Durante a ação, os policiais civis cumpriram sete mandados de busca e apreensão
Foto: Divulgação
Durante a ação, os policiais civis cumpriram sete mandados de busca e apreensão. (Foto: Divulgação)
Uma operação da Polícia Civil de São Paulo realizada nessa segunda-feira (1º) tem como alvo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), investigado por suspeita de irregularidades em um contrato firmado com a prefeitura da capital paulista para a instalação de pontos públicos de internet wi-fi. O acordo prevê investimentos de R$ 108 milhões por ano.
O instituto pertence à empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP, responsável pela produção do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo as investigações, o contrato previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito em comunidades da periferia da cidade até junho de 2025. No entanto, até o momento, apenas 3,2 mil pontos teriam sido efetivamente implantados. A execução do projeto foi prorrogada por meio de pelo menos três aditivos contratuais, que alteraram o prazo de entrega do serviço.
A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresária e também na sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, responsável pela gestão do contrato. Os policiais apreenderam computadores, documentos e aparelhos celulares que poderão auxiliar no andamento das investigações.
De acordo com a Polícia Civil, o valor total do contrato passou de R$ 108 milhões para R$ 157,1 milhões após a assinatura de aditivos durante a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
O inquérito apura se ao menos R$ 26 milhões foram utilizados pelo instituto sem a correspondente prestação dos serviços contratados. Caso a suspeita seja confirmada, os recursos podem ter sido desviados de sua finalidade original, configurando possível prejuízo aos cofres públicos.
A administração municipal destacou que os documentos relacionados ao contrato são públicos e estão disponíveis nos sistemas oficiais de prestação de contas. Segundo a prefeitura, o programa de wi-fi gratuito segue funcionando normalmente e, na manhã desta segunda-feira, apenas 52 dos 3,2 mil pontos instalados estavam temporariamente fora de operação para manutenção.
O governo municipal também contestou as suspeitas de irregularidades e afirmou que não houve pagamento referente à instalação de 5 mil pontos de acesso. De acordo com a nota, os aditivos firmados tiveram como objetivo a manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades atendidas pelo programa.
A prefeitura ressaltou ainda que o processo foi acompanhado pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) e que a contratação ocorreu por meio de chamamento público realizado em 2024, antes mesmo da produção do filme citado nas investigações.
Por fim, a administração argumentou que o custo estimado para 2026 é de R$ 1.280,80 por ponto de acesso ao mês, valor inferior às propostas apresentadas em processo semelhante realizado em 2022, quando os custos variavam entre R$ 2.026,26 e R$ 5.092,14 por ponto mensal.
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Durante a ação, os policiais civis cumpriram sete mandados de busca e apreensão
Foto: Divulgação
Durante a ação, os policiais civis cumpriram sete mandados de busca e apreensão. (Foto: Divulgação)
Uma operação da Polícia Civil de São Paulo realizada nessa segunda-feira (1º) tem como alvo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), investigado por suspeita de irregularidades em um contrato firmado com a prefeitura da capital paulista para a instalação de pontos públicos de internet wi-fi. O acordo prevê investimentos de R$ 108 milhões por ano.
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Segundo as investigações, o contrato previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito em comunidades da periferia da cidade até junho de 2025. No entanto, até o momento, apenas 3,2 mil pontos teriam sido efetivamente implantados. A execução do projeto foi prorrogada por meio de pelo menos três aditivos contratuais, que alteraram o prazo de entrega do serviço.
A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresária e também na sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, responsável pela gestão do contrato. Os policiais apreenderam computadores, documentos e aparelhos celulares que poderão auxiliar no andamento das investigações.
De acordo com a Polícia Civil, o valor total do contrato passou de R$ 108 milhões para R$ 157,1 milhões após a assinatura de aditivos durante a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
O inquérito apura se ao menos R$ 26 milhões foram utilizados pelo instituto sem a correspondente prestação dos serviços contratados. Caso a suspeita seja confirmada, os recursos podem ter sido desviados de sua finalidade original, configurando possível prejuízo aos cofres públicos.
A administração municipal destacou que os documentos relacionados ao contrato são públicos e estão disponíveis nos sistemas oficiais de prestação de contas. Segundo a prefeitura, o programa de wi-fi gratuito segue funcionando normalmente e, na manhã desta segunda-feira, apenas 52 dos 3,2 mil pontos instalados estavam temporariamente fora de operação para manutenção.
O governo municipal também contestou as suspeitas de irregularidades e afirmou que não houve pagamento referente à instalação de 5 mil pontos de acesso. De acordo com a nota, os aditivos firmados tiveram como objetivo a manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades atendidas pelo programa.
A prefeitura ressaltou ainda que o processo foi acompanhado pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) e que a contratação ocorreu por meio de chamamento público realizado em 2024, antes mesmo da produção do filme citado nas investigações.
Por fim, a administração argumentou que o custo estimado para 2026 é de R$ 1.280,80 por ponto de acesso ao mês, valor inferior às propostas apresentadas em processo semelhante realizado em 2022, quando os custos variavam entre R$ 2.026,26 e R$ 5.092,14 por ponto mensal.
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