Gonet reiterou a denúncia apresentada contra os réus
Foto: Antonio Augusto/STF
Gonet reiterou a denúncia apresentada contra os réus. (Foto: Antonio Augusto/STF)
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu na segunda-feira (15) ao STF (Supremo Tribunal Federal) a condenação de nove réus do chamado “núcleo 3” da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Nas alegações finais enviadas ao STF, última fase antes do julgamento, Gonet reiterou a denúncia apresentada contra os réus, que são acusados de planejar “ações táticas” para efetivar o plano golpista.
O núcleo é composto por oito militares do Exército e um policial federal. Eles respondem aos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Na manifestação, Gonet defendeu que a acusação contra o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior, um dos réus, seja desclassificada para o crime de incitação das Forças Armadas contra os Poderes constitucionais.
Com a medida, o acusado poderá ter direito a um acordo para se livrar da condenação. Atualmente, ele responde aos cinco crimes imputados a todos os réus.
Fazem parte desse núcleo os seguintes investigados: Bernardo Romão Correa Netto (coronel), Estevam Theophilo (general), Fabrício Moreira de Bastos (coronel), Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel), Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel), Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel), Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel), Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel) e Wladimir Matos Soares (policial federal).
Próximos passos
A partir de agora, as defesas dos acusados têm prazo de 15 dias para enviar ao Supremo suas alegações finais. Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deve liberar o processo para julgamento.
Outros núcleos
Até o momento, somente o “núcleo 1”, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus, foi condenado. Além do “núcleo 3”, serão julgados neste ano os “núcleos 2 e 4”.
O “núcleo 5” é formado pelo empresário Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura militar João Figueiredo. Ele mora nos Estados Unidos e não apresentou defesa no processo.
https://www.osul.com.br/procurador-geral-da-republica-pede-condenacao-de-nove-reus-do-nucleo-3-da-trama-golpista/ Procurador-geral da República pede condenação de nove réus do “núcleo 3” da trama golpista 2025-09-16
A AGU afirma que tomou providências após as sugestões do relatório da corregedoria, quando foi recomendado que a direção do INSS tomasse “providências cabíveis para suspensão dos convênios”. (Foto: Agência Brasil) Procuradores federais avisaram à AGU (Advocacia-Geral da União) a respeito do acúmulo de reclamações sobre descontos ilegais na aposentadoria de beneficiários do INSS (Instituto …
Ex-primeira-dama tem posições divergentes dos filhos do ex-presidente em Minas, Ceará e DF e é próxima de Tarcísio. Foto: Reprodução Ex-primeira-dama tem posições divergentes dos filhos do ex-presidente em Minas, Ceará e DF e é próxima de Tarcísio. (Foto: Reprodução) As resrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes a visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) …
Segundo os advogados, a decisão está baseada na convocação de uma vigília de orações organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na frente da casa do seu pai. Os defensores argumentam que o direito de reunião e liberdade religiosa é garantido pela Constituição. “A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro causa profunda perplexidade, principalmente porque, conforme …
Além da audiência com Moraes, Michelle também buscou interlocução com outros ministros do Supremo. (Foto: Carolina Antunes/PR) A articulação que viabilizou o encontro da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira passada, foi articulada na véspera por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que levaram o pedido …
Procurador-geral da República pede condenação de nove réus do “núcleo 3” da trama golpista
Gonet reiterou a denúncia apresentada contra os réus
Foto: Antonio Augusto/STF
Gonet reiterou a denúncia apresentada contra os réus. (Foto: Antonio Augusto/STF)
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu na segunda-feira (15) ao STF (Supremo Tribunal Federal) a condenação de nove réus do chamado “núcleo 3” da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Nas alegações finais enviadas ao STF, última fase antes do julgamento, Gonet reiterou a denúncia apresentada contra os réus, que são acusados de planejar “ações táticas” para efetivar o plano golpista.
O núcleo é composto por oito militares do Exército e um policial federal. Eles respondem aos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Na manifestação, Gonet defendeu que a acusação contra o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior, um dos réus, seja desclassificada para o crime de incitação das Forças Armadas contra os Poderes constitucionais.
Com a medida, o acusado poderá ter direito a um acordo para se livrar da condenação. Atualmente, ele responde aos cinco crimes imputados a todos os réus.
Fazem parte desse núcleo os seguintes investigados: Bernardo Romão Correa Netto (coronel), Estevam Theophilo (general), Fabrício Moreira de Bastos (coronel), Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel), Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel), Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel), Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel), Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel) e Wladimir Matos Soares (policial federal).
Próximos passos
A partir de agora, as defesas dos acusados têm prazo de 15 dias para enviar ao Supremo suas alegações finais. Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, deve liberar o processo para julgamento.
Outros núcleos
Até o momento, somente o “núcleo 1”, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete réus, foi condenado. Além do “núcleo 3”, serão julgados neste ano os “núcleos 2 e 4”.
O “núcleo 5” é formado pelo empresário Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura militar João Figueiredo. Ele mora nos Estados Unidos e não apresentou defesa no processo.
https://www.osul.com.br/procurador-geral-da-republica-pede-condenacao-de-nove-reus-do-nucleo-3-da-trama-golpista/
Procurador-geral da República pede condenação de nove réus do “núcleo 3” da trama golpista
2025-09-16
Related Posts
Procuradores federais avisaram à Advocacia-Geral da União do acúmulo de reclamações sobre descontos ilegais na aposentadoria do INSS quase um ano antes de crise estourar
A AGU afirma que tomou providências após as sugestões do relatório da corregedoria, quando foi recomendado que a direção do INSS tomasse “providências cabíveis para suspensão dos convênios”. (Foto: Agência Brasil) Procuradores federais avisaram à AGU (Advocacia-Geral da União) a respeito do acúmulo de reclamações sobre descontos ilegais na aposentadoria de beneficiários do INSS (Instituto …
Restrições a visitas a Bolsonaro impostas por Moraes fortalecem Michelle nas definições estaduais
Ex-primeira-dama tem posições divergentes dos filhos do ex-presidente em Minas, Ceará e DF e é próxima de Tarcísio. Foto: Reprodução Ex-primeira-dama tem posições divergentes dos filhos do ex-presidente em Minas, Ceará e DF e é próxima de Tarcísio. (Foto: Reprodução) As resrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes a visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) …
Defesa diz que a prisão de Bolsonaro causa “profunda perplexidade” e pode colocar a vida do ex-presidente “em risco”
Segundo os advogados, a decisão está baseada na convocação de uma vigília de orações organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na frente da casa do seu pai. Os defensores argumentam que o direito de reunião e liberdade religiosa é garantido pela Constituição. “A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro causa profunda perplexidade, principalmente porque, conforme …
Conversa de Michelle com Moraes foi articulada na véspera por parlamentares e teve exigência do relator
Além da audiência com Moraes, Michelle também buscou interlocução com outros ministros do Supremo. (Foto: Carolina Antunes/PR) A articulação que viabilizou o encontro da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira passada, foi articulada na véspera por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que levaram o pedido …