A decisão estabelece um regime de transição que valerá até que o Congresso Nacional aprove uma lei específica para regulamentar quais verbas indenizatórias poderão ser pagas.
Foto: Victor Piemonte/STF
A decisão estabelece um regime de transição que valerá até que o Congresso Nacional aprove uma lei específica para regulamentar quais verbas indenizatórias poderão ser pagas. (Foto: Victor Piemonte/STF)
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (25), extinguir 15 tipos de benefícios adicionais pagos a servidores públicos, os chamados “penduricalhos”, e manter oito verbas de caráter indenizatório. A Corte também fixou um limite para esses pagamentos: a soma dos adicionais não poderá ultrapassar 35% do subsídio bruto, atualmente em R$ 46.366,19 — valor que corresponde ao teto do funcionalismo público federal, pago aos ministros do tribunal.
A decisão estabelece um regime de transição que valerá até que o Congresso Nacional aprove uma lei específica para regulamentar quais verbas indenizatórias poderão ser pagas às carreiras de Estado. Até lá, ficam definidos critérios provisórios para uniformizar o pagamento desses adicionais e conter distorções.
Entre as parcelas mantidas está a chamada valorização por tempo de antiguidade na carreira, aplicável a servidores ativos e inativos. O benefício será calculado em 5% do subsídio a cada cinco anos de efetivo exercício em atividade jurídica, limitado ao teto de 35%, mediante solicitação e comprovação.
Por outro lado, o STF determinou a exclusão de uma série de benefícios considerados incompatíveis com o caráter indenizatório ou sem respaldo legal claro. Entre eles estão auxílio-moradia, auxílio-alimentação sem previsão específica, auxílio-combustível, auxílio-natalidade, auxílio-creche e assistência pré-escolar. Também foram vetadas licenças compensatórias por acúmulo de acervo, funções administrativas ou plantões, além de gratificações por localidade, indenizações por telecomunicações e pagamentos relacionados a cursos no exterior.
A decisão ocorre em meio a pressões por maior transparência e controle dos gastos públicos, especialmente em relação aos salários do funcionalismo. Nos últimos anos, o pagamento de benefícios adicionais vinha sendo alvo de críticas por permitir que remunerações ultrapassassem o teto constitucional por meio de verbas classificadas como indenizatórias.
Com a medida, o Supremo busca estabelecer parâmetros mais claros e limitar a expansão desses adicionais, enquanto o tema segue em discussão no Legislativo. A expectativa é que uma lei futura defina, de forma definitiva, quais benefícios poderão ser mantidos e sob quais condições.
Depois que o texto for aprovado pelos deputados, a proposta ainda precisará ser analisada pelo Senado. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) Após reunião com o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou a intenção de pautar, ainda no primeiro semestre, o projeto que regula a situação de trabalhadores …
Nesta sexta-feira (12), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão tendo como alvo assessora ligada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL). (Foto: Polícia Federal/Divulgação) A deflagração de operações da Polícia Federal sobre desvio de recursos públicos tem azedado ainda mais a já conturbada relação entre Congresso, governo e STF (Supremo Tribunal …
Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira enxergaram suposto viés ideológico em propaganda. (Fotos: Pedro França/Agência Senado e Bruno Spada/Câmara dos Deputados.) O novo comercial da Havaianas, estrelado pela atriz Fernanda Torres, gerou polêmica com políticos brasileiros de direita. Na propaganda, ela afirma aos espectadores que não deseja que eles comecem o próximo ano “com o pé …
“Nenhum parlamentar pode ser julgado sob a vontade de um presidente ou qualquer outro deputado”, declarou Motta Foto: Reprodução de TV “Nenhum parlamentar pode ser julgado sob a vontade de um presidente ou qualquer outro deputado”, declarou Motta. (Foto: Reprodução de TV) O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (3) …
Supremo tem maioria para limitar penduricalhos até 35% do teto do funcionalismo
A decisão estabelece um regime de transição que valerá até que o Congresso Nacional aprove uma lei específica para regulamentar quais verbas indenizatórias poderão ser pagas.
