Segundo a polícia internacional, não houve acesso não autorizado ou hackeamento. (Foto: Interpol/Divulgação)
A Interpol negou que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ou pessoas ligadas a ele tenham acessado de forma ilegal o sistema da polícia internacional.
Nesse documento, a PF aponta que o empresário teria tido acesso a informações consideradas sigilosas de diferentes órgãos públicos e instituições de segurança. Entre os sistemas citados estariam bases de dados da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal (MPF) e também de organismos internacionais, como o Federal Bureau of Investigation (FBI), polícia federal dos Estados Unidos, e a própria Interpol.
A decisão judicial menciona suspeitas de que essas bases de dados teriam sido utilizadas para a obtenção de informações sobre pessoas consideradas adversárias do empresário. O material faz parte das investigações conduzidas pela Polícia Federal e analisadas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito do processo.
De acordo com a decisão, o responsável por realizar a violação dos sistemas seria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de Sicário e apontado como líder de um grupo que Vorcaro chamava de “Turma”. Segundo as investigações, ele teria atuado em ações de intimidação contra pessoas consideradas inimigas do ex-banqueiro.
Ainda conforme a apuração da Polícia Federal, as consultas a sistemas e bases de dados utilizadas por instituições de segurança e investigação policial teriam sido feitas por meio de credenciais funcionais de terceiros. Esse tipo de acesso, segundo os investigadores, permitiria a obtenção de informações restritas sem que os responsáveis diretos fossem identificados de imediato.
Nessa quinta-feira (5), a defesa de Daniel Vorcaro apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal solicitando que a Polícia Federal apresente os elementos que sustentaram o pedido de prisão preventiva. Entre os pontos levantados pelos advogados estão as datas e circunstâncias das supostas invasões de sistemas de órgãos públicos mencionadas no processo.
Segundo os advogados, o cumprimento do mandado de prisão preventiva ocorreu sem que a defesa tivesse acesso prévio aos “elementos que fundamentaram a medida”. A equipe jurídica sustenta que o conhecimento integral dessas informações é necessário para a elaboração da estratégia de defesa.
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Interpol nega que Daniel Vorcaro ou pessoas ligadas a ele tenham acessado sistema
Segundo a polícia internacional, não houve acesso não autorizado ou hackeamento. (Foto: Interpol/Divulgação)
A Interpol negou que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ou pessoas ligadas a ele tenham acessado de forma ilegal o sistema da polícia internacional.
Nesse documento, a PF aponta que o empresário teria tido acesso a informações consideradas sigilosas de diferentes órgãos públicos e instituições de segurança. Entre os sistemas citados estariam bases de dados da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal (MPF) e também de organismos internacionais, como o Federal Bureau of Investigation (FBI), polícia federal dos Estados Unidos, e a própria Interpol.
A decisão judicial menciona suspeitas de que essas bases de dados teriam sido utilizadas para a obtenção de informações sobre pessoas consideradas adversárias do empresário. O material faz parte das investigações conduzidas pela Polícia Federal e analisadas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito do processo.
De acordo com a decisão, o responsável por realizar a violação dos sistemas seria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de Sicário e apontado como líder de um grupo que Vorcaro chamava de “Turma”. Segundo as investigações, ele teria atuado em ações de intimidação contra pessoas consideradas inimigas do ex-banqueiro.
Ainda conforme a apuração da Polícia Federal, as consultas a sistemas e bases de dados utilizadas por instituições de segurança e investigação policial teriam sido feitas por meio de credenciais funcionais de terceiros. Esse tipo de acesso, segundo os investigadores, permitiria a obtenção de informações restritas sem que os responsáveis diretos fossem identificados de imediato.
Nessa quinta-feira (5), a defesa de Daniel Vorcaro apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal solicitando que a Polícia Federal apresente os elementos que sustentaram o pedido de prisão preventiva. Entre os pontos levantados pelos advogados estão as datas e circunstâncias das supostas invasões de sistemas de órgãos públicos mencionadas no processo.
Segundo os advogados, o cumprimento do mandado de prisão preventiva ocorreu sem que a defesa tivesse acesso prévio aos “elementos que fundamentaram a medida”. A equipe jurídica sustenta que o conhecimento integral dessas informações é necessário para a elaboração da estratégia de defesa.
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