Tentativa de romper tornozeleira levou à preventiva, seguida por prisão na PF e Papudinha. (Foto: Reprodução)
Desde que violou a tornozeleira eletrônica usada na prisão domiciliar, em novembro de 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pressionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para, na impossibilidade de escapar da sentença por ter liderado um golpe de Estado, cumpri-la em casa.
A violação da tornozeleira foi seguida pela condenação na corte e o encarceramento na Superintendência da PF (Polícia Federal) de Brasília.
Relembre os principais momentos de Bolsonaro desde a tentativa de romper a tornozeleira até a concessão da domiciliar.
* “Surto” e tornozeleira
Em novembro de 2025, o ex-presidente cumpria prisão domiciliar quando tentou romper sua tornozeleira eletrônica. O equipamento era uma das medidas cautelares alternativas à prisão determinadas pela Justiça em contexto no qual Bolsonaro havia descumprido uma proibição de usar as redes sociais.
O político alegou ter tido um surto e uma crise de paranoia. Depois do episódio, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou sua prisão preventiva. Além da violação da tornozeleira, o magistrado citou risco de fuga para a embaixada dos EUA e uma vigília convocada pelo filho Flávio em frente ao condomínio do ex-presidente.
* Prisão preventiva na PF
A prisão preventiva de Bolsonaro ocorreu no dia 22 de novembro. O político já havia sido condenado pela Primeira Turma do Supremo a 27 anos e 3 meses de prisão, mas o período era de recurso antes do trânsito em julgado.
* Hérnia, soluço e hospital
Em 24 de dezembro, Jair Bolsonaro deixou pela primeira vez a prisão na Polícia Federal para fazer uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral, condição na qual um tecido do abdômen incha e gera uma protuberância na região da virilha.
Ele também passou por procedimentos para controlar crises de soluço e registrou picos de hipertensão. O político recebeu alta no dia 1º de janeiro, quando voltou a cumprir pena na sede da Superintendência.
* Flávio pré-candidato
No dia 25 de dezembro, Flávio Bolsonaro leu, em frente ao hospital no qual o pai estava internado, uma carta em que Jair o indicava para assumir seu espólio e concorrer à presidência da República.
Jair Bolsonaro falou em pagar um preço alto, com sua saúde e família, para fazer o que acredita “ser o melhor para o nosso Brasil”. Ele repetiu discurso sobre injustiça e falou da necessidade de indicar o filho.
Antes disso, Flávio havia barganhado sua candidatura. Depois, falou da intenção de não abrir mão do objetivo. O senador tem sido apontado em pesquisas como o principal opositor de Lula.
* Papudinha
Em 15 de janeiro, Bolsonaro foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha.
O local tem lavanderia, quarto, sala e área externa, cozinha, banheiro, armários, cama de casal e TV.
Bolsonaro recebeu visitas de aliados como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ao visitá-lo pela primeira vez na Papudinha, Tarcísio reforçou o compromisso com o time e sua tentativa de reeleição.
Outros pré-candidatos foram ao presídio em busca de respaldo para se lançarem em seus redutos eleitorais. À Folha aliados que visitaram o ex-presidente afirmaram que o político relatou temer a morte e um atentado a Flávio Bolsonaro.
* Broncopneumonia
O ex-presidente foi internado no dia 13 de março em razão de um quadro de broncopneumonia, um tipo de infecção que afeta bronquíolos e alvéolos. A internação foi usada pela defesa para pedir, novamente, a concessão da prisão domiciliar.
Os advogados argumentaram que a saúde do ex-presidente demanda a medida, o que estava sendo negado pelo STF sob o argumento de que a unidade prisional tem os recursos necessários para cuidar do caso. A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor do pedido, que foi concedido por Moraes nessa terça (24). (Com informações da Folha de S.Paulo)
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Medo de morrer, crise de soluço e Flávio candidato: relembre a rotina de Bolsonaro na prisão
Tentativa de romper tornozeleira levou à preventiva, seguida por prisão na PF e Papudinha. (Foto: Reprodução)
Desde que violou a tornozeleira eletrônica usada na prisão domiciliar, em novembro de 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pressionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para, na impossibilidade de escapar da sentença por ter liderado um golpe de Estado, cumpri-la em casa.
A violação da tornozeleira foi seguida pela condenação na corte e o encarceramento na Superintendência da PF (Polícia Federal) de Brasília.
Relembre os principais momentos de Bolsonaro desde a tentativa de romper a tornozeleira até a concessão da domiciliar.
* “Surto” e tornozeleira
Em novembro de 2025, o ex-presidente cumpria prisão domiciliar quando tentou romper sua tornozeleira eletrônica. O equipamento era uma das medidas cautelares alternativas à prisão determinadas pela Justiça em contexto no qual Bolsonaro havia descumprido uma proibição de usar as redes sociais.
O político alegou ter tido um surto e uma crise de paranoia. Depois do episódio, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou sua prisão preventiva. Além da violação da tornozeleira, o magistrado citou risco de fuga para a embaixada dos EUA e uma vigília convocada pelo filho Flávio em frente ao condomínio do ex-presidente.
* Prisão preventiva na PF
A prisão preventiva de Bolsonaro ocorreu no dia 22 de novembro. O político já havia sido condenado pela Primeira Turma do Supremo a 27 anos e 3 meses de prisão, mas o período era de recurso antes do trânsito em julgado.
* Hérnia, soluço e hospital
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Ele também passou por procedimentos para controlar crises de soluço e registrou picos de hipertensão. O político recebeu alta no dia 1º de janeiro, quando voltou a cumprir pena na sede da Superintendência.
* Flávio pré-candidato
No dia 25 de dezembro, Flávio Bolsonaro leu, em frente ao hospital no qual o pai estava internado, uma carta em que Jair o indicava para assumir seu espólio e concorrer à presidência da República.
Jair Bolsonaro falou em pagar um preço alto, com sua saúde e família, para fazer o que acredita “ser o melhor para o nosso Brasil”. Ele repetiu discurso sobre injustiça e falou da necessidade de indicar o filho.
Antes disso, Flávio havia barganhado sua candidatura. Depois, falou da intenção de não abrir mão do objetivo. O senador tem sido apontado em pesquisas como o principal opositor de Lula.
* Papudinha
Em 15 de janeiro, Bolsonaro foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha.
O local tem lavanderia, quarto, sala e área externa, cozinha, banheiro, armários, cama de casal e TV.
Bolsonaro recebeu visitas de aliados como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ao visitá-lo pela primeira vez na Papudinha, Tarcísio reforçou o compromisso com o time e sua tentativa de reeleição.
Outros pré-candidatos foram ao presídio em busca de respaldo para se lançarem em seus redutos eleitorais. À Folha aliados que visitaram o ex-presidente afirmaram que o político relatou temer a morte e um atentado a Flávio Bolsonaro.
* Broncopneumonia
O ex-presidente foi internado no dia 13 de março em razão de um quadro de broncopneumonia, um tipo de infecção que afeta bronquíolos e alvéolos. A internação foi usada pela defesa para pedir, novamente, a concessão da prisão domiciliar.
Os advogados argumentaram que a saúde do ex-presidente demanda a medida, o que estava sendo negado pelo STF sob o argumento de que a unidade prisional tem os recursos necessários para cuidar do caso. A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor do pedido, que foi concedido por Moraes nessa terça (24). (Com informações da Folha de S.Paulo)
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