Presidente do Congresso sai fortalecido após impor ao governo Lula duas grandes derrotas
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Presidente do Congresso sai fortalecido após impor ao governo Lula duas grandes derrotas. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), pode ser o fiel da balança na eleição para a presidência do Senado em 2027. Fortalecido após impor ao governo Lula duas grandes derrotas, o não à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto ao projeto da Dosimetria – que vai beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e demais condenados por atos golpistas do 8 de Janeiro –, Alcolumbre quer tentar a reeleição para o comando do Senado. Ele esbarra, entretanto, nos planos do PL.
O partido dos Bolsonaros tem hoje a maior bancada da Casa, com 16 senadores, e o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, já disse publicamente que quer lançar candidatura própria para a disputa do ano que vem. Entre os nomes que se movimentam estão os de Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS). Mas a oposição sozinha não tem número para aprovar o novo comandante do Senado, que precisa de 41 votos para ser eleito. É aí que entrariam, na avaliação de aliados do presidente do Congresso, os cerca de 8 a 10 votos que Alcolumbre tem na mão e que podem decidir a eleição.
Esse arranjo dependerá da nova composição do Senado após as eleições de outubro. Bolsonaristas concentram esforços em eleger parlamentares e querem aumentar a bancada no Senado, o que cacifaria o grupo para julgar pedidos de impeachment de ministros do Supremo, por exemplo. O PL quer fazer uma bancada de 20 a 25 senadores.
A oposição no Senado tem hoje, de acordo com cálculos de parlamentares ouvidos pela Coluna do Estadão, entre 28 e 30 votos “fixos”, juntando senadores do PL, do Novo, do PP e do Republicanos, além de nomes que oscilam entre situação e oposição, a depender da pauta em votação.
O fato de ter trabalhado contra Jorge Messias, derrota do Planalto que não acontecia há 132 anos, foi também uma forma de Alcolumbre “manter o canal aberto” com a oposição em um ano de eleição polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro. O presidente do Senado não compareceu ao evento de lançamento do programa do governo federal “Brasil Contra o Crime Organizado” nessa terça-feira (12). Em palco no Palácio do Planalto estiveram o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB). (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)
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Davi Alcolumbre pode ser o fiel da balança da eleição ao comando do Senado em 2027. Saiba o porquê
Presidente do Congresso sai fortalecido após impor ao governo Lula duas grandes derrotas
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Presidente do Congresso sai fortalecido após impor ao governo Lula duas grandes derrotas. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), pode ser o fiel da balança na eleição para a presidência do Senado em 2027. Fortalecido após impor ao governo Lula duas grandes derrotas, o não à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto ao projeto da Dosimetria – que vai beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e demais condenados por atos golpistas do 8 de Janeiro –, Alcolumbre quer tentar a reeleição para o comando do Senado. Ele esbarra, entretanto, nos planos do PL.
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O fato de ter trabalhado contra Jorge Messias, derrota do Planalto que não acontecia há 132 anos, foi também uma forma de Alcolumbre “manter o canal aberto” com a oposição em um ano de eleição polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro. O presidente do Senado não compareceu ao evento de lançamento do programa do governo federal “Brasil Contra o Crime Organizado” nessa terça-feira (12). Em palco no Palácio do Planalto estiveram o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o procurador-geral da República Paulo Gonet e o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB). (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)
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