Primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro. O segundo, se houver, será no dia 25 do mesmo mês. (Foto: Agência Brasil)
A eleição de 2026 será decidida pela percepção que os brasileiros têm da vida real, e não pelos indicadores oficiais, segundo especialistas reunidos no Brasil em Pauta NY, evento do Estadão que abriu a Brazil Week – semana em que líderes de diferentes áreas discutem o País na capital financeira mundial.
O encontro contou com os principais especialistas em pesquisas eleitorais e risco político que acompanham o País, como Christopher Garman, diretor-geral para América Latina do Eurasia Group; Felipe Nunes, cientista político e sócio-fundador da Quaest; e Andrei Roman, CEO da AtlasIntel. Também integraram a mesa o presidente do conselho de administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, e a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire.
Segundo Garman, da Eurasia, o preço dos alimentos é uma variável central na aprovação do governo, com cada oscilação se refletindo diretamente na boa imagem presidencial. Com a guerra no Oriente Médio e o El Niño, a recuperação nas pesquisas, a pouco meses do pleito, que geralmente acontece com candidatos à reeleição pode ser impactada.
“Há um pessimismo com o futuro do Brasil que eu não vejo há muito tempo”, diz Garman. “O brasileiro sempre reclamou do dia a dia, mas tinha otimismo com o futuro maior do que outros países. Neste ciclo, não estamos vendo isso, mas um grau de desalento mais profundo.”
Garman mostra a percepção nos números: segundo levantamento da Eurasia, 60% dos brasileiros acham que o País está na direção errada, 48% acham que a economia piorou e quase 60% acreditam terem perdido renda no último ano.
Roman, da AtlasIntel, vê um problema mais estrutural: a classe média se sente estagnada. O Nordeste já não entrega o mesmo bônus eleitoral e o Bolsa Família virou direito, não moeda de troca. “O Bolsa Família não é mais visto como um programa que poderia ser cancelado por um outro governo, tampouco é mais atrelado ao Lula”, afirmou.
O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro. Já o segundo, se houver, será no dia 25 do mesmo mês. (Com informações de O Estado de S.Paulo)
Os interessados em ocupar uma cadeira do TCU devem ter no mínimo 35 anos, idoneidade moral e reputação ilibada. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados) A confusão provocada pela tentativa do Tribunal de Contas da União (TCU) de interferir diretamente na liquidação do Banco Master mostrou por que o cargo de ministro da Corte se tornou …
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A eleição de outubro será decidida pela percepção que os brasileiros têm da vida real e não por indicadores oficiais
Primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro. O segundo, se houver, será no dia 25 do mesmo mês. (Foto: Agência Brasil)
A eleição de 2026 será decidida pela percepção que os brasileiros têm da vida real, e não pelos indicadores oficiais, segundo especialistas reunidos no Brasil em Pauta NY, evento do Estadão que abriu a Brazil Week – semana em que líderes de diferentes áreas discutem o País na capital financeira mundial.
O encontro contou com os principais especialistas em pesquisas eleitorais e risco político que acompanham o País, como Christopher Garman, diretor-geral para América Latina do Eurasia Group; Felipe Nunes, cientista político e sócio-fundador da Quaest; e Andrei Roman, CEO da AtlasIntel. Também integraram a mesa o presidente do conselho de administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, e a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire.
Segundo Garman, da Eurasia, o preço dos alimentos é uma variável central na aprovação do governo, com cada oscilação se refletindo diretamente na boa imagem presidencial. Com a guerra no Oriente Médio e o El Niño, a recuperação nas pesquisas, a pouco meses do pleito, que geralmente acontece com candidatos à reeleição pode ser impactada.
“Há um pessimismo com o futuro do Brasil que eu não vejo há muito tempo”, diz Garman. “O brasileiro sempre reclamou do dia a dia, mas tinha otimismo com o futuro maior do que outros países. Neste ciclo, não estamos vendo isso, mas um grau de desalento mais profundo.”
Garman mostra a percepção nos números: segundo levantamento da Eurasia, 60% dos brasileiros acham que o País está na direção errada, 48% acham que a economia piorou e quase 60% acreditam terem perdido renda no último ano.
Roman, da AtlasIntel, vê um problema mais estrutural: a classe média se sente estagnada. O Nordeste já não entrega o mesmo bônus eleitoral e o Bolsa Família virou direito, não moeda de troca. “O Bolsa Família não é mais visto como um programa que poderia ser cancelado por um outro governo, tampouco é mais atrelado ao Lula”, afirmou.
O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro. Já o segundo, se houver, será no dia 25 do mesmo mês. (Com informações de O Estado de S.Paulo)
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