Os pacotes em elaboração pelo governo Lula para tentar reverter a queda de popularidade da gestão federal têm sido marcados por divergências entre os ministros
A possível revogação da chamada “taxa das blusinhas” é um dos exemplos que ainda não têm consenso na gestão.
Foto: Agência Brasil
A possível revogação da chamada “taxa das blusinhas” é um dos exemplos que ainda não têm consenso na gestão. (Foto: Agência Brasil)
Os pacotes em elaboração pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva para tentar reverter a queda de popularidade da gestão federal têm sido marcados por divergências entre integrantes da linha de frente do petista. A possível revogação da chamada “taxa das blusinhas”, como é popularmente conhecida a sobretaxa de importações abaixo de US$ 50 no Brasil, e propostas para mitigar os efeitos do conflito no Oriente Médio são exemplos que ainda não têm consenso na gestão.
Na última quinta-feira (16), o recém-empossado ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, salientou que as medidas anunciadas até agora pelo governo para reduzir o impacto da guerra no Irã nos combustíveis são “insuficientes”. Por conta disso, segundo ele, o Executivo deve anunciar novas ações “logo, logo”.
Dentre as medidas, ele citou a possibilidade de se oferecer subvenção à gasolina, como já foi aplicado a óleo diesel e gás de cozinha. Mais tarde, no entanto, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, negou tal estudo.
“Neste momento, (o governo) não (estuda subvenção para a gasolina). Até porque a Petrobras não aumentou o (preço) gasolina, não teve nenhum reajuste”, comentou Alckmin.
Os efeitos que a guerra pode ter no Brasil são vistos com preocupação pelo governo, que teme que isso possa impactar negativamente a campanha de reeleição de Lula. Para isso, a gestão anunciou pacotes na tentativa de contornar o impacto ao consumidor final, mas ainda há novos anúncios a serem feitos.
“Já tomamos algumas (medidas) muito corajosas, mas são insuficientes para dar conta do tamanho do estrago que essa guerra está fazendo”, disse Guimarães durante café com jornalistas no Palácio do Planalto. Ele apontou que os ministros da Fazenda, Dario Durigan, do Planejamento, Bruno Moretti, e da Casa Civil, Miriam Belchior, estão “cientes” da situação e buscam novas alternativas.
“Nós não podemos aceitar isso (impacto do conflito no Brasil), porque o problema da guerra é que ela atinge todo mundo, não é um problema do governo”, disse. “A guerra está destroçando a economia dos países. E vai ter que tomar outras medidas.”
Guimarães disse que o governo trabalha com a hipótese de a guerra durar dois meses. “E as medidas são nesse sentido”, comentou. “Eu acho que nós vamos superar isso. Infelizmente, com uma guerra que nós não temos nada a ver com ela, apenas estamos pagando caro.”
Uma outra linha de frente que o governo debate de olho na popularidade é em torno da manutenção da “taxa das blusinhas”, que também está dividindo o Palácio do Planalto. Ciente do impacto eleitoral, o novo ministro das Relações Institucionais defendeu a revogação das medidas. (Com informações do Valor Econômico)
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Foto: Agência Brasil
A possível revogação da chamada “taxa das blusinhas” é um dos exemplos que ainda não têm consenso na gestão. (Foto: Agência Brasil)
Os pacotes em elaboração pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva para tentar reverter a queda de popularidade da gestão federal têm sido marcados por divergências entre integrantes da linha de frente do petista. A possível revogação da chamada “taxa das blusinhas”, como é popularmente conhecida a sobretaxa de importações abaixo de US$ 50 no Brasil, e propostas para mitigar os efeitos do conflito no Oriente Médio são exemplos que ainda não têm consenso na gestão.
Na última quinta-feira (16), o recém-empossado ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, salientou que as medidas anunciadas até agora pelo governo para reduzir o impacto da guerra no Irã nos combustíveis são “insuficientes”. Por conta disso, segundo ele, o Executivo deve anunciar novas ações “logo, logo”.
Dentre as medidas, ele citou a possibilidade de se oferecer subvenção à gasolina, como já foi aplicado a óleo diesel e gás de cozinha. Mais tarde, no entanto, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, negou tal estudo.
“Neste momento, (o governo) não (estuda subvenção para a gasolina). Até porque a Petrobras não aumentou o (preço) gasolina, não teve nenhum reajuste”, comentou Alckmin.
Os efeitos que a guerra pode ter no Brasil são vistos com preocupação pelo governo, que teme que isso possa impactar negativamente a campanha de reeleição de Lula. Para isso, a gestão anunciou pacotes na tentativa de contornar o impacto ao consumidor final, mas ainda há novos anúncios a serem feitos.
“Já tomamos algumas (medidas) muito corajosas, mas são insuficientes para dar conta do tamanho do estrago que essa guerra está fazendo”, disse Guimarães durante café com jornalistas no Palácio do Planalto. Ele apontou que os ministros da Fazenda, Dario Durigan, do Planejamento, Bruno Moretti, e da Casa Civil, Miriam Belchior, estão “cientes” da situação e buscam novas alternativas.
“Nós não podemos aceitar isso (impacto do conflito no Brasil), porque o problema da guerra é que ela atinge todo mundo, não é um problema do governo”, disse. “A guerra está destroçando a economia dos países. E vai ter que tomar outras medidas.”
Guimarães disse que o governo trabalha com a hipótese de a guerra durar dois meses. “E as medidas são nesse sentido”, comentou. “Eu acho que nós vamos superar isso. Infelizmente, com uma guerra que nós não temos nada a ver com ela, apenas estamos pagando caro.”
Uma outra linha de frente que o governo debate de olho na popularidade é em torno da manutenção da “taxa das blusinhas”, que também está dividindo o Palácio do Planalto. Ciente do impacto eleitoral, o novo ministro das Relações Institucionais defendeu a revogação das medidas. (Com informações do Valor Econômico)
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