Vieira sustenta que houve interferência do Judiciário nos trabalhos da CPI
Foto: Pedro Franca/Agência Senado
Vieira sustenta que houve interferência do Judiciário nos trabalhos da CPI. (Foto: Pedro Franca/Agência Senado)
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, afirma que sofreu ameaças diretas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o andamento da comissão e atribuiu a derrota de seu relatório a uma articulação política dentro do Senado. Em entrevista, ele nega falhas técnicas no parecer, denuncia tentativa de perseguição institucional e sustenta que houve interferência do Judiciário nos trabalhos da CPI, rejeitando a existência de crise entre os Poderes.
Ele respondeu sobre o seu relatório pedir o indiciamento de ministros do STF, mas acabou derrotado dentro da própria CPI.
“Os fatos são persistentes, pois sempre aparecem, independentemente da narrativa. O relatório foi derrotado porque, em uma atuação integrada do presidente da Casa e do governo Lula, houve a substituição de dois membros da CPI. Saíram dois integrantes que acompanharam todas as sessões e atos da comissão e entraram dois senadores do PT que nunca estiveram na CPI, não acompanharam nenhum ato, não leram o conteúdo e votaram remotamente contra o relatório. Embora o regimento permita tal manobra, fica evidente que a derrota não ocorreu por qualquer falha no relatório”, salientou.
Recurso
Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES) e Marcos do Val (Avante-ES) entraram com um recurso, endereçado à Mesa Diretora do Senado, para tentar anular a votação da CPI do Crime Organizado que derrotou o relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
O emedebista havia pedido o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, mas o parecer foi derrotado por seis votos a quatro.
Na terça-feira, último dia da CPI e data em que o relatório foi votado, governistas promoveram a substituição de dois senadores de oposição em uma ofensiva para impedir a votação do texto ou derrotá-lo na última sessão da comissão. Deixaram o colegiado Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val, ambos integrantes do Bloco Parlamentar Democracia (MDB, PSDB, Podemos e União Brasil) e favoráveis ao parecer. Em seus lugares, entraram Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE), alinhados ao governo. No recurso, os três senadores da oposição reclamam da estratégia da base do governo.
“Não faria sentido reconhecer a força normativa da proporcionalidade apenas na origem da CPI e admitir, logo depois, que ela pudesse ser esvaziada por substituições estratégicas capazes de alterar artificialmente a correlação interna de forças justamente no ato de votação”.
A Mesa do Senado, no entanto, é comandada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que já sinalizou resistência ao relatório elaborado por Vieira. Logo após o parecer ser apresentado, Alcolumbre disse em um cerimônia no Palácio do Planalto que existem “agressões permanentes às instituições”. (Com informações do jornais O Globo e O Tempo)
A advertência foi feita em público por Carlos Bolsonaro (D). (Foto: Reprodução/Instagram) Há uma crise na campanha do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A advertência foi feita em público por um dos irmãos do candidato, o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro. Ele afirma que o irmão, filiado ao Partido Liberal …
Deputado federal Giovani Cherini (PL). (Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados) Transparência reforçada Hortas inclusivas Avançou na Comissão de Agricultura do Senado o projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) que incentiva a criação de hortas comunitárias suspensas em escolas e unidades de assistência social. Já em análise na Comissão de Educação, a matéria prevê estruturas em …
Desde a manutenção da prisão de Vorcaro (foto), só se fala na iminência de uma delação do ex-banqueiro. (Foto: Reprodução) Desde a última sexta-feira (13), com a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de confirmar a prisão preventiva de Daniel Vorcaro determinada dez dias atrás por André Mendonça e a contratação do …
Fabiano Zettel é apontado como o principal operador financeiro do ex-banqueiro. Foto: Reprodução Fabiano Zettel é apontado como o principal operador financeiro do ex-banqueiro. (Foto: Reprodução) A Polícia Federal (PF) analisa ordens de pagamentos e citações a transações financeiras encontradas em mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Fabiano Zettel, seu cunhado, que …
Senador Alessandro Vieira diz que “não há crise entre Poderes, mas, sim, perseguição”
Vieira sustenta que houve interferência do Judiciário nos trabalhos da CPI
Foto: Pedro Franca/Agência Senado
Vieira sustenta que houve interferência do Judiciário nos trabalhos da CPI. (Foto: Pedro Franca/Agência Senado)
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, afirma que sofreu ameaças diretas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o andamento da comissão e atribuiu a derrota de seu relatório a uma articulação política dentro do Senado. Em entrevista, ele nega falhas técnicas no parecer, denuncia tentativa de perseguição institucional e sustenta que houve interferência do Judiciário nos trabalhos da CPI, rejeitando a existência de crise entre os Poderes.
