Presidente do partido Progressistas afirma que a definição para representar a direita nas eleições de 2026 deve ser anunciada em janeiro e que Tarcísio não tem como recuar se for convocado pelo padrinho político Bolsonaro
“Defendo que aprovemos (no Senado) do jeito que veio da Câmara, o mais rápido possível”. disse o senador Ciro Nogueira. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
O senador Ciro Nogueira (PP) afirma, em entrevista ao portal O Globo que definição de quem vai representar a direita em 2026 para concorrer à presidência pela oposição deve ser anunciada em janeiro e que Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, não teria como como recusar a abrir mão de disputar a reeleição se for convocado pelo padrinho político para tentar o Planalto.
Bolsonaro está demorando a decidir quem será o candidato da direita?
É o Tarcísio?
Se fosse hoje, vejo dois candidatos viáveis: Tarcísio e Ratinho Júnior. Eles têm metade da rejeição do Bolsonaro e quase 40% de desconhecimento, o que é potencial de crescimento. Mas só têm viabilidade com o apoio do presidente Bolsonaro.
O senhor disse que “beira o impossível” Tarcísio não ser candidato se houver apoio e ambiente na direita. Mas ele resiste a anunciar.
Não beira o impossível. É impossível ele não ser candidato se tiver o apoio do presidente Bolsonaro. Eu acompanhei quando o Bolsonaro o escolheu para disputar em São Paulo. Ele queria ser candidato ao Senado em Goiás, tinha apoio do Ronaldo Caiado, mas o Bolsonaro disse: “Você vai para São Paulo, vai ser governador e ganhar a eleição”. Ele obedeceu e venceu. Não tenho dúvida de que, se tiver o chamamento do Bolsonaro para a Presidência, ele não vai virar as costas.
O senhor tem falado com Tarcísio? Ele está incomodado com essa divisão na direita atual?
Não, não está incomodado. Ele tem trabalhado para unificar. Tenho falado sistematicamente com ele.
E como o Tarcísio vê a atuação do Eduardo Bolsonaro, por exemplo, que se disse pré-candidato à Presidência?
Acho que ele tem respeito pelo Eduardo e por todos. Eu mesmo disse ao Eduardo: está na hora de focarmos em defender seu pai e enfrentar o verdadeiro adversário, que é o Lula.
O senhor disse que está faltando “bom senso” para a direita evitar uma derrota em 2026. Ao se dizer candidato, Eduardo Bolsonaro atrapalha?
Não. Acho que é legítimo ele colocar seu nome, como qualquer brasileiro. Uma pessoa tão representativa como ele, já que o pai dele está inelegível, tem toda a legitimidade. Agora, até viabilizar isso tem um caminho bem longo. Nós precisamos de um candidato que unifique a direita e o centro, alguém que possa fazer campanha aqui no país, preparar um plano de governo, percorrer o Brasil. Infelizmente, o Eduardo não cumpre esses pré-requisitos porque ele está nos Estados Unidos.
A Câmara aprovou por unanimidade o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda. Como o senhor avalia esse texto?
Defendo que aprovemos (no Senado) do jeito que veio da Câmara, o mais rápido possível. Foi uma votação histórica, que mostrou união de governo e oposição. Foi promessa tanto do Bolsonaro quanto do Lula. E o Hugo Motta, junto com relator Arthur Lira, fez um trabalho de construção de consenso.
O senhor é criticado por não encampar pautas mais radicais. Silas Malafaia, por exemplo, já o chamou de “raposa” por não apoiar um impeachment de Alexandre de Moraes. Como responde?
É verdade. Eu disse que não ia acontecer. São pautas apenas para criar palanque, mas sem viabilidade nenhuma. E eu prefiro trabalhar com o que é viável. Com informações do portal O Globo.
https://www.osul.com.br/presidente-do-partido-progressistas-afirma-que-a-definicao-para-representar-a-direita-nas-eleicoes-de-2026-deve-ser-anunciada-em-janeiro-e-que-tarcisio-nao-tem-como-recuar-se-for-convocado-pelo-padrin/ Presidente do partido Progressistas afirma que a definição para representar a direita nas eleições de 2026 deve ser anunciada em janeiro e que Tarcísio não tem como recuar se for convocado pelo padrinho político Bolsonaro 2025-10-05
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Bolsonaro está demorando a decidir quem será o candidato da direita?
É o Tarcísio?
Se fosse hoje, vejo dois candidatos viáveis: Tarcísio e Ratinho Júnior. Eles têm metade da rejeição do Bolsonaro e quase 40% de desconhecimento, o que é potencial de crescimento. Mas só têm viabilidade com o apoio do presidente Bolsonaro.
O senhor disse que “beira o impossível” Tarcísio não ser candidato se houver apoio e ambiente na direita. Mas ele resiste a anunciar.
Não beira o impossível. É impossível ele não ser candidato se tiver o apoio do presidente Bolsonaro. Eu acompanhei quando o Bolsonaro o escolheu para disputar em São Paulo. Ele queria ser candidato ao Senado em Goiás, tinha apoio do Ronaldo Caiado, mas o Bolsonaro disse: “Você vai para São Paulo, vai ser governador e ganhar a eleição”. Ele obedeceu e venceu. Não tenho dúvida de que, se tiver o chamamento do Bolsonaro para a Presidência, ele não vai virar as costas.
O senhor tem falado com Tarcísio? Ele está incomodado com essa divisão na direita atual?
Não, não está incomodado. Ele tem trabalhado para unificar. Tenho falado sistematicamente com ele.
E como o Tarcísio vê a atuação do Eduardo Bolsonaro, por exemplo, que se disse pré-candidato à Presidência?
Acho que ele tem respeito pelo Eduardo e por todos. Eu mesmo disse ao Eduardo: está na hora de focarmos em defender seu pai e enfrentar o verdadeiro adversário, que é o Lula.
O senhor disse que está faltando “bom senso” para a direita evitar uma derrota em 2026. Ao se dizer candidato, Eduardo Bolsonaro atrapalha?
Não. Acho que é legítimo ele colocar seu nome, como qualquer brasileiro. Uma pessoa tão representativa como ele, já que o pai dele está inelegível, tem toda a legitimidade. Agora, até viabilizar isso tem um caminho bem longo. Nós precisamos de um candidato que unifique a direita e o centro, alguém que possa fazer campanha aqui no país, preparar um plano de governo, percorrer o Brasil. Infelizmente, o Eduardo não cumpre esses pré-requisitos porque ele está nos Estados Unidos.
A Câmara aprovou por unanimidade o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda. Como o senhor avalia esse texto?
Defendo que aprovemos (no Senado) do jeito que veio da Câmara, o mais rápido possível. Foi uma votação histórica, que mostrou união de governo e oposição. Foi promessa tanto do Bolsonaro quanto do Lula. E o Hugo Motta, junto com relator Arthur Lira, fez um trabalho de construção de consenso.
O senhor é criticado por não encampar pautas mais radicais. Silas Malafaia, por exemplo, já o chamou de “raposa” por não apoiar um impeachment de Alexandre de Moraes. Como responde?
É verdade. Eu disse que não ia acontecer. São pautas apenas para criar palanque, mas sem viabilidade nenhuma. E eu prefiro trabalhar com o que é viável. Com informações do portal O Globo.
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2025-10-05
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