Tarcísio questionou as provas reunidas contra Bolsonaro e aliados no processo por golpe de Estado.
Foto: Reprodução
Tarcísio questionou as provas reunidas contra Bolsonaro e aliados no processo por golpe de Estado. (Foto: Reprodução)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu neste domingo (7) anistia para Jair Bolsonaro, réu por golpe de Estado, e criticou o que chamou de “tirania” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do processo contra o ex-presidente.
Tarcísio discursou no ato da Avenida Paulista convocado pelo pastor Silas Malafaia para pedir anistia para condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023 e por crimes contra a democracia.
Durante a fala do governador, manifestantes começaram a gritar “fora, Moraes”. E Tarcísio respondeu: “Por que vocês estão gritando isso? Talvez porque ninguém aguente mais. Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes. Ninguém aguenta mais o que está acontecendo nesse País.”
Bolsonaro está em prisão domiciliar e não pode participar de eventos públicos, nem por vídeo, porque violou medidas restritivas impostas anteriormente. Na terça-feira (9), o STF vai retomar o julgamento em que ele pode ser condenado por golpe de Estado e mais quatro crimes. Se for condenado, as penas podem somar até 43 anos de prisão.
Tarcísio questionou as provas reunidas contra Bolsonaro e aliados no processo por golpe de Estado e chamou de “mentirosa” a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro que colaborou com as investigações.
“Tentam criar uma narrativa de que o 8 de janeiro foi uma tentativa de golpe de Estado. Todos os advogados disseram que não conseguiram fazer a defesa. Será que isso nos dá um julgamento justo? Não existe documento, não existe ordem. Como vou condenar uma pessoa sem nenhuma prova? Se a gente está aqui hoje defendendo a anistia, essa anistia tem que ser ampla”, afirmou.
Cotado para disputar a presidência em 2026, o governador disse que Bolsonaro deveria ser candidato. “É fundamental que tenhamos Bolsonaro na eleição do ano que vem. Só existe um candidato: é Jair Messias Bolsonaro”, disse.
Bolsonaro está inelegível até 2030 porque foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político na eleição de 2022. Tarcísio também puxou um coro de manifestantes para pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), a colocar em votação um projeto de anistia. “Trazer a anistia para a pauta é trazer justiça. É resgatar o País.”
Ato
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram na tarde deste domingo (7) na avenida Paulista, em São Paulo, para uma manifestação que pediu anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
Os participantes começaram a se concentrar na avenida por volta das 13h com cartazes e bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel. Eles também estenderam uma bandeira gigante dos Estados Unidos. Aliados do ex-presidente também discursaram no carro de som, entre eles o pastor Silas Malafaia, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante.
Participaram também da manifestação o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Em seu discurso, Valdemar afirmou: “Nós não temos plano B, nosso plano é Bolsonaro presidente. […] Vamos aprovar a anistia. O PP está com o PL, União Brasil, PSD. Nós temos maioria para aprovar a anistia”, disse.
O deputado Sóstenes Cavalcante chamou o ministro Alexandre de Moraes de ditador em seu discurso.
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Tarcísio defende anistia para Bolsonaro e diz que “ninguém aguenta mais a tirania de Moraes”
Tarcísio questionou as provas reunidas contra Bolsonaro e aliados no processo por golpe de Estado.
Foto: Reprodução
Tarcísio questionou as provas reunidas contra Bolsonaro e aliados no processo por golpe de Estado. (Foto: Reprodução)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu neste domingo (7) anistia para Jair Bolsonaro, réu por golpe de Estado, e criticou o que chamou de “tirania” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do processo contra o ex-presidente.
Tarcísio discursou no ato da Avenida Paulista convocado pelo pastor Silas Malafaia para pedir anistia para condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023 e por crimes contra a democracia.
Durante a fala do governador, manifestantes começaram a gritar “fora, Moraes”. E Tarcísio respondeu: “Por que vocês estão gritando isso? Talvez porque ninguém aguente mais. Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes. Ninguém aguenta mais o que está acontecendo nesse País.”
Bolsonaro está em prisão domiciliar e não pode participar de eventos públicos, nem por vídeo, porque violou medidas restritivas impostas anteriormente. Na terça-feira (9), o STF vai retomar o julgamento em que ele pode ser condenado por golpe de Estado e mais quatro crimes. Se for condenado, as penas podem somar até 43 anos de prisão.
Tarcísio questionou as provas reunidas contra Bolsonaro e aliados no processo por golpe de Estado e chamou de “mentirosa” a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro que colaborou com as investigações.
“Tentam criar uma narrativa de que o 8 de janeiro foi uma tentativa de golpe de Estado. Todos os advogados disseram que não conseguiram fazer a defesa. Será que isso nos dá um julgamento justo? Não existe documento, não existe ordem. Como vou condenar uma pessoa sem nenhuma prova? Se a gente está aqui hoje defendendo a anistia, essa anistia tem que ser ampla”, afirmou.
Cotado para disputar a presidência em 2026, o governador disse que Bolsonaro deveria ser candidato. “É fundamental que tenhamos Bolsonaro na eleição do ano que vem. Só existe um candidato: é Jair Messias Bolsonaro”, disse.
Bolsonaro está inelegível até 2030 porque foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político na eleição de 2022. Tarcísio também puxou um coro de manifestantes para pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), a colocar em votação um projeto de anistia. “Trazer a anistia para a pauta é trazer justiça. É resgatar o País.”
Ato
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram na tarde deste domingo (7) na avenida Paulista, em São Paulo, para uma manifestação que pediu anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
Os participantes começaram a se concentrar na avenida por volta das 13h com cartazes e bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel. Eles também estenderam uma bandeira gigante dos Estados Unidos. Aliados do ex-presidente também discursaram no carro de som, entre eles o pastor Silas Malafaia, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante.
Participaram também da manifestação o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Em seu discurso, Valdemar afirmou: “Nós não temos plano B, nosso plano é Bolsonaro presidente. […] Vamos aprovar a anistia. O PP está com o PL, União Brasil, PSD. Nós temos maioria para aprovar a anistia”, disse.
O deputado Sóstenes Cavalcante chamou o ministro Alexandre de Moraes de ditador em seu discurso.
https://www.osul.com.br/tarcisio-defende-anistia-para-bolsonaro-e-diz-que-ninguem-aguenta-mais-a-tirania-de-moraes/
Tarcísio defende anistia para Bolsonaro e diz que “ninguém aguenta mais a tirania de Moraes”
2025-09-07
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