A própria Michelle deve passar pelo teste das urnas neste pleito como candidata ao Senado pelo Distrito Federal. (Foto: Reprodução)
A ordem é ocupar. Estamos vivenciando o crescimento do movimento PL Mulher, protagonizado pela Michelle Bolsonaro, para fortalecer candidaturas femininas”, diz Priscila Costa, pré-candidata ao Senado pelo Partido Liberal do Ceará.
Aos 36 anos, a vereadora mais votada de Fortaleza e atual vice-presidente nacional do PL Mulher consolida-se como uma das vozes mais potentes do espectro conservador no Nordeste.
“Assumir-se de direita em um país tão polarizado não é fácil. Já fui desacreditada, ridicularizada, censurada. Permaneço firme porque sei que represento muitas mulheres”, afirma Priscila. “Queremos viver nossa fé, defender nossos filhos e ocupar espaços de poder sem achar que devemos algo ao movimento feminista.”
A nova liderança diz contar com o aval de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e do casal Bolsonaro para saltar da Câmara Municipal para o Senado nas eleições de 2026.
A cearense mãe de quatro filhos ocupou por quatro meses a suplência como deputada federal e agora pretende voltar a Brasília no próximo ano como uma das “mandatárias” forjadas à imagem e semelhança da ex-primeira-dama que preside a ala feminina do PL desde março de 2023.
Com Michelle Bolsonaro à frente de articulações e encontros regionais, além de inspiração para grupos de bases Brasil afora, o PL espera que a “mulher que o feminismo não entende, aquela que se orgulha da feminilidade e da família”, seja protagonista da renovação no Congresso Nacional em 2027.
É a chamada “bancada da Michelle”, a julgar pela estratégia da legenda explicitada no livro “Edificando a Nação – Sobre Base e Valores”, lançado em junho do ano passado como uma espécie de manifesto político-pedagógico para o próximo ciclo eleitoral.
Um planejamento que tem na ex-primeira-dama o epicentro de um movimento que busca desbancar a hegemonia progressista no debate sobre os direitos das mulheres.
A própria Michelle deve passar pelo teste das urnas neste pleito como candidata ao Senado pelo Distrito Federal, ao mesmo tempo em que tem sido fiadora de candidaturas femininas que largam com força, como a da deputada federal Caroline De Toni (PL-SC), já confirmada como pré-candidata ao Senado.
Em uma queda de braço interna, De Toni contou com as bênçãos de Michelle para desbancar um cacique local, o senador Esperidião Amin (PP), e já desponta nas pesquisas à frente de Carlos Bolsonaro, o filho zero três, também na disputa catarinense por uma vaga no Senado.
No DF, a briga pelos cargos majoritários se desenha como um triunvirato feminino conservador, com Celina Leão (Progressistas) como candidata ao governo, e Michelle e a hoje deputada-federal Bia Kicis (PL) concorrendo pelas duas vagas para o Senado.
Na disputa paulista, a deputada Rosana Valle (PL-SP), presidente estadual do PL Mulher, é outra liderança que tem o apoio de Michele para concorrer ao Senado.
O PL Mulher em São Paulo apresentou crescimento exponencial nas eleições municipais de 2024, servindo de termômetro para o pleito federal de 2026.
“Para a campanha passada, fizemos curso com as mulheres, ensinando desde a formação de uma chapa até como não ser laranja”, relata Valle, contabilizando um crescimento de 85 para 184 vereadoras eleitas no estado.
Resultado que, segundo ela, é fruto de um trabalho de “profissionalização” da militância feminina conservadora e também da liderança de Michelle.
Para Rosana, a entrada em cena da ex-primeira-dama é um divisor de águas, pelo fato de ela desconstruir o estereótipo da mulher na política, frequentemente associado à esquerda.
“Muitas mulheres se identificam com o jeito delicado e acolhedor da Michelle. Ela foi um fator determinante para conquistar essa parcela alheia à política e que não se identificava com as pautas ditas progressistas.”
Em seu artigo de abertura no livro-manifesto, Michelle define a missão do PL Mulher como um projeto de “inspirar, motivar e oferecer formação continuada”. No texto, ela ataca diretamente o conceito de sororidade do feminismo moderno, classificando-o como seletivo e agressivo.
“As mulheres afetadas pelo feminismo falam de sororidade, mas não têm a menor empatia com aquelas que pensam diferentemente delas”, escreve a presidente do PL Mulher.
Um discurso que reverbera em Primavera do Leste (MT), base eleitoral de Gislaine Yamashita, presidente do PL Mulher do Mato Grosso.
“Escolhi o PL pelo presidente Bolsonaro e pela Michelle, pois as bandeiras são as mesmas: patriotismo, família e Deus”, afirma a pré-candidata a deputada federal, casada com um agricultor e mãe de dois filhos.
