Segundo a polícia internacional, não houve acesso não autorizado ou hackeamento. (Foto: Interpol/Divulgação)
A Interpol negou que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ou pessoas ligadas a ele tenham acessado de forma ilegal o sistema da polícia internacional.
Nesse documento, a PF aponta que o empresário teria tido acesso a informações consideradas sigilosas de diferentes órgãos públicos e instituições de segurança. Entre os sistemas citados estariam bases de dados da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal (MPF) e também de organismos internacionais, como o Federal Bureau of Investigation (FBI), polícia federal dos Estados Unidos, e a própria Interpol.
A decisão judicial menciona suspeitas de que essas bases de dados teriam sido utilizadas para a obtenção de informações sobre pessoas consideradas adversárias do empresário. O material faz parte das investigações conduzidas pela Polícia Federal e analisadas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito do processo.
De acordo com a decisão, o responsável por realizar a violação dos sistemas seria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de Sicário e apontado como líder de um grupo que Vorcaro chamava de “Turma”. Segundo as investigações, ele teria atuado em ações de intimidação contra pessoas consideradas inimigas do ex-banqueiro.
Ainda conforme a apuração da Polícia Federal, as consultas a sistemas e bases de dados utilizadas por instituições de segurança e investigação policial teriam sido feitas por meio de credenciais funcionais de terceiros. Esse tipo de acesso, segundo os investigadores, permitiria a obtenção de informações restritas sem que os responsáveis diretos fossem identificados de imediato.
Nessa quinta-feira (5), a defesa de Daniel Vorcaro apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal solicitando que a Polícia Federal apresente os elementos que sustentaram o pedido de prisão preventiva. Entre os pontos levantados pelos advogados estão as datas e circunstâncias das supostas invasões de sistemas de órgãos públicos mencionadas no processo.
Segundo os advogados, o cumprimento do mandado de prisão preventiva ocorreu sem que a defesa tivesse acesso prévio aos “elementos que fundamentaram a medida”. A equipe jurídica sustenta que o conhecimento integral dessas informações é necessário para a elaboração da estratégia de defesa.
Diferença entre o presidente (D) e o senador (E) era de dez pontos na pesquisa de dezembro. (Fotos: Saulo Cruz/Agência Senado e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil) Pesquisa Quaest divulgada nessa quarta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados numericamente, ambos com 41% das intenções de voto, no cenário …
Ele também afirmou que o apoio de seu partido à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “pouco provável”. (Foto: José Cruz/Agência Brasil) O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, deputado licenciado pelo Republicanos, disse ser favorável a um acordo na Câmara pela redução de penas a envolvidos em atos golpistas …
O telefone do empresário foi apreendido pela Polícia Federal e as suas conversas por aplicativos de mensagem foram extraídas do aparelho. (Foto: Reprodução) A exposição da intimidade gera dano moral indenizável. Se a União é a responsável pela sua divulgação, deve arcar com o ônus da violação. A conclusão unânime é de criminalistas e outros …
Tenente-coronel do Exército Guilherme Almeida Marques foi condenado a 13 anos e 6 meses de prisão. Foto: Divulgação Tenente-coronel do Exército Guilherme Almeida Marques foi condenado a 13 anos e 6 meses de prisão. (Foto: Divulgação) O tenente-coronel do Exército Guilherme Almeida Marques, condenado a 13 anos e 6 meses de prisão por participação na …
Interpol nega que Daniel Vorcaro ou pessoas ligadas a ele tenham acessado sistema
Segundo a polícia internacional, não houve acesso não autorizado ou hackeamento. (Foto: Interpol/Divulgação)
A Interpol negou que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ou pessoas ligadas a ele tenham acessado de forma ilegal o sistema da polícia internacional.
Nesse documento, a PF aponta que o empresário teria tido acesso a informações consideradas sigilosas de diferentes órgãos públicos e instituições de segurança. Entre os sistemas citados estariam bases de dados da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal (MPF) e também de organismos internacionais, como o Federal Bureau of Investigation (FBI), polícia federal dos Estados Unidos, e a própria Interpol.
A decisão judicial menciona suspeitas de que essas bases de dados teriam sido utilizadas para a obtenção de informações sobre pessoas consideradas adversárias do empresário. O material faz parte das investigações conduzidas pela Polícia Federal e analisadas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito do processo.
De acordo com a decisão, o responsável por realizar a violação dos sistemas seria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de Sicário e apontado como líder de um grupo que Vorcaro chamava de “Turma”. Segundo as investigações, ele teria atuado em ações de intimidação contra pessoas consideradas inimigas do ex-banqueiro.
Ainda conforme a apuração da Polícia Federal, as consultas a sistemas e bases de dados utilizadas por instituições de segurança e investigação policial teriam sido feitas por meio de credenciais funcionais de terceiros. Esse tipo de acesso, segundo os investigadores, permitiria a obtenção de informações restritas sem que os responsáveis diretos fossem identificados de imediato.
Nessa quinta-feira (5), a defesa de Daniel Vorcaro apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal solicitando que a Polícia Federal apresente os elementos que sustentaram o pedido de prisão preventiva. Entre os pontos levantados pelos advogados estão as datas e circunstâncias das supostas invasões de sistemas de órgãos públicos mencionadas no processo.
Segundo os advogados, o cumprimento do mandado de prisão preventiva ocorreu sem que a defesa tivesse acesso prévio aos “elementos que fundamentaram a medida”. A equipe jurídica sustenta que o conhecimento integral dessas informações é necessário para a elaboração da estratégia de defesa.
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