Foto: Victor Piemonte/STF
A decisão estabelece um regime de transição que valerá até que o Congresso Nacional aprove uma lei específica para regulamentar quais verbas indenizatórias poderão ser pagas. (Foto: Victor Piemonte/STF)
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (25), extinguir 15 tipos de benefícios adicionais pagos a servidores públicos, os chamados “penduricalhos”, e manter oito verbas de caráter indenizatório. A Corte também fixou um limite para esses pagamentos: a soma dos adicionais não poderá ultrapassar 35% do subsídio bruto, atualmente em R$ 46.366,19 — valor que corresponde ao teto do funcionalismo público federal, pago aos ministros do tribunal.
A decisão estabelece um regime de transição que valerá até que o Congresso Nacional aprove uma lei específica para regulamentar quais verbas indenizatórias poderão ser pagas às carreiras de Estado. Até lá, ficam definidos critérios provisórios para uniformizar o pagamento desses adicionais e conter distorções.
Entre as parcelas mantidas está a chamada valorização por tempo de antiguidade na carreira, aplicável a servidores ativos e inativos. O benefício será calculado em 5% do subsídio a cada cinco anos de efetivo exercício em atividade jurídica, limitado ao teto de 35%, mediante solicitação e comprovação.
Por outro lado, o STF determinou a exclusão de uma série de benefícios considerados incompatíveis com o caráter indenizatório ou sem respaldo legal claro. Entre eles estão auxílio-moradia, auxílio-alimentação sem previsão específica, auxílio-combustível, auxílio-natalidade, auxílio-creche e assistência pré-escolar. Também foram vetadas licenças compensatórias por acúmulo de acervo, funções administrativas ou plantões, além de gratificações por localidade, indenizações por telecomunicações e pagamentos relacionados a cursos no exterior.
A decisão ocorre em meio a pressões por maior transparência e controle dos gastos públicos, especialmente em relação aos salários do funcionalismo. Nos últimos anos, o pagamento de benefícios adicionais vinha sendo alvo de críticas por permitir que remunerações ultrapassassem o teto constitucional por meio de verbas classificadas como indenizatórias.
Com a medida, o Supremo busca estabelecer parâmetros mais claros e limitar a expansão desses adicionais, enquanto o tema segue em discussão no Legislativo. A expectativa é que uma lei futura defina, de forma definitiva, quais benefícios poderão ser mantidos e sob quais condições.
Related Posts
Presidente da Câmara dos Deputados sinaliza que pode pautar projeto que regula trabalho de aplicativos
Depois que o texto for aprovado pelos deputados, a proposta ainda precisará ser analisada pelo Senado. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil) Após reunião com o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou a intenção de pautar, ainda no primeiro semestre, o projeto que regula a situação de trabalhadores …
Operações da Polícia Federal incomodam Congresso e ampliam atrito com o governo Lula e o Supremo
Nesta sexta-feira (12), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão tendo como alvo assessora ligada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL). (Foto: Polícia Federal/Divulgação) A deflagração de operações da Polícia Federal sobre desvio de recursos públicos tem azedado ainda mais a já conturbada relação entre Congresso, governo e STF (Supremo Tribunal …
Comercial da Havaianas com Fernanda Torres gera reação de políticos de direita; entenda a polêmica
Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira enxergaram suposto viés ideológico em propaganda. (Fotos: Pedro França/Agência Senado e Bruno Spada/Câmara dos Deputados.) O novo comercial da Havaianas, estrelado pela atriz Fernanda Torres, gerou polêmica com políticos brasileiros de direita. Na propaganda, ela afirma aos espectadores que não deseja que eles comecem o próximo ano “com o pé …
Presidente da Câmara diz que os deputados devem ser julgados pelo regimento interno da Casa
“Nenhum parlamentar pode ser julgado sob a vontade de um presidente ou qualquer outro deputado”, declarou Motta Foto: Reprodução de TV “Nenhum parlamentar pode ser julgado sob a vontade de um presidente ou qualquer outro deputado”, declarou Motta. (Foto: Reprodução de TV) O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (3) …