Ao longo de dois anos, entre 2023 e 2024, ela foi semanalmente a Brasília atuar na defesa de diversos “patriotas” detidos após os atos do 8 de Janeiro. Com informações da Folha de S. Paulo.
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Partidos de direita apostam em bancada feminina à imagem de Michelle Bolsonaro neste pleito
A própria Michelle deve passar pelo teste das urnas neste pleito como candidata ao Senado pelo Distrito Federal. (Foto: Reprodução)
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Aos 36 anos, a vereadora mais votada de Fortaleza e atual vice-presidente nacional do PL Mulher consolida-se como uma das vozes mais potentes do espectro conservador no Nordeste.
“Assumir-se de direita em um país tão polarizado não é fácil. Já fui desacreditada, ridicularizada, censurada. Permaneço firme porque sei que represento muitas mulheres”, afirma Priscila. “Queremos viver nossa fé, defender nossos filhos e ocupar espaços de poder sem achar que devemos algo ao movimento feminista.”
A nova liderança diz contar com o aval de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e do casal Bolsonaro para saltar da Câmara Municipal para o Senado nas eleições de 2026.
A cearense mãe de quatro filhos ocupou por quatro meses a suplência como deputada federal e agora pretende voltar a Brasília no próximo ano como uma das “mandatárias” forjadas à imagem e semelhança da ex-primeira-dama que preside a ala feminina do PL desde março de 2023.
Com Michelle Bolsonaro à frente de articulações e encontros regionais, além de inspiração para grupos de bases Brasil afora, o PL espera que a “mulher que o feminismo não entende, aquela que se orgulha da feminilidade e da família”, seja protagonista da renovação no Congresso Nacional em 2027.
É a chamada “bancada da Michelle”, a julgar pela estratégia da legenda explicitada no livro “Edificando a Nação – Sobre Base e Valores”, lançado em junho do ano passado como uma espécie de manifesto político-pedagógico para o próximo ciclo eleitoral.
Um planejamento que tem na ex-primeira-dama o epicentro de um movimento que busca desbancar a hegemonia progressista no debate sobre os direitos das mulheres.
A própria Michelle deve passar pelo teste das urnas neste pleito como candidata ao Senado pelo Distrito Federal, ao mesmo tempo em que tem sido fiadora de candidaturas femininas que largam com força, como a da deputada federal Caroline De Toni (PL-SC), já confirmada como pré-candidata ao Senado.
Em uma queda de braço interna, De Toni contou com as bênçãos de Michelle para desbancar um cacique local, o senador Esperidião Amin (PP), e já desponta nas pesquisas à frente de Carlos Bolsonaro, o filho zero três, também na disputa catarinense por uma vaga no Senado.
No DF, a briga pelos cargos majoritários se desenha como um triunvirato feminino conservador, com Celina Leão (Progressistas) como candidata ao governo, e Michelle e a hoje deputada-federal Bia Kicis (PL) concorrendo pelas duas vagas para o Senado.
Na disputa paulista, a deputada Rosana Valle (PL-SP), presidente estadual do PL Mulher, é outra liderança que tem o apoio de Michele para concorrer ao Senado.
O PL Mulher em São Paulo apresentou crescimento exponencial nas eleições municipais de 2024, servindo de termômetro para o pleito federal de 2026.
“Para a campanha passada, fizemos curso com as mulheres, ensinando desde a formação de uma chapa até como não ser laranja”, relata Valle, contabilizando um crescimento de 85 para 184 vereadoras eleitas no estado.
Resultado que, segundo ela, é fruto de um trabalho de “profissionalização” da militância feminina conservadora e também da liderança de Michelle.
Para Rosana, a entrada em cena da ex-primeira-dama é um divisor de águas, pelo fato de ela desconstruir o estereótipo da mulher na política, frequentemente associado à esquerda.
“Muitas mulheres se identificam com o jeito delicado e acolhedor da Michelle. Ela foi um fator determinante para conquistar essa parcela alheia à política e que não se identificava com as pautas ditas progressistas.”
Em seu artigo de abertura no livro-manifesto, Michelle define a missão do PL Mulher como um projeto de “inspirar, motivar e oferecer formação continuada”. No texto, ela ataca diretamente o conceito de sororidade do feminismo moderno, classificando-o como seletivo e agressivo.
“As mulheres afetadas pelo feminismo falam de sororidade, mas não têm a menor empatia com aquelas que pensam diferentemente delas”, escreve a presidente do PL Mulher.
Um discurso que reverbera em Primavera do Leste (MT), base eleitoral de Gislaine Yamashita, presidente do PL Mulher do Mato Grosso.
“Escolhi o PL pelo presidente Bolsonaro e pela Michelle, pois as bandeiras são as mesmas: patriotismo, família e Deus”, afirma a pré-candidata a deputada federal, casada com um agricultor e mãe de dois filhos.
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