Antes, o Supremo era motivo de críticas pela conduta de Dias Toffoli, que conduzia as investigações e, ao mesmo tempo, tinha no histórico de sua empresa uma movimentação financeira com fundo ligado a Vorcaro. (Foto: Reprodução)
O Supremo Tribunal Federal (STF) bem que tentou se distanciar do escândalo do Banco Master, mas foi arrastado de novo para os holofotes. A revelação de que Alexandre de Moraes teria trocado mensagens com Daniel Vorcaro no dia que o banqueiro foi preso pela primeira vez mostra que não há liderança capaz de segurar as rédeas de ministros e devolver credibilidade ao tribunal.
Antes, o Supremo era motivo de críticas pela conduta de Dias Toffoli, que conduzia as investigações e, ao mesmo tempo, tinha no histórico de sua empresa uma movimentação financeira com fundo ligado a Vorcaro. A solução encontrada nos bastidores foi afastar o ministro da relatoria. Agora, a gravidade da situação não mostra uma porta de saída para a crise.
Moraes não é relator do caso e sequer participará dos julgamentos sobre a fraude financeira, porque integra a Primeira Turma e o processo tramita no colegiado vizinho. Ainda assim, a dúvida sobre a isenção do ministro diante de indícios de relação próxima que mantinha com Vorcaro contamina o Supremo como um todo.
Os diálogos vazados somados ao contrato milionário da esposa de Moraes com o Banco Master dificultam ainda mais o trabalho de Edson Fachin. Para tentar limpar a imagem do tribunal, o presidente da Corte defendeu o afastamento de Toffoli da relatoria das investigações. A solução para tentar tirar o Supremo do novo capítulo de escândalos exige mais engenhosidade.
E não é por falta de habilidade política de Fachin. De fato, que outro ministro do Supremo, se estivesse na presidência, conseguiria convencer Moraes a fornecer explicações plausíveis para o aparente envolvimento dele com os negócios de Vorcaro?
A bandeira do código de conduta hasteada por Fachin ficou pequena. Se houvesse um código em vigor agora, ele provavelmente não seria capaz de impedir a ligação de Toffoli e Moraes com o Banco Master — o que aprofundaria a crise de credibilidade do tribunal.
Hoje, fica claro que o alto sigilo imposto por Toffoli às investigações protegeram Moraes. Quando André Mendonça assumiu a relatoria, franqueou acesso ao material sigiloso a um número maior de pessoas. A decisão forneceu mais elementos para os investigadores avançarem nas descobertas. Por outro lado, aumentou a chance de vazamento de informações sensíveis.
A dupla, aliás, não está isolada no Supremo, longe disso. Flávio Dino e Gilmar Mendes são relatores de processos sobre cortes de penduricalhos que atingem os Três Poderes. Dino é relator de um processo sobre desvios de emendas parlamentares. A munição para o fogo cruzado está posta.
Pode até ser que, concretamente, não haja consequência alguma para a conduta dos ministros. O mais provável é que Fachin continue quebrando a cabeça para gerir um tribunal desgovernado, que padece dos impactos institucionais causados pelas escolhas individuais de seus ministros. (Por Carolina Brígido, portal Estadão).
Governador de São Paulo também negou interesse pelas pesquisas de intenção de voto nas quais é citado como candidato ao Planalto. Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP Governador de São Paulo também negou interesse pelas pesquisas de intenção de voto nas quais é citado como candidato ao Planalto. (Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP) …
Ex-governador de Goiás negou ter falta de apoio dentro da sigla e atribuiu a fala do colega a uma forma “diferente” de resolver as questões. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, buscou colocar panos quentes nas divergências internas do partido após declarações de …
“Ficou claro que o Eduardo Bolsonaro fez um trabalho para que ninguém do Brasil falasse diretamente com Trump”, avaliou um assessor presidencial. (Foto: Reprodução) A ordem na equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é ter cautela, diante da avaliação de que Donald Trump é imprevisível, mas assessores presidenciais destacaram que o brasileiro conseguiu …
Durante a participação de Motta, parte do público gritou “sem anistia”. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil Durante a participação de Motta, parte do público gritou “sem anistia”. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou na manhã deste domingo (7) do desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em …
O Supremo arrastado de novo para um escândalo
Antes, o Supremo era motivo de críticas pela conduta de Dias Toffoli, que conduzia as investigações e, ao mesmo tempo, tinha no histórico de sua empresa uma movimentação financeira com fundo ligado a Vorcaro. (Foto: Reprodução)
O Supremo Tribunal Federal (STF) bem que tentou se distanciar do escândalo do Banco Master, mas foi arrastado de novo para os holofotes. A revelação de que Alexandre de Moraes teria trocado mensagens com Daniel Vorcaro no dia que o banqueiro foi preso pela primeira vez mostra que não há liderança capaz de segurar as rédeas de ministros e devolver credibilidade ao tribunal.
