Parlamentar pintou o corpo durante discurso contra eleição de Erika Hilton para comissão. (Foto: Reprodução/Alesp)
O MPF (Ministério Público Federal) determinou a abertura de investigação criminal contra a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) por suspeita de racismo e transfobia após ela pintar o corpo com base para peles negras durante discurso na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).
A decisão, assinada na última sexta-feira (27), determina a instauração de inquérito policial na Polícia Federal (PF) e aponta a necessidade de aprofundar a investigação sobre a conduta da parlamentar. Fabiana se pintou em protesto contra a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara.
Como primeiros passos da investigação, o órgão requisitou a oitiva de Bolsonaro – que não tem parentesco com a família do ex-presidente – e também das parlamentares Monica Seixas (PSOL) e Ediane Maria (PSOL), que reagiram ao discurso no plenário.
O advogado Alberto Rollo, que representa Fabiana, diz que irá aguardar a notificação do inquérito para “manifestação oportuna”.
O documento afirma que a manifestação combinou a simulação racial com questionamentos à legitimidade de mulheres trans em espaços institucionais, o que pode configurar transfobia – conduta equiparada ao crime de racismo pelo Supremo Tribunal Federal .
Este é o segundo procedimento aberto contra a deputada pelo episódio. No âmbito estadual, o promotor Ricardo Manuel Castro, do Ministério Público de São Paulo, já havia instaurado investigação na semana passada. Ele disse que é necessário “apurar responsabilidade da deputada estadual Fabiana de Lima Barroso (Fabiana Bolsonaro) por dano moral coletivo decorrente de discurso racista, transfóbico e misógino na tribuna.”
Além disso, 18 deputados estaduais de partidos como PT, PSOL, PCdoB e PSB protocolaram representação no Conselho de Ética da Alesp pedindo a apuração de possível quebra de decoro parlamentar. No pedido, solicitam punições que podem chegar à perda do mandato.
Fabiana se elegeu em 2022 após ter sido vice-prefeita de Barrinha, no interior de São Paulo. No mesmo pleito, mudou a autodeclaração de branca para parda e passou a adotar o sobrenome Bolsonaro. Com essa classificação, recebeu R$ 1.593,33 do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, destinado, em parte, a candidaturas negras. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo)
Weverton também já afirmou publicamente que deve orientar de forma favorável à indicação de Messias ao STF. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) Diante da estratégia do governo federal de atrasar o envio da mensagem com a indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), …
Ex-ministro da Previdência será ouvido na comissão nesta segunda (8) e deve se tornar alvo da oposição. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) O depoimento do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) na CPI do INSS tem causado apreensão no governo. Fora da pasta desde maio, após o escândalo das fraudes em descontos, ele recusou a proposta …
Motta afirmou que é preciso ter “um cuidado grande de não colocar a soberania nacional em risco com a aprovação de leis”. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados) O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após escolhe o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) para relatar o projeto antifacção do governo federal, fez outro movimento paralelo na prática. …
Deputado Sóstenes Cavalcante classificou a decisão de Moraes como “esdrúxula” e pontuou: “só resta a alternativa da PEC”.(Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados) A oposição no Congresso Nacional se movimenta para tentar ressuscitar o texto de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que concederia perdão “amplo, geral e irrestrito” aos condenados dos atos antidemocráticos de …
Ministério Público manda a Polícia Federal abrir inquérito contra a deputada Fabiana Bolsonaro, que fez blackface em plenário
Parlamentar pintou o corpo durante discurso contra eleição de Erika Hilton para comissão. (Foto: Reprodução/Alesp)
O MPF (Ministério Público Federal) determinou a abertura de investigação criminal contra a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) por suspeita de racismo e transfobia após ela pintar o corpo com base para peles negras durante discurso na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).
A decisão, assinada na última sexta-feira (27), determina a instauração de inquérito policial na Polícia Federal (PF) e aponta a necessidade de aprofundar a investigação sobre a conduta da parlamentar. Fabiana se pintou em protesto contra a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara.
Como primeiros passos da investigação, o órgão requisitou a oitiva de Bolsonaro – que não tem parentesco com a família do ex-presidente – e também das parlamentares Monica Seixas (PSOL) e Ediane Maria (PSOL), que reagiram ao discurso no plenário.
O advogado Alberto Rollo, que representa Fabiana, diz que irá aguardar a notificação do inquérito para “manifestação oportuna”.
O documento afirma que a manifestação combinou a simulação racial com questionamentos à legitimidade de mulheres trans em espaços institucionais, o que pode configurar transfobia – conduta equiparada ao crime de racismo pelo Supremo Tribunal Federal .
Este é o segundo procedimento aberto contra a deputada pelo episódio. No âmbito estadual, o promotor Ricardo Manuel Castro, do Ministério Público de São Paulo, já havia instaurado investigação na semana passada. Ele disse que é necessário “apurar responsabilidade da deputada estadual Fabiana de Lima Barroso (Fabiana Bolsonaro) por dano moral coletivo decorrente de discurso racista, transfóbico e misógino na tribuna.”
Além disso, 18 deputados estaduais de partidos como PT, PSOL, PCdoB e PSB protocolaram representação no Conselho de Ética da Alesp pedindo a apuração de possível quebra de decoro parlamentar. No pedido, solicitam punições que podem chegar à perda do mandato.
Fabiana se elegeu em 2022 após ter sido vice-prefeita de Barrinha, no interior de São Paulo. No mesmo pleito, mudou a autodeclaração de branca para parda e passou a adotar o sobrenome Bolsonaro. Com essa classificação, recebeu R$ 1.593,33 do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, destinado, em parte, a candidaturas negras. (Com informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo)
Related Posts
Manobra do Senado pode permitir sabatina de indicado por Lula para ministro do Supremo mesmo sem mensagem presidencial
Weverton também já afirmou publicamente que deve orientar de forma favorável à indicação de Messias ao STF. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) Diante da estratégia do governo federal de atrasar o envio da mensagem com a indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), …
O depoimento do ex-ministro da Previdência nesta segunda tem causado apreensão no governo, após o escândalo das fraudes envolvendo descontos de aposentados e pensionistas
Ex-ministro da Previdência será ouvido na comissão nesta segunda (8) e deve se tornar alvo da oposição. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) O depoimento do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) na CPI do INSS tem causado apreensão no governo. Fora da pasta desde maio, após o escândalo das fraudes em descontos, ele recusou a proposta …
Presidente da Câmara dos Deputados “escanteia” projeto que equipara organizações criminosas a terrorismo e cita soberania
Motta afirmou que é preciso ter “um cuidado grande de não colocar a soberania nacional em risco com a aprovação de leis”. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados) O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após escolhe o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) para relatar o projeto antifacção do governo federal, fez outro movimento paralelo na prática. …
Oposição articula proposta de emenda à Constituição da Anistia, após Alexandre de Moraes suspender lei que pode reduzir pena de Bolsonaro
Deputado Sóstenes Cavalcante classificou a decisão de Moraes como “esdrúxula” e pontuou: “só resta a alternativa da PEC”.(Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados) A oposição no Congresso Nacional se movimenta para tentar ressuscitar o texto de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que concederia perdão “amplo, geral e irrestrito” aos condenados dos atos antidemocráticos de …