Diretório petista no Estado insistia no lançamento de Edegar Pretto à disputa. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Em uma decisão inédita, a direção nacional do PT determinou que o partido apoie a pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao governo do Rio Grande do Sul. A deliberação ocorreu em reunião do Grupo de Trabalho Eleitoral, na manhã dessa terça-feira (7). Com isso, tende ser a primeira vez que os petistas não terão candidato próprio no Estado.
O diretório gaúcho do PT insistia em um voo próprio com Edegar Pretto, mas o GTE deliberou pela “construção de uma tática eleitoral conjunta com o PDT e demais partidos do campo democrático” sob a liderança de Brizola. Ao ex-presidente da Conab caberia o papel de liderar essa aliança, segundo o documento.
“A tática política no estado do Rio Grande do Sul deve estar alinhada à leitura nacional e internacional da conjuntura, com encaminhamentos coerentes e responsáveis, dando consequência a análise com ações que colaborarem com essa imposição histórica. Não há nada mais importante que a reeleição do presidente Lula”, sustenta a resolução.
Coube ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, comunicar a Edegar a definição do grupo de trabalho. Em resposta, o pré-candidato ao Palácio Piratini afirmou que a empreitada não é um projeto pessoal e sinalizou manter o plano de concorrer.
“Como disseram nossas grandes referências Raul Pont, Tarso Genro e Olívio Dutra, democracia é construção, não imposição. Não pode ser seletiva, precisa ser respeitada em todas as instâncias. A instância partidária que definiu a tática eleitoral no Rio Grande do Sul é soberana para decidir o meu papel nas eleições deste ano”, escreveu Pretto, em nota.
A disputa entre PT e PDT pela cabeça de chapa deve levar o presidente Lula a intervir para unificar o palanque no Estado.
Dirigentes petistas defendem o apoio a Juliana Brizola pelo fato de ela aparecer bem colocada na disputa contra o deputado federal Zucco (PL), que lidera as pesquisas de intenções de voto. Em contrapartida, a pedetista sinalizou que aceitaria uma composição com o PT, oferecendo a vaga de vice e o apoio aos dois nomes da sigla ao Senado em sua chapa.
O diretório local, contudo, considera Pretto “a melhor opção para a construção da vitória”. Um manifesto divulgado na segunda (6) por um grupo de partidos que defendem a pré-candidatura petista argumenta que a substituição por Juliana significaria trocar “uma frente plenamente identificada com o presidente Lula” por uma candidatura que, segundo o texto, “não esteve na linha de frente da defesa e da divulgação das ações do governo federal”.
Enquanto isso, o impasse já ameaça provocar novas rupturas. O PSOL, por exemplo, indica que pode lançar candidatura própria caso o PDT prevaleça, ampliando a divisão no campo progressista. (Com informações do portal da revista Carta Capital)
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PT defende aliança com PDT para o governo do RS
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“A tática política no estado do Rio Grande do Sul deve estar alinhada à leitura nacional e internacional da conjuntura, com encaminhamentos coerentes e responsáveis, dando consequência a análise com ações que colaborarem com essa imposição histórica. Não há nada mais importante que a reeleição do presidente Lula”, sustenta a resolução.
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“Como disseram nossas grandes referências Raul Pont, Tarso Genro e Olívio Dutra, democracia é construção, não imposição. Não pode ser seletiva, precisa ser respeitada em todas as instâncias. A instância partidária que definiu a tática eleitoral no Rio Grande do Sul é soberana para decidir o meu papel nas eleições deste ano”, escreveu Pretto, em nota.
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