Antes, o Supremo era motivo de críticas pela conduta de Dias Toffoli, que conduzia as investigações e, ao mesmo tempo, tinha no histórico de sua empresa uma movimentação financeira com fundo ligado a Vorcaro. A solução encontrada nos bastidores foi afastar o ministro da relatoria. Agora, a gravidade da situação não mostra uma porta de saída para a crise.
Moraes não é relator do caso e sequer participará dos julgamentos sobre a fraude financeira, porque integra a Primeira Turma e o processo tramita no colegiado vizinho. Ainda assim, a dúvida sobre a isenção do ministro diante de indícios de relação próxima que mantinha com Vorcaro contamina o Supremo como um todo.
Os diálogos vazados somados ao contrato milionário da esposa de Moraes com o Banco Master dificultam ainda mais o trabalho de Edson Fachin. Para tentar limpar a imagem do tribunal, o presidente da Corte defendeu o afastamento de Toffoli da relatoria das investigações. A solução para tentar tirar o Supremo do novo capítulo de escândalos exige mais engenhosidade.
E não é por falta de habilidade política de Fachin. De fato, que outro ministro do Supremo, se estivesse na presidência, conseguiria convencer Moraes a fornecer explicações plausíveis para o aparente envolvimento dele com os negócios de Vorcaro?
A bandeira do código de conduta hasteada por Fachin ficou pequena. Se houvesse um código em vigor agora, ele provavelmente não seria capaz de impedir a ligação de Toffoli e Moraes com o Banco Master — o que aprofundaria a crise de credibilidade do tribunal.
Hoje, fica claro que o alto sigilo imposto por Toffoli às investigações protegeram Moraes. Quando André Mendonça assumiu a relatoria, franqueou acesso ao material sigiloso a um número maior de pessoas. A decisão forneceu mais elementos para os investigadores avançarem nas descobertas. Por outro lado, aumentou a chance de vazamento de informações sensíveis.
A dupla, aliás, não está isolada no Supremo, longe disso. Flávio Dino e Gilmar Mendes são relatores de processos sobre cortes de penduricalhos que atingem os Três Poderes. Dino é relator de um processo sobre desvios de emendas parlamentares. A munição para o fogo cruzado está posta.
Pode até ser que, concretamente, não haja consequência alguma para a conduta dos ministros. O mais provável é que Fachin continue quebrando a cabeça para gerir um tribunal desgovernado, que padece dos impactos institucionais causados pelas escolhas individuais de seus ministros. (Por Carolina Brígido, portal Estadão).
Related Posts
Tarcísio minimiza crítica de Lula sobre vínculo com Bolsonaro e defende ex-presidente
Governador de São Paulo também negou interesse pelas pesquisas de intenção de voto nas quais é citado como candidato ao Planalto. Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP Governador de São Paulo também negou interesse pelas pesquisas de intenção de voto nas quais é citado como candidato ao Planalto. (Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP) …
Ronaldo Caiado rebate fala de Eduardo Leite e nega divisão no PSD
Ex-governador de Goiás negou ter falta de apoio dentro da sigla e atribuiu a fala do colega a uma forma “diferente” de resolver as questões. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, buscou colocar panos quentes nas divergências internas do partido após declarações de …
Lula conseguiu driblar Eduardo Bolsonaro e fez contato direto com Trump
“Ficou claro que o Eduardo Bolsonaro fez um trabalho para que ninguém do Brasil falasse diretamente com Trump”, avaliou um assessor presidencial. (Foto: Reprodução) A ordem na equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é ter cautela, diante da avaliação de que Donald Trump é imprevisível, mas assessores presidenciais destacaram que o brasileiro conseguiu …
Sem ministros do Supremo e com presidente da Câmara dos Deputados, Lula participa do desfile do 7 de Setembro
Durante a participação de Motta, parte do público gritou “sem anistia”. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil Durante a participação de Motta, parte do público gritou “sem anistia”. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou na manhã deste domingo (7) do desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em …