Dentro do mar, ela diz que o ministro passou a se aproximar fisicamente. (Foto: José Alberto/STJ)
A jovem de 18 anos que acusa de assédio o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, de 68 anos, detalhou como e quando aconteceu o abuso em depoimento à Polícia Civil de São Paulo.
Conforme o depoimento dado no dia 14 de janeiro à Polícia Civil de São Paulo, a vítima relata que o assédio ocorreu durante uma viagem à casa de praia do ministro em Balneário Calboriú, em Santa Catarina, no início deste ano.
Segundo ele, Buzzi teria levado a jovem para uma área afastada da praia para entrarem no mar por estar “mais tranquilo”, de acordo com o relato.
Dentro do mar, ela diz que o ministro passou a se aproximar fisicamente e comentou, ao ver pessoas próximas: “deve ser por isso que eles estão abraçados”, ao dizer que estava sentindo frio.
Ainda segundo o depoimento da jovem, o ministro teria a virado de costas e pressionado seu corpo contra o dele. No momento, ainda de acordo com a vítima, Buzzi falou que a achava “muito bonita” e tocou a suas nádegas.
A jovem, então, tentou se desvencilhar e só conseguiu depois de algumas tentativas, porque o ministro a puxava de volta. Em seguida, ele deu um “conselho” à jovem.
“Você é muito sincera, deveria ser menos sincera com as pessoas. Isso pode te prejudicar”, teria dito o ministro. Ela contou à polícia que deixou a praia sozinha e voltou ao condomínio, quando contou imediatamente o que aconteceu aos pais. No depoimento, a jovem relata que a família decidiu encerrar a viagem e retornar a São Paulo.
Buzzi é investigado por importunação sexual, nega ter cometido o crime e afirma confiar no devido processo legal; em nova nota, a defesa criticou o que chamou de “julgamento antecipado” e disse que se manifestará no momento oportuno, mas não apresentou versão específica sobre o episódio relatado pela vítima (leia a íntegra da nota no fim do post). Ele é ministro do STJ desde setembro de 2011.
A identidade da jovem é preservada.
O que diz a defesa do ministro
“É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação.
Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido.
Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por “juízes” e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário.
Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal.
A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas”.
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Jovem diz que ministro a levou até ponto afastado de praia antes de assédio, a chamou de “muito bonita” e apalpou suas nádegas
Dentro do mar, ela diz que o ministro passou a se aproximar fisicamente. (Foto: José Alberto/STJ)
A jovem de 18 anos que acusa de assédio o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, de 68 anos, detalhou como e quando aconteceu o abuso em depoimento à Polícia Civil de São Paulo.
Conforme o depoimento dado no dia 14 de janeiro à Polícia Civil de São Paulo, a vítima relata que o assédio ocorreu durante uma viagem à casa de praia do ministro em Balneário Calboriú, em Santa Catarina, no início deste ano.
Segundo ele, Buzzi teria levado a jovem para uma área afastada da praia para entrarem no mar por estar “mais tranquilo”, de acordo com o relato.
Dentro do mar, ela diz que o ministro passou a se aproximar fisicamente e comentou, ao ver pessoas próximas: “deve ser por isso que eles estão abraçados”, ao dizer que estava sentindo frio.
Ainda segundo o depoimento da jovem, o ministro teria a virado de costas e pressionado seu corpo contra o dele. No momento, ainda de acordo com a vítima, Buzzi falou que a achava “muito bonita” e tocou a suas nádegas.
A jovem, então, tentou se desvencilhar e só conseguiu depois de algumas tentativas, porque o ministro a puxava de volta. Em seguida, ele deu um “conselho” à jovem.
“Você é muito sincera, deveria ser menos sincera com as pessoas. Isso pode te prejudicar”, teria dito o ministro.
Ela contou à polícia que deixou a praia sozinha e voltou ao condomínio, quando contou imediatamente o que aconteceu aos pais. No depoimento, a jovem relata que a família decidiu encerrar a viagem e retornar a São Paulo.
Buzzi é investigado por importunação sexual, nega ter cometido o crime e afirma confiar no devido processo legal; em nova nota, a defesa criticou o que chamou de “julgamento antecipado” e disse que se manifestará no momento oportuno, mas não apresentou versão específica sobre o episódio relatado pela vítima (leia a íntegra da nota no fim do post). Ele é ministro do STJ desde setembro de 2011.
A identidade da jovem é preservada.
O que diz a defesa do ministro
“É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação.
Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido.
Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por “juízes” e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário.
Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal.
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