Petista foi informado de que o presidente do Senado, em conversas paralelas na reunião, sacramentou destino de Messias. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Um jantar na casa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes com a presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reforçou as desconfianças de Lula de que ambos formaram uma dupla incontrastável para derrotar a indicação de Jorge Messias à Corte.
A reunião ocorreu na terça-feira (28), véspera da fragorosa derrota imposta a Lula na quarta (29), em que Messias foi rejeitado com 42 votos contrários e 34 favoráveis.
Na verdade, Alexandre de Moraes ofereceu a recepção para homenagear um velho amigo, o procurador e ex-secretário Nacional de Justiça Mário Luiz Sarrubbo. Ambos fizeram carreira no Ministério Público de SP.
Além de promotores e procuradores, o magistrado convidou para o encontro pessoas que, amigas dele e de Sarrubo, são também próximas de Lula. Estiveram na casa dele o ministro do STF Cristiano Zanin, o superintendente da PF (Polícia Federal) Andrei Rodrigues e o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski.
Foram também ao evento o ministro Gilmar Mendes, que apoiou a indicação de Messias ao STF, e o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Zanin e Mendes ficaram pouco tempo no local e não participaram do jantar.
De acordo com um dos presentes, Messias foi citado apenas em conversas paralelas, em um encontro em que as pessoas falavam, na maioria das vezes, de amenidades.
O mesmo convidado afirma que não faria sentido convocar um evento com tantas pessoas, e inclusive com apoiadores de Lula e de Messias, para fazer qualquer tipo de conspiração.
Um interlocutor de Lula afirma, por outro lado, que chegou aos ouvidos do presidente que, neste jantar, Alcolumbre teria afirmado, em pequenas rodas de conversa, que já tinha 50 votos para derrotar Messias no plenário.
Nessas conversas paralelas, o presidente do Senado teria sacramentado, e festejado, o destino do advogado-geral da União.
Um segundo convidado de Moraes, no entanto, afirma que a derrota de Messias já estava decidida de antemão e que a data do jantar foi uma mera coincidência.
Ele foi marcado na terça simplesmente porque Sarrubo estaria em Brasília, onde participaria, no dia seguinte, de uma reunião do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo)
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Alexandre de Moraes fez jantar com o presidente do Senado na véspera da derrota de Jorge Messias; Lula desconfia
Petista foi informado de que o presidente do Senado, em conversas paralelas na reunião, sacramentou destino de Messias. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Um jantar na casa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes com a presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reforçou as desconfianças de Lula de que ambos formaram uma dupla incontrastável para derrotar a indicação de Jorge Messias à Corte.
A reunião ocorreu na terça-feira (28), véspera da fragorosa derrota imposta a Lula na quarta (29), em que Messias foi rejeitado com 42 votos contrários e 34 favoráveis.
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Além de promotores e procuradores, o magistrado convidou para o encontro pessoas que, amigas dele e de Sarrubo, são também próximas de Lula. Estiveram na casa dele o ministro do STF Cristiano Zanin, o superintendente da PF (Polícia Federal) Andrei Rodrigues e o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski.
Foram também ao evento o ministro Gilmar Mendes, que apoiou a indicação de Messias ao STF, e o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Zanin e Mendes ficaram pouco tempo no local e não participaram do jantar.
De acordo com um dos presentes, Messias foi citado apenas em conversas paralelas, em um encontro em que as pessoas falavam, na maioria das vezes, de amenidades.
O mesmo convidado afirma que não faria sentido convocar um evento com tantas pessoas, e inclusive com apoiadores de Lula e de Messias, para fazer qualquer tipo de conspiração.
Um interlocutor de Lula afirma, por outro lado, que chegou aos ouvidos do presidente que, neste jantar, Alcolumbre teria afirmado, em pequenas rodas de conversa, que já tinha 50 votos para derrotar Messias no plenário.
Nessas conversas paralelas, o presidente do Senado teria sacramentado, e festejado, o destino do advogado-geral da União.
Um segundo convidado de Moraes, no entanto, afirma que a derrota de Messias já estava decidida de antemão e que a data do jantar foi uma mera coincidência.
Ele foi marcado na terça simplesmente porque Sarrubo estaria em Brasília, onde participaria, no dia seguinte, de uma reunião do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo)
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