Ele respondeu sobre o seu relatório pedir o indiciamento de ministros do STF, mas acabou derrotado dentro da própria CPI.
“Os fatos são persistentes, pois sempre aparecem, independentemente da narrativa. O relatório foi derrotado porque, em uma atuação integrada do presidente da Casa e do governo Lula, houve a substituição de dois membros da CPI. Saíram dois integrantes que acompanharam todas as sessões e atos da comissão e entraram dois senadores do PT que nunca estiveram na CPI, não acompanharam nenhum ato, não leram o conteúdo e votaram remotamente contra o relatório. Embora o regimento permita tal manobra, fica evidente que a derrota não ocorreu por qualquer falha no relatório”, salientou.
Recurso
Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES) e Marcos do Val (Avante-ES) entraram com um recurso, endereçado à Mesa Diretora do Senado, para tentar anular a votação da CPI do Crime Organizado que derrotou o relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
O emedebista havia pedido o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, mas o parecer foi derrotado por seis votos a quatro.
Na terça-feira, último dia da CPI e data em que o relatório foi votado, governistas promoveram a substituição de dois senadores de oposição em uma ofensiva para impedir a votação do texto ou derrotá-lo na última sessão da comissão. Deixaram o colegiado Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val, ambos integrantes do Bloco Parlamentar Democracia (MDB, PSDB, Podemos e União Brasil) e favoráveis ao parecer. Em seus lugares, entraram Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE), alinhados ao governo. No recurso, os três senadores da oposição reclamam da estratégia da base do governo.
“Não faria sentido reconhecer a força normativa da proporcionalidade apenas na origem da CPI e admitir, logo depois, que ela pudesse ser esvaziada por substituições estratégicas capazes de alterar artificialmente a correlação interna de forças justamente no ato de votação”.
A Mesa do Senado, no entanto, é comandada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que já sinalizou resistência ao relatório elaborado por Vieira. Logo após o parecer ser apresentado, Alcolumbre disse em um cerimônia no Palácio do Planalto que existem “agressões permanentes às instituições”. (Com informações do jornais O Globo e O Tempo)
Related Posts
“Falta de apoio” no Partido Liberal abre crise na campanha de Flávio Bolsonaro
A advertência foi feita em público por Carlos Bolsonaro (D). (Foto: Reprodução/Instagram) Há uma crise na campanha do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A advertência foi feita em público por um dos irmãos do candidato, o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro. Ele afirma que o irmão, filiado ao Partido Liberal …
Transparência pública: proposta endurece regras para classificação de informações sigilosas
Deputado federal Giovani Cherini (PL). (Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados) Transparência reforçada Hortas inclusivas Avançou na Comissão de Agricultura do Senado o projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) que incentiva a criação de hortas comunitárias suspensas em escolas e unidades de assistência social. Já em análise na Comissão de Educação, a matéria prevê estruturas em …
Quem vai delatar primeiro? As muitas delações do Caso Master
Desde a manutenção da prisão de Vorcaro (foto), só se fala na iminência de uma delação do ex-banqueiro. (Foto: Reprodução) Desde a última sexta-feira (13), com a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de confirmar a prisão preventiva de Daniel Vorcaro determinada dez dias atrás por André Mendonça e a contratação do …
Polícia Federal vê cunhado de Vorcaro como fundamental em investigação e analisa pagamentos ligados a políticos
Fabiano Zettel é apontado como o principal operador financeiro do ex-banqueiro. Foto: Reprodução Fabiano Zettel é apontado como o principal operador financeiro do ex-banqueiro. (Foto: Reprodução) A Polícia Federal (PF) analisa ordens de pagamentos e citações a transações financeiras encontradas em mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Fabiano Zettel, seu cunhado, que …