Petista afirmou que governo quer que todos os cargos na PF sejam ocupados. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) criticou a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre ter chamado delegados e agentes da Polícia Federal (PF) que estão “fingindo trabalhar” para combater o crime organizado.
Em nota, a ADPF manifestou preocupação diante do ocorrido e afirmou que o “foco do debate deveria estar em temas estruturantes e urgentes para o enfrentamento ao crime organizado”. A entidade destacou que a discussão sobre segurança pública precisa priorizar medidas permanentes e eficazes para fortalecer a atuação da corporação.
Lula fez a fala na quinta-feira (23), durante a Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa, em Planaltina, no Distrito Federal. Na ocasião, o petista comentava a nomeação de novos servidores da PF e medidas voltadas ao reforço da instituição.
O presidente também afirmou que mandou o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, chamar todos os servidores que estão fora da corporação para ocupar seus cargos. Segundo Lula, a intenção do governo é ampliar o efetivo disponível e reforçar as ações da Polícia Federal em áreas consideradas prioritárias.
A previsão do Executivo é de que todos os postos na Polícia Federal sejam ocupados até o fim do ano. A medida integra o planejamento do governo para recompor quadros e ampliar a capacidade operacional da instituição.
“Não se deve induzir a sociedade a acreditar que a anunciada medida de retorno será o que irá vencer o crime organizado”, diz um trecho da nota da Associação. Para a ADPF, o combate às organizações criminosas exige ações mais amplas e estruturadas do que apenas o retorno de servidores aos cargos.
Nesse contexto, a entidade elenca uma série de limitações técnicas e de mão de obra enfrentadas pela Polícia Federal e frisa a necessidade de implementar políticas consistentes de valorização, retenção de talentos e financiamento adequado da instituição. A associação argumenta que esses fatores são essenciais para garantir melhores resultados no enfrentamento à criminalidade organizada.
“Declarações que desqualificam policiais não contribuem para esse objetivo e fragilizam o debate público sobre segurança”, prossegue em outro parágrafo da nota. A ADPF defendeu que o tema seja tratado com responsabilidade e diálogo institucional.
A Associação reforça ainda a importância do diálogo contínuo com o governo federal para o aperfeiçoamento das “políticas de segurança pública em benefício da sociedade brasileira”. Segundo a entidade, a cooperação entre as instituições é necessária para avanços duradouros.
Nomeação
Na quarta (22), o presidente anunciou a contratação de 1 mil novos policiais federais para reforçar o combate ao crime organizado.
Naquele dia, Lula gravou um vídeo para as redes sociais detalhando as nomeações. Segundo o presidente, ao todo serão 630 agentes, 160 escrivães, 120 delegados, 69 peritos e 21 papiloscopistas. As nomeações fazem parte do plano do governo para ampliar o efetivo da corporação ao longo deste ano. (Com informações do portal de notícias g1)
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Associação dos delegados rebate fala de Lula sobre chamar agentes que estão fingindo trabalhar
Petista afirmou que governo quer que todos os cargos na PF sejam ocupados. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) criticou a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre ter chamado delegados e agentes da Polícia Federal (PF) que estão “fingindo trabalhar” para combater o crime organizado.
Em nota, a ADPF manifestou preocupação diante do ocorrido e afirmou que o “foco do debate deveria estar em temas estruturantes e urgentes para o enfrentamento ao crime organizado”. A entidade destacou que a discussão sobre segurança pública precisa priorizar medidas permanentes e eficazes para fortalecer a atuação da corporação.
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A previsão do Executivo é de que todos os postos na Polícia Federal sejam ocupados até o fim do ano. A medida integra o planejamento do governo para recompor quadros e ampliar a capacidade operacional da instituição.
“Não se deve induzir a sociedade a acreditar que a anunciada medida de retorno será o que irá vencer o crime organizado”, diz um trecho da nota da Associação. Para a ADPF, o combate às organizações criminosas exige ações mais amplas e estruturadas do que apenas o retorno de servidores aos cargos.
Nesse contexto, a entidade elenca uma série de limitações técnicas e de mão de obra enfrentadas pela Polícia Federal e frisa a necessidade de implementar políticas consistentes de valorização, retenção de talentos e financiamento adequado da instituição. A associação argumenta que esses fatores são essenciais para garantir melhores resultados no enfrentamento à criminalidade organizada.
“Declarações que desqualificam policiais não contribuem para esse objetivo e fragilizam o debate público sobre segurança”, prossegue em outro parágrafo da nota. A ADPF defendeu que o tema seja tratado com responsabilidade e diálogo institucional.
A Associação reforça ainda a importância do diálogo contínuo com o governo federal para o aperfeiçoamento das “políticas de segurança pública em benefício da sociedade brasileira”. Segundo a entidade, a cooperação entre as instituições é necessária para avanços duradouros.
Nomeação
Na quarta (22), o presidente anunciou a contratação de 1 mil novos policiais federais para reforçar o combate ao crime organizado.
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