Expectativa por delação premiada de Daniel Vorcaro deixa em suspense o mundo político; apenas uma fração do material apreendido pela Polícia Federal foi periciada
Escândalo do Master assombra Brasília, expõe autoridades e pode contaminar eleição. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
A investigação da Polícia Federal (PF) revelou a existência de uma “organização criminosa” liderada por Vorcaro, nas palavras do ministro André Mendonça, atual relator do caso no STF. Preso desde 4 de março, o ex-banqueiro é investigado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução da Justiça e contra o sistema financeiro. Ele mudou de advogado recentemente para articular uma colaboração premiada. Fabiano Zettel, pastor, empresário e cunhado de Vorcaro, também está detido e demonstrou disposição de delatar.
No fim de 2023, já no atual governo e ainda na gestão de Campos Neto, o BC começou a fechar o cerco sobre o Master, mas a decisão final sobre a liquidação extrajudicial da instituição só ocorreria quase dois anos depois, em novembro de 2025. Há quem entenda no mercado que o BC demorou a agir. Procurado, Campos Neto não se manifestou.
“Como presidente da Câmara, eu sempre mantive agenda aberta para ouvir diferentes pessoas, grupos empresariais de diversas atividades econômicas, pois essa é uma das funções do cargo”, disse Motta em nota, acrescentando que seu dever é trabalhar na Casa pela aprovação de propostas de interesse do país. “Sem dúvida estamos em um momento que exige responsabilidade e atenção de todas as instituições, e eu confio plenamente na condução das investigações pelas diferentes instâncias – Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal, Ministério Público –, que estão trabalhando com autonomia e diligência.”
Nogueira disse em nota que “mantém diálogos por mensagens com centenas de pessoas, o que não o torna próximo apenas por, eventualmente, interagir com elas”. Afirmou que está tranquilo quanto às investigações relativas a Vorcaro porque não manteve “qualquer conduta inadequada”. Sobre a emenda, alegou que a cobertura do FGC está congelada no mesmo valor há dez anos, e que precisa ser corrigida para proteger os correntistas.
Outra liderança é o presidente do União Brasil, Antonio Rueda. Em um diálogo, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, diz a Vorcaro que falou com o político sobre a transação e que ele queria se encontrar com o então banqueiro. A revista Piauí mostrou que o escritório de Rueda advogou para o Master, o que foi confirmado pelo líder do União. Um e-mail recebido pelo ex-banqueiro também mostrou que um helicóptero contratado por ele transportou Nogueira e Rueda para o autódromo de São Paulo para assistirem ao Grande Prêmio de Fórmula 1. (Com informações do Valor Econômico)
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