Aviões são de empresários, empresas de táxi aéreo e, em alguns casos, dos próprios congressistas. (Foto: Divulgação/PF)
Entre os nomes que acessaram o terminal executivo do Aeroporto de Brasília estão pelo menos 38 deputados federais, 20 senadores, 4 ministros do STF e 4 do Executivo.
Os aviões utilizados pertencem a empresários, empresas de táxi aéreo e, em alguns casos, aos próprios parlamentares.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (PP-PB), usou um jatinho do empresário Marcelo Perboni em 14 de janeiro do ano passado para ir ao enterro do pai do deputado Arthur Lira (PP-AL).
Perboni é dono de uma rede de supermercados no Distrito Federal, entre outros negócios. “Na ocasião, em um momento de luto, Marcelo Perboni disponibilizou transporte para a ida do deputado citado (Motta), em caráter estritamente pessoal e solidário”, disse a assessoria de imprensa do empresário.
O deputado assumiu a presidência da Câmara no início de fevereiro de 2025 e, a partir daí, passou a ter direito a usar aviões da FAB (Força Aérea Brasileira).
Outro exemplo é o do senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Ele viajou três vezes em jatinhos da Prime You, empresa que teve o ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro entre seus sócios. Os trajetos aconteceram em 13 de março, 9 de abril e 12 de junho de 2025.
O parlamentar disse que não sabia quem era o dono do avião e que os voos foram pagos pelo advogado Ciro Soares, que atuou para Vorcaro.
“O advogado Ciro Soares, que tem residência e escritório em Salvador, advogado em casos do PSD da Bahia, me convidou para esses voos”, afirmou.
Soares afirmou que usa voos fretados quando precisa fazer viagens rápidas. “No presente caso, chamei o senador Otto para viajar comigo, que estava indo para o mesmo destino, Salvador”, explicou.
Um filho do senador, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia Otto Alencar Filho, tem participação numa empresa que recebeu R$ 12 milhões do Master entre 2022 e 2025.
Ele é dono da M&A Participação, que, por sua vez, é uma das donas da Mollitiam, que recebeu os recursos do Master. Em nota, Alencar Filho afirmou que a M&A tem ações e cotas de várias empresas. “Todos os serviços dessas empresas foram devidamente faturados; receitas, despesas e investimentos contabilizados; e impostos pagos”, disse.
Outro caso revelado pela Folha é o do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ele viajou oito vezes em um avião que pertence a um dos donos da JBS Terminais, a empresa do grupo JBS que opera portos marítimos.
No Judiciário, os casos mais emblemáticos são os revelados pela Folha envolvendo os ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.
Moraes e sua mulher, Viviane Barci, foram registrados pela Anac como passageiros do hangar de jatos executivos de Brasília oito vezes. Na sequência, houve a decolagem de aviões da Prime Aviation.
Lira compra jatinho de US$ 1 milhão em sociedade com empresário do agro O escritório de Viviane, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, recebeu R$ 80 milhões em dois anos do Banco Master, como revelado por documentos enviados à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado que investiga o crime organizado.
Segundo informações reveladas pelo jornal O Globo, o contrato do Master com o escritório previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos, R$ 3,6 milhões por mês.
Já Dias Toffoli entrou no terminal executivo do aeroporto de Brasília às 10h de 4 de julho, segundo informações da Anac. Um avião da Prime Aviation decolou às 10h10 para Marília (SP), cidade natal do ministro, de acordo com dados do Decea.
O ministro, relator original do inquérito que apura as fraudes do Master, se afastou do caso após a PF (Polícia Federal) indicar pagamentos a uma empresa do ministro, que, segundo Toffoli, teriam a ver com a venda de participação no Tayayá.
Já Kassio, que será empossado como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), viajou diversas vezes no avião do advogado eleitoral Gustavo Severo, que atua na corte.
Kassio participou do julgamento no TSE e votou pela absolvição do político.
Os casos de ministros do Executivo em jatinhos privados são menos comuns, já que eles podem utilizar aviões da FAB. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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Ao menos 4 ministros do governo, 4 do Supremo e 58 parlamentares usaram jatinho privado em 2025
Aviões são de empresários, empresas de táxi aéreo e, em alguns casos, dos próprios congressistas. (Foto: Divulgação/PF)
Entre os nomes que acessaram o terminal executivo do Aeroporto de Brasília estão pelo menos 38 deputados federais, 20 senadores, 4 ministros do STF e 4 do Executivo.
Os aviões utilizados pertencem a empresários, empresas de táxi aéreo e, em alguns casos, aos próprios parlamentares.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (PP-PB), usou um jatinho do empresário Marcelo Perboni em 14 de janeiro do ano passado para ir ao enterro do pai do deputado Arthur Lira (PP-AL).
Perboni é dono de uma rede de supermercados no Distrito Federal, entre outros negócios. “Na ocasião, em um momento de luto, Marcelo Perboni disponibilizou transporte para a ida do deputado citado (Motta), em caráter estritamente pessoal e solidário”, disse a assessoria de imprensa do empresário.
O deputado assumiu a presidência da Câmara no início de fevereiro de 2025 e, a partir daí, passou a ter direito a usar aviões da FAB (Força Aérea Brasileira).
Outro exemplo é o do senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Ele viajou três vezes em jatinhos da Prime You, empresa que teve o ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro entre seus sócios. Os trajetos aconteceram em 13 de março, 9 de abril e 12 de junho de 2025.
O parlamentar disse que não sabia quem era o dono do avião e que os voos foram pagos pelo advogado Ciro Soares, que atuou para Vorcaro.
“O advogado Ciro Soares, que tem residência e escritório em Salvador, advogado em casos do PSD da Bahia, me convidou para esses voos”, afirmou.
Soares afirmou que usa voos fretados quando precisa fazer viagens rápidas. “No presente caso, chamei o senador Otto para viajar comigo, que estava indo para o mesmo destino, Salvador”, explicou.
Um filho do senador, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia Otto Alencar Filho, tem participação numa empresa que recebeu R$ 12 milhões do Master entre 2022 e 2025.
Ele é dono da M&A Participação, que, por sua vez, é uma das donas da Mollitiam, que recebeu os recursos do Master. Em nota, Alencar Filho afirmou que a M&A tem ações e cotas de várias empresas. “Todos os serviços dessas empresas foram devidamente faturados; receitas, despesas e investimentos contabilizados; e impostos pagos”, disse.
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No Judiciário, os casos mais emblemáticos são os revelados pela Folha envolvendo os ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.
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O escritório de Viviane, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, recebeu R$ 80 milhões em dois anos do Banco Master, como revelado por documentos enviados à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado que investiga o crime organizado.
Segundo informações reveladas pelo jornal O Globo, o contrato do Master com o escritório previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos, R$ 3,6 milhões por mês.
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Já Kassio, que será empossado como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), viajou diversas vezes no avião do advogado eleitoral Gustavo Severo, que atua na corte.
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