Barbosa integrou a corte entre 2003 e 2014. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
O partido Democracia Cristã (DC) pretende lançar o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa como candidato à Presidência da República. O DC, presidido pelo ex-deputado federal João Caldas, apresentou no início do ano a pré-candidatura presidencial do ex-ministro Aldo Rebelo, que não cresceu nas pesquisas. Por isso, de acordo com o presidente da sigla, a troca foi necessária.
Presidente do diretório paulista, o ex-deputado Cândido Vaccarezza disse que Barbosa é “inapoiável” e que vai trabalhar contra a candidatura dele ao Palácio do Planalto.
“Ele começou o ‘lawfare’ no Brasil, não tem compromisso com a democracia, nem experiência política. Não podemos entregar o Brasil para um personagem como esse”, diz Vaccarezza, em referência ao histórico de Barbosa como relator do processo do mensalão no STF, que abalou o governo Lula em seu primeiro mandato.
Em resposta, o presidente nacional da legenda, João Caldas, afirmou que vai expulsar “sumariamente” quem for contra a candidatura.
“Quem não estiver com Joaquim está fora do partido. Vou expulsar sumariamente. O Joaquim é do Brasil, quem tem de julgar é o povo, nas urnas”, afirmou.
Nos bastidores, aliados de Aldo citam ter havido “quebra de confiança” por parte de Caldas, que teria promovido a troca de candidato sem negociação interna.
“O ministro Joaquim Barbosa foi filiado na surdina e de forma subreptícia, com isso mantido em sigilo para pessoas que ajudaram a construir o DC como eu”, afirma Vaccarezza.
Barbosa integrou a corte entre 2003 e 2014. O ministro se aposentou antecipadamente em 31 de julho, abreviando sua permanência no tribunal em dez anos e dois meses. Caso permanecesse no cargo, poderia, por lei, seguir no STF até 2029, quando completaria 75 anos. Em 2018, ele foi cotado como um dos nomes da disputa presidencial, mas acabou desistindo.
“Ele se filiou ao partido para concorrer. Atualmente, vivemos no Brasil uma crise institucional entre os três poderes. Não existe ninguém melhor do que Joaquim Barbosa para resolver isso. Ele será o mensageiro que nos resgatará desse cenário”, afirmou Caldas.
A corrida presidencial de 2026 começa a ganhar forma com a movimentação de nomes já conhecidos do cenário político nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é pré-candidato à reeleição e deve apostar na defesa de programas sociais, no crescimento econômico e na comparação com o governo anterior como pilares de campanha.
No campo da direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL) desponta como um dos nomes ligados ao bolsonarismo para disputar o Palácio do Planalto. Também buscam espaço na disputa o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). (Com informações dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo)
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Possível candidatura à Presidência da República do ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa gera crise no partido Democracia Cristã
Barbosa integrou a corte entre 2003 e 2014.
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Barbosa integrou a corte entre 2003 e 2014. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
O partido Democracia Cristã (DC) pretende lançar o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa como candidato à Presidência da República. O DC, presidido pelo ex-deputado federal João Caldas, apresentou no início do ano a pré-candidatura presidencial do ex-ministro Aldo Rebelo, que não cresceu nas pesquisas. Por isso, de acordo com o presidente da sigla, a troca foi necessária.
Presidente do diretório paulista, o ex-deputado Cândido Vaccarezza disse que Barbosa é “inapoiável” e que vai trabalhar contra a candidatura dele ao Palácio do Planalto.
“Ele começou o ‘lawfare’ no Brasil, não tem compromisso com a democracia, nem experiência política. Não podemos entregar o Brasil para um personagem como esse”, diz Vaccarezza, em referência ao histórico de Barbosa como relator do processo do mensalão no STF, que abalou o governo Lula em seu primeiro mandato.
Em resposta, o presidente nacional da legenda, João Caldas, afirmou que vai expulsar “sumariamente” quem for contra a candidatura.
“Quem não estiver com Joaquim está fora do partido. Vou expulsar sumariamente. O Joaquim é do Brasil, quem tem de julgar é o povo, nas urnas”, afirmou.
Nos bastidores, aliados de Aldo citam ter havido “quebra de confiança” por parte de Caldas, que teria promovido a troca de candidato sem negociação interna.
“O ministro Joaquim Barbosa foi filiado na surdina e de forma subreptícia, com isso mantido em sigilo para pessoas que ajudaram a construir o DC como eu”, afirma Vaccarezza.
Barbosa integrou a corte entre 2003 e 2014. O ministro se aposentou antecipadamente em 31 de julho, abreviando sua permanência no tribunal em dez anos e dois meses. Caso permanecesse no cargo, poderia, por lei, seguir no STF até 2029, quando completaria 75 anos. Em 2018, ele foi cotado como um dos nomes da disputa presidencial, mas acabou desistindo.
“Ele se filiou ao partido para concorrer. Atualmente, vivemos no Brasil uma crise institucional entre os três poderes. Não existe ninguém melhor do que Joaquim Barbosa para resolver isso. Ele será o mensageiro que nos resgatará desse cenário”, afirmou Caldas.
A corrida presidencial de 2026 começa a ganhar forma com a movimentação de nomes já conhecidos do cenário político nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é pré-candidato à reeleição e deve apostar na defesa de programas sociais, no crescimento econômico e na comparação com o governo anterior como pilares de campanha.
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