários a Messias, mas fez sua posição reticente ao indicado ao STF chegar aos senadores por meio de interlocutores – entre eles o próprio Alcolumbre, com quem jantou duas vezes ao longo da última semana.
Moraes esteve com Alcolumbre na quinta-feira (23), na casa do ministro Cristiano Zanin, e na terça (28), véspera da sabatina de Messias, quando convidou o presidente do Senado para um jantar em sua casa, junto a outros convidados.
Pessoas que acompanharam a campanha de Messias ao STF afirmam que Moraes estava ciente de todos os passos de Alcolumbre para derrubar o indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ambos tinham, inclusive, o mesmo “mapa” de prospecção de votos após a sabatina. Ministros que trabalharam pela aprovação de Messias se sentiram traídos por Moraes.
Auxiliares de Mendonça e do ministro Kassio Nunes Marques avaliam que Moraes era contra a aprovação de Messias porque havia a possibilidade de o novo ministro aderir ao grupo do relator do caso Master, que se tornaria majoritário na corte.
Também atribuem a aliança entre Moraes e Alcolumbre a um gesto do magistrado para que o presidente do Senado não encampe pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
Moraes e o ministro Dias Toffoli estão no centro dos desgastes que o STF tem enfrentado junto à opinião pública e ao Congresso Nacional, devido a suspeitas de relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que negocia um acordo de delação premiada.
Apesar de estar mais alinhado a Moraes na divisão interna do Supremo (grupo que inclui Flávio Dino, que não cultiva boa relação com o advogado-geral da União), Toffoli era favorável ao nome de Messias para a corte e também lamentou a reprovação.
Conforme a Folha de S.Paulo, ministros do STF avaliam que, para além da aliança entre Moraes e Alcolumbre, o poder de influência dos magistrados que atuaram a favor de Messias se demonstrou menor do que inicialmente previsto.
Um magistrado sinalizou a um auxiliar que é preocupante o fato de Mendonça ser relator de dois dos casos mais rumorosos para a política (o do Master e o do INSS) e ainda assim não ter conseguido virar votos entre senadores de oposição.
Também há uma leitura de que as “broncas” recentes que o ministro Gilmar Mendes deu em senadores que integram CPIs (comissões parlamentares de inquérito) azedaram o clima entre Senado e STF e diminuíram a capacidade do decano de sensibilizar os parlamentares. (Com informações da Folha de S.Paulo)
Related Posts
Procuradores federais avisaram à Advocacia-Geral da União do acúmulo de reclamações sobre descontos ilegais na aposentadoria do INSS quase um ano antes de crise estourar
A AGU afirma que tomou providências após as sugestões do relatório da corregedoria, quando foi recomendado que a direção do INSS tomasse “providências cabíveis para suspensão dos convênios”. (Foto: Agência Brasil) Procuradores federais avisaram à AGU (Advocacia-Geral da União) a respeito do acúmulo de reclamações sobre descontos ilegais na aposentadoria de beneficiários do INSS (Instituto …
Alexandre de Moraes nega pedido do tenente-coronel Mauro Cid para tirar tornozeleira eletrônica
Para a defesa, Cid já teria cumprido a pena, uma vez que foi submetido a uma série de medidas cautelares. (Foto: Ton Molina/STF) O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nessa terça-feira (16) os pedidos da defesa do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, para revogação das …
“Sem o impeachment de Dilma, Bolsonaro não teria sido presidente”, diz Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados
Em entrevista, ex-presidente da Câmara reivindica responsabilidade por força atual da direita no País. (Foto: EBC) Pré-candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados por Minas Gerais, Eduardo Cunha reivindicou a responsabilidade pela força atual da direita no país. Em entrevista ao jornal O Tempo, o ex-presidente da Casa legislativa afirmou que o processo de …
Tribunal Superior Eleitoral inicia teste públicos de segurança das urnas para as eleições de 2026
O teste é uma das etapas de verificação que atesta a segurança das urnas eletrônicas Foto: TSE/Divulgação O teste é uma das etapas de verificação que atesta a segurança das urnas eletrônicas. (Foto: TSE/Divulgação) O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou nesta semana o Teste da Urna 2025. A iniciativa faz parte dos procedimentos do tribunal …