Tarcísio (foto), Caiado e Zema tentam capitalizar a aprovação do relatório de Derrite e minar discurso de segurança do governo. (Foto: Governo de SP)
A articulação, que contou principalmente com a participação do PP e do União Brasil, além do PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve percalços com um vaivém de versões do relatório de Derrite. Durante as últimas semanas, a oposição tentou emplacar a equiparação de facções a terrorismo, o que gerou crítica de especialistas pelos riscos embutidos, e o governo trabalhou para devolver pontos importantes ao texto. Mesmo cedendo ao governo, a avaliação dessas siglas de Centrão é que a aprovação foi bem sucedida.
O resultado foi capitalizado por nomes apontados como possíveis concorrentes de Lula na disputa pela Presidência em 2026. Embora tenha feito movimentos cautelosos e evitado ir a Brasília articular a aprovação do projeto, Tarcísio cedeu temporariamente Derrite, que é seu secretário de Segurança Pública, para retomar o mandato de deputado e ser o relator do projeto. Derrite é pré-candidato ao Senado e citado até como uma das opções para disputar o governo paulista caso Tarcísio concorra ao Palácio do Planalto.
Críticas
Tão logo o projeto foi aprovado, Tarcísio foi às redes sociais tentar capitalizar o resultado. “Vitória do povo brasileiro no Congresso. A aprovação do Marco Legal da Segurança Pública, relatado pelo nosso secretário Derrite, é um passo decisivo para asfixiar o crime organizado. Acabou a impunidade. Em São Paulo e no Brasil, o recado é claro: lugar de bandido é na cadeia”, disse. Na última quarta (19), o governador voltou a explorar o assunto em vídeo divulgado nas redes. Em tom eleitoral, mas sem citar diretamente a base do governo, Tarcísio criticou o Poder Executivo por se posicionar sobre o texto.
“Aqueles que votaram contra resolveram enfrentar o tema pela lente da ideologia, mas o Brasil resolveu enfrentar o tema pela lente da realidade, resolveu enfrentar o seu maior inimigo, o crime organizado.
Além de Tarcísio, outros governadores que tentam se cacifar para a disputa presidencial de 2026 tentaram faturar com o projeto. O de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que tem usado a segurança como uma de suas bandeiras, acompanhou as articulações para a votação.
Caiado, assim como o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), participou de uma reunião do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com líderes partidários. Depois, o governador de Goiás ficou no plenário da Câmara durante toda a votação dialogando com Derrite, outros deputados da oposição e o próprio Motta.
O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), que também quer ser candidato a presidente, participou na semana passada de reuniões com Motta e Derrite.
Pesquisas
Há uma avaliação na oposição de que, apesar de terem sofrido desgastes por conta de uma campanha pública contra o texto, promovida por apoiadores do governo e com críticas sobre a possibilidade de limitar o trabalho da Polícia Federal, a articulação foi bem sucedida e que o Planalto se desgastou por votar contra o relatório de Derrite.
“A direita sai fortalecida com a aprovação do projeto. Em pesquisas recentes, a maioria da população concorda em endurecer a pena. A esquerda, que diz combater a criminalidade, quando é para de fato combater, com medidas sérias, dá um passo atrás”, disse o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
O senador Sergio Moro (União-PR), que deseja disputar o governo do Paraná em 2026, fez coro:
“O discurso (do governo sobre segurança) não cola, pois o governo Lula sempre foi frouxo contra o crime. Certamente (a direita se beneficia para 2026), o discurso é bandeira da oposição e da direita. (Com informações do jornal O Globo)
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Governadores de direita e Centrão contra Lula
Tarcísio (foto), Caiado e Zema tentam capitalizar a aprovação do relatório de Derrite e minar discurso de segurança do governo. (Foto: Governo de SP)
A articulação, que contou principalmente com a participação do PP e do União Brasil, além do PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve percalços com um vaivém de versões do relatório de Derrite. Durante as últimas semanas, a oposição tentou emplacar a equiparação de facções a terrorismo, o que gerou crítica de especialistas pelos riscos embutidos, e o governo trabalhou para devolver pontos importantes ao texto. Mesmo cedendo ao governo, a avaliação dessas siglas de Centrão é que a aprovação foi bem sucedida.
O resultado foi capitalizado por nomes apontados como possíveis concorrentes de Lula na disputa pela Presidência em 2026. Embora tenha feito movimentos cautelosos e evitado ir a Brasília articular a aprovação do projeto, Tarcísio cedeu temporariamente Derrite, que é seu secretário de Segurança Pública, para retomar o mandato de deputado e ser o relator do projeto. Derrite é pré-candidato ao Senado e citado até como uma das opções para disputar o governo paulista caso Tarcísio concorra ao Palácio do Planalto.
Críticas
Tão logo o projeto foi aprovado, Tarcísio foi às redes sociais tentar capitalizar o resultado. “Vitória do povo brasileiro no Congresso. A aprovação do Marco Legal da Segurança Pública, relatado pelo nosso secretário Derrite, é um passo decisivo para asfixiar o crime organizado. Acabou a impunidade. Em São Paulo e no Brasil, o recado é claro: lugar de bandido é na cadeia”, disse. Na última quarta (19), o governador voltou a explorar o assunto em vídeo divulgado nas redes. Em tom eleitoral, mas sem citar diretamente a base do governo, Tarcísio criticou o Poder Executivo por se posicionar sobre o texto.
“Aqueles que votaram contra resolveram enfrentar o tema pela lente da ideologia, mas o Brasil resolveu enfrentar o tema pela lente da realidade, resolveu enfrentar o seu maior inimigo, o crime organizado.
Além de Tarcísio, outros governadores que tentam se cacifar para a disputa presidencial de 2026 tentaram faturar com o projeto. O de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que tem usado a segurança como uma de suas bandeiras, acompanhou as articulações para a votação.
Caiado, assim como o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), participou de uma reunião do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com líderes partidários. Depois, o governador de Goiás ficou no plenário da Câmara durante toda a votação dialogando com Derrite, outros deputados da oposição e o próprio Motta.
O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), que também quer ser candidato a presidente, participou na semana passada de reuniões com Motta e Derrite.
Pesquisas
Há uma avaliação na oposição de que, apesar de terem sofrido desgastes por conta de uma campanha pública contra o texto, promovida por apoiadores do governo e com críticas sobre a possibilidade de limitar o trabalho da Polícia Federal, a articulação foi bem sucedida e que o Planalto se desgastou por votar contra o relatório de Derrite.
“A direita sai fortalecida com a aprovação do projeto. Em pesquisas recentes, a maioria da população concorda em endurecer a pena. A esquerda, que diz combater a criminalidade, quando é para de fato combater, com medidas sérias, dá um passo atrás”, disse o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
O senador Sergio Moro (União-PR), que deseja disputar o governo do Paraná em 2026, fez coro:
“O discurso (do governo sobre segurança) não cola, pois o governo Lula sempre foi frouxo contra o crime. Certamente (a direita se beneficia para 2026), o discurso é bandeira da oposição e da direita. (Com informações do jornal O Globo)
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Governadores de direita e Centrão contra Lula
2025-11-20
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