Foram 64 votos a favor e nenhum votos contrário. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (10) o Projeto Antifacção, que visa combater o crime organizado no Brasil. Foram 64 votos a favor e nenhum votos contrário.
O texto do relator no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), reformula a proposta aprovada pela Câmara, em novembro. Em vez de criar uma nova legislação para punir membros de grupos criminosos, ele propõe atualizar a já existente Lei das Organizações Criminosas.
A mudança era um pleito do Ministério da Justiça e da Polícia Federal, que enxergavam na opção adotada pela Câmara uma brecha jurídica para beneficiar criminosos.
O relator retomou no texto a diferenciação proposta pelo governo para organizações criminosas, facções e milícias, propondo níveis diferentes de penas. A proposta também acaba com visitas íntimas para presos provisórios ou condenados como membros desses grupos.
O relator modificou e retirou uma série de pontos que, na avaliação técnica de seu gabinete, são inconstitucionais, como o fim do auxílio-reclusão e a proibição para que presos provisórios votem nas eleições.
A proposta cria o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado e aumenta a punição — estabelecendo até 60 anos de prisão para lideranças e com possibilidade de agravantes — e dificulta a progressão de regime para membros de grupos criminosos.
Também prevê que chefes de facções e milícias terão de cumprir as penas em presídios federais de segurança máxima.
Além disso, o projeto propõe que a infiltração de grupos criminosos na gestão de instituições financeiras poderá ter pena ampliada.
Vieira retomou retomou na proposta uma sugestão do governo, para permitir que delatores atuem como infiltrados em investigações. A proposta tinha sido abandonada pelo relator da Câmara, Guilherme Derrite (PP-SP).
O projeto também cria forças-tarefas no modelo de Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), propõe que conversas e visitas a presos de organizações criminosas e milícias sejam monitoradas e cria um banco de dados nacional com informações de membros e empresas envolvidas com organizações criminosas e milícias.
A proposta prevê que 60% dos recursos da Cide-Bets sejam destinados para Estados e o Distrito Federal. “Inclusive por transferência fundo a fundo, desde que os valores sejam mantidos em subconta específica dos fundos estaduais de segurança pública, carimbados exclusivamente para ações de combate ao crime organizado e de expansão e qualificação do sistema prisional, vedado seu desvio para outras finalidades”, afirmou Vieira.
https://www.osul.com.br/senado-aprova-projeto-antifaccao-para-combate-ao-crime-organizado/ Senado aprova Projeto Antifacção para combate ao crime organizado 2025-12-10
A medida já havia passado por uma análise dos senadores em 2022 Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado A medida já havia passado por uma análise dos senadores em 2022. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado) O Senado aprovou nesta terça-feira (7) o projeto de lei que cria o Sistema Nacional de Educação (SNE), conhecido como “SUS da Educação”. …
Aliados do senador falam em expectativa de que proposta seja aprovada no começo de 2027. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) Defender uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para acabar com a reeleição para presidente da República foi uma maneira de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) buscar apoio de governadores e partidos ao seu projeto presidencial deste ano. …
Zambelli é alvo de um pedido de cassação que tramita na CCJ da Câmara dos Deputados. (Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados) A AGU alegou que os documentos sobre o processo de Zambelli “dizem respeito à estratégia jurídica de defesa dos interesses do Estado brasileiro e às teses e argumentos que o Brasil deve levar ao …
Nas redes sociais, Jordy acrescentou que é alvo de uma “perseguição implacável” e de “pesca probatória”.(Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados) Alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que a estrutura da corporação está sendo usada para “intimidar” a oposição. A suspeita da investigação é que os gabinetes …
Senado aprova Projeto Antifacção para combate ao crime organizado
Foram 64 votos a favor e nenhum votos contrário.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Foram 64 votos a favor e nenhum votos contrário. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (10) o Projeto Antifacção, que visa combater o crime organizado no Brasil. Foram 64 votos a favor e nenhum votos contrário.
