Cela tem 6m² e cama de concreto; unidade não permite contato físico durante visitas. (Foto: Reprodução/Depen)
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, chegou a um presídio federal de Brasília nessa sexta-feira (6), por volta das 17h. Como parte do procedimento padrão de ingresso no sistema penitenciário federal, ele deverá raspar o cabelo e permanecer 20 dias no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), como medida de segurança.
Nesse período inicial, o preso fica isolado e sem contato com outros detentos. Depois, o setor de inteligência da penitenciária analisa o perfil do detento para definir em qual ala ele será alocado dentro da unidade.
A cela onde ficará preso tem 6 m². Dentro dela há apenas uma cama, banheiro com pia e chuveiro e uma mesa para as refeições.
Ao ingressar no presídio federal, Vorcaro também recebeu o kit padrão fornecido aos presos, composto por duas calças, dois shorts, quatro camisetas, um casaco, uma sandália, um par de tênis, além de lençol, cobertor, travesseiro e itens de higiene pessoal.
As visitas ocorrem em parlatório, espaço separado por vidro, sem contato físico e sob monitoramento. Antes de chegar ao presídio federal, ele passou por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal), em Brasília.
O presídio federal de Brasília que recebeu Vorcaro é um dos mais vigiados do país e onde cumprem pena chefes da facção criminosa PCC, entre eles o líder do grupo, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Além dele estão Cláudio Barbará da Silva, o Barbará, Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal, Antonio José Muller Junior, o Granada, Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, aliado de Marcola, embora não seja considerado membro do PCC. Há outros presos famosos como Patrick Assisi, mafioso italiano, e Nicola Assissi, pai deste, que também aguarda extradição.
Todo o mobiliário interno das celas é feito de concreto, para evitar que os materiais sejam transformados em armas ou ferramentas. O modelo dessas celas é inspirado nas prisões de segurança máxima americanas (supermax), com o objetivo principal de desarticular o crime organizado através do isolamento.
A Penitenciária Federal de Brasília foi inaugurada em outubro de 2018. Para presos submetidos ao RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), o isolamento é ainda mais rigoroso. O interno permanece 24 horas trancado, com direito a apenas duas horas de sol, na companhia de mais um ou dois presos.
Os presídios federais são localizados propositalmente afastados de centros urbanos para dificultar comunicações externas indevidas.
Todos os meios de comunicação e movimentação dentro da unidade são monitorados em tempo real. As visitas ocorrem sem contato físico. As conversas ocorrem no parlatório por meio de telefones, separados por vidros, e tudo é gravado em áudio e vídeo.
Não existe visita íntima.
Vorcaro e o cunhado dele, o pastor e empresário Fabiano Zettel, também alvo da operação, estavam desde a manhã de quinta na Penitenciária 2 de Potim, a 195 quilômetros de São Paulo. O ex-banqueiro foi transferido para a penitenciária federal de Brasília por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido da PF. Zettel segue preso em Potim.
A corporação disse haver necessidade “premente de tutela da integridade física do custodiado”. De acordo com a PF, as peculiaridades do caso exigem cautela redobrada.
“Elementos informativos coligidos ao longo da investigação indicam que o referido investigado (Daniel Vorcaro) detém significativa capacidade de articulação e influência sobre diversos atores situados em diferentes esferas do poder público e do setor privado, circunstância que, inclusive, constituiu um dos fundamentos que justificaram a adoção de medidas cautelares de natureza pessoal no presente caso”, disse a PF ao ministro.
A unidade de Potim tem capacidade para 844 pessoas, sendo 472 reeducandos. O presídio em Brasília, por sua vez, tem 12,3 mil m² e conta com 208 celas individuais distribuídas por quatro blocos – cada bloco é subdividido em quatro alas, com 13 celas cada. A penitenciária integra a rede de cinco presídios federais, que é administrada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Vorcaro é acusado de integrar um grupo informal conhecido como “A Turma”, que, segundo a PF, atuaria para monitorar, intimidar e coagir pessoas consideradas adversárias do banqueiro e atrapalhar as investigações sobre o Banco Master.
O banco é alvo de uma série de apurações por suspeitas de fraude bilionária, lavagem de dinheiro e organização criminosa conduzidas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
Em depoimento, Vorcaro negou os crimes.
A defesa do ex-banqueiro pediu ao STF que determine à PF o detalhamento das informações que sustentaram a prisão preventiva do empresário.
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Daniel Vorcaro já está isolado em presídio federal onde está preso chefão do PCC
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Nesse período inicial, o preso fica isolado e sem contato com outros detentos. Depois, o setor de inteligência da penitenciária analisa o perfil do detento para definir em qual ala ele será alocado dentro da unidade.
A cela onde ficará preso tem 6 m². Dentro dela há apenas uma cama, banheiro com pia e chuveiro e uma mesa para as refeições.
Ao ingressar no presídio federal, Vorcaro também recebeu o kit padrão fornecido aos presos, composto por duas calças, dois shorts, quatro camisetas, um casaco, uma sandália, um par de tênis, além de lençol, cobertor, travesseiro e itens de higiene pessoal.
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Todos os meios de comunicação e movimentação dentro da unidade são monitorados em tempo real. As visitas ocorrem sem contato físico. As conversas ocorrem no parlatório por meio de telefones, separados por vidros, e tudo é gravado em áudio e vídeo.
Não existe visita íntima.
Vorcaro e o cunhado dele, o pastor e empresário Fabiano Zettel, também alvo da operação, estavam desde a manhã de quinta na Penitenciária 2 de Potim, a 195 quilômetros de São Paulo. O ex-banqueiro foi transferido para a penitenciária federal de Brasília por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido da PF. Zettel segue preso em Potim.
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Vorcaro é acusado de integrar um grupo informal conhecido como “A Turma”, que, segundo a PF, atuaria para monitorar, intimidar e coagir pessoas consideradas adversárias do banqueiro e atrapalhar as investigações sobre o Banco Master.
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