Presidente da Assembleia Legislativa, deputado Sérgio Peres, presidente do TRE-RS, desembargador Mario Crespo Brum e Vice-presidente da AGERT, Luís Cardoso
Foto: Renata Simmi
Em um cenário no qual a confiança nas instituições se tornou ativo estratégico da democracia, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) lançou, nesta terça-feira (14), uma campanha que vai além do caráter informativo. Com o slogan “Biometria: o futuro tem a sua digital”, a iniciativa busca consolidar a identificação biométrica como instrumento central de segurança eleitoral e ampliar a adesão entre os eleitores que ainda estão fora do sistema.
Ao destacar que cabe à Justiça Eleitoral “garantir a legitimidade do processo democrático, assegurando que cada cidadã e cada cidadão possa exercer o direito ao voto com segurança e tranquilidade”, o presidente do TRE-RS, desembargador Mario Crespo Brum, posicionou a biometria como elemento-chave nesse esforço.
No plano político, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Sérgio Peres, reforçou o papel da tecnologia como aliada da democracia. “Tudo o que é digital oferece mais segurança”, afirmou, ao defender o uso de mecanismos modernos para assegurar o direito ao voto.
A estratégia de comunicação da campanha também se apoia na capilaridade dos meios tradicionais. Representando a AGERT, o vice-presidente Luís Cardoso destacou que a parceria busca “levar informação precisa ao eleitorado, além de atuar com equilíbrio e contribuir para a lisura do processo democrático”, indicando um esforço coordenado para ampliar o alcance da mensagem em todo o estado.
O encerramento do evento foi marcado por um gesto simbólico: Desembargadora Jane Vidal será integrante substituta do TRE gaúcho realizou o cadastro biométrico durante a cerimônia, evidenciando a agilidade do procedimento. A demonstração prática reforça um dos principais eixos da campanha — reduzir a percepção de burocracia e incentivar a adesão.
Com 87% do eleitorado já biometrizado, o Rio Grande do Sul apresenta um índice elevado de cobertura. Ainda assim, o percentual restante representa um desafio mais complexo do que os números sugerem. Trata-se, em grande parte, de eleitores com menor acesso a serviços digitais, residentes em áreas mais afastadas ou com baixa percepção de urgência em relação ao cadastramento.
Esse cenário impõe uma mudança de estratégia. Se, em etapas anteriores, o foco estava na ampliação em larga escala, o momento atual exige ações mais direcionadas, capazes de alcançar públicos específicos e superar barreiras práticas e informacionais.
Mais do que um avanço tecnológico, a biometria assume papel relevante na consolidação da segurança eleitoral. Ao reforçar a identificação do eleitor, o sistema reduz riscos de inconsistências e contribui para a transparência do processo, em um contexto no qual a credibilidade das instituições permanece sob constante escrutínio.
Ao lançar a campanha, o TRE-RS sinaliza que a etapa atual não é apenas de expansão, mas de qualificação do sistema. O desafio deixa de ser quantitativo e passa a ser estratégico: alcançar quem ainda está fora e transformar adesão em confiança.
No fim, a coleta da digital vai além do registro biométrico. Ela representa um gesto concreto de participação — e, sobretudo, de reconhecimento do processo democrático como espaço legítimo de decisão coletiva. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
A decisão do decano sobre a suspensão da quebra de sigilo ainda será analisada pelo plenário do STF. (Foto: Gustavo Moreno/STF) O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, rejeitou na última sexta-feira (27) um recurso apresentado pela CPI do Crime Organizado que buscava reestabelecer a quebra de sigilo da Maridt Participações, empresa ligada …
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TRE-RS mira eleitor resistente em ofensiva por cadastramento biométrico
Presidente da Assembleia Legislativa, deputado Sérgio Peres, presidente do TRE-RS, desembargador Mario Crespo Brum e Vice-presidente da AGERT, Luís Cardoso
Foto: Renata Simmi
Em um cenário no qual a confiança nas instituições se tornou ativo estratégico da democracia, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) lançou, nesta terça-feira (14), uma campanha que vai além do caráter informativo. Com o slogan “Biometria: o futuro tem a sua digital”, a iniciativa busca consolidar a identificação biométrica como instrumento central de segurança eleitoral e ampliar a adesão entre os eleitores que ainda estão fora do sistema.
Ao destacar que cabe à Justiça Eleitoral “garantir a legitimidade do processo democrático, assegurando que cada cidadã e cada cidadão possa exercer o direito ao voto com segurança e tranquilidade”, o presidente do TRE-RS, desembargador Mario Crespo Brum, posicionou a biometria como elemento-chave nesse esforço.
No plano político, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Sérgio Peres, reforçou o papel da tecnologia como aliada da democracia. “Tudo o que é digital oferece mais segurança”, afirmou, ao defender o uso de mecanismos modernos para assegurar o direito ao voto.
A estratégia de comunicação da campanha também se apoia na capilaridade dos meios tradicionais. Representando a AGERT, o vice-presidente Luís Cardoso destacou que a parceria busca “levar informação precisa ao eleitorado, além de atuar com equilíbrio e contribuir para a lisura do processo democrático”, indicando um esforço coordenado para ampliar o alcance da mensagem em todo o estado.
O encerramento do evento foi marcado por um gesto simbólico: Desembargadora Jane Vidal será integrante substituta do TRE gaúcho realizou o cadastro biométrico durante a cerimônia, evidenciando a agilidade do procedimento. A demonstração prática reforça um dos principais eixos da campanha — reduzir a percepção de burocracia e incentivar a adesão.
Com 87% do eleitorado já biometrizado, o Rio Grande do Sul apresenta um índice elevado de cobertura. Ainda assim, o percentual restante representa um desafio mais complexo do que os números sugerem. Trata-se, em grande parte, de eleitores com menor acesso a serviços digitais, residentes em áreas mais afastadas ou com baixa percepção de urgência em relação ao cadastramento.
Esse cenário impõe uma mudança de estratégia. Se, em etapas anteriores, o foco estava na ampliação em larga escala, o momento atual exige ações mais direcionadas, capazes de alcançar públicos específicos e superar barreiras práticas e informacionais.
Mais do que um avanço tecnológico, a biometria assume papel relevante na consolidação da segurança eleitoral. Ao reforçar a identificação do eleitor, o sistema reduz riscos de inconsistências e contribui para a transparência do processo, em um contexto no qual a credibilidade das instituições permanece sob constante escrutínio.
Ao lançar a campanha, o TRE-RS sinaliza que a etapa atual não é apenas de expansão, mas de qualificação do sistema. O desafio deixa de ser quantitativo e passa a ser estratégico: alcançar quem ainda está fora e transformar adesão em confiança.
No fim, a coleta da digital vai além do registro biométrico. Ela representa um gesto concreto de participação — e, sobretudo, de reconhecimento do processo democrático como espaço legítimo de decisão coletiva. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)
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