O texto do relator no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), reformula a proposta aprovada pela Câmara, em novembro. Em vez de criar uma nova legislação para punir membros de grupos criminosos, ele propõe atualizar a já existente Lei das Organizações Criminosas.
A mudança era um pleito do Ministério da Justiça e da Polícia Federal, que enxergavam na opção adotada pela Câmara uma brecha jurídica para beneficiar criminosos.
O relator retomou no texto a diferenciação proposta pelo governo para organizações criminosas, facções e milícias, propondo níveis diferentes de penas. A proposta também acaba com visitas íntimas para presos provisórios ou condenados como membros desses grupos.
O relator modificou e retirou uma série de pontos que, na avaliação técnica de seu gabinete, são inconstitucionais, como o fim do auxílio-reclusão e a proibição para que presos provisórios votem nas eleições.
A proposta cria o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado e aumenta a punição — estabelecendo até 60 anos de prisão para lideranças e com possibilidade de agravantes — e dificulta a progressão de regime para membros de grupos criminosos.
Também prevê que chefes de facções e milícias terão de cumprir as penas em presídios federais de segurança máxima.
Além disso, o projeto propõe que a infiltração de grupos criminosos na gestão de instituições financeiras poderá ter pena ampliada.
Vieira retomou retomou na proposta uma sugestão do governo, para permitir que delatores atuem como infiltrados em investigações. A proposta tinha sido abandonada pelo relator da Câmara, Guilherme Derrite (PP-SP).
O projeto também cria forças-tarefas no modelo de Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), propõe que conversas e visitas a presos de organizações criminosas e milícias sejam monitoradas e cria um banco de dados nacional com informações de membros e empresas envolvidas com organizações criminosas e milícias.
A proposta prevê que 60% dos recursos da Cide-Bets sejam destinados para Estados e o Distrito Federal. “Inclusive por transferência fundo a fundo, desde que os valores sejam mantidos em subconta específica dos fundos estaduais de segurança pública, carimbados exclusivamente para ações de combate ao crime organizado e de expansão e qualificação do sistema prisional, vedado seu desvio para outras finalidades”, afirmou Vieira.
https://www.osul.com.br/senado-aprova-projeto-antifaccao-para-combate-ao-crime-organizado/
Senado aprova Projeto Antifacção para combate ao crime organizado
2025-12-10
Related Posts
Senado aprova o projeto que cria o “SUS da Educação”
A medida já havia passado por uma análise dos senadores em 2022 Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado A medida já havia passado por uma análise dos senadores em 2022. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado) O Senado aprovou nesta terça-feira (7) o projeto de lei que cria o Sistema Nacional de Educação (SNE), conhecido como “SUS da Educação”. …
Flávio Bolsonaro transforma PEC do fim da reeleição em aceno para Tarcísio e Centrão
Aliados do senador falam em expectativa de que proposta seja aprovada no começo de 2027. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) Defender uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para acabar com a reeleição para presidente da República foi uma maneira de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) buscar apoio de governadores e partidos ao seu projeto presidencial deste ano. …
Caso da deputada federal Carla Zambelli: governo Lula impõe sigilo de 5 anos em informações enviadas à Itália
Zambelli é alvo de um pedido de cassação que tramita na CCJ da Câmara dos Deputados. (Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados) A AGU alegou que os documentos sobre o processo de Zambelli “dizem respeito à estratégia jurídica de defesa dos interesses do Estado brasileiro e às teses e argumentos que o Brasil deve levar ao …
Alvo da Polícia Federal, deputado federal Carlos Jordy afirma que operação é para ‘intimidar’ a oposição
Nas redes sociais, Jordy acrescentou que é alvo de uma “perseguição implacável” e de “pesca probatória”.(Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados) Alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que a estrutura da corporação está sendo usada para “intimidar” a oposição. A suspeita da investigação é que os gabinetes …