Ex-governador de Goiás negou ter falta de apoio dentro da sigla e atribuiu a fala do colega a uma forma “diferente” de resolver as questões. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, buscou colocar panos quentes nas divergências internas do partido após declarações de distanciamento feitas pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Em evento voltado a empresários realizado na Avenida Faria Lima, considerada o coração financeiro de São Paulo, Caiado rechaçou a tese de que enfrente falta de apoio dentro da sigla e classificou a fala do correligionário apenas como uma forma “diferente” de equacionar as questões políticas, sinalizando que, apesar das diferenças, há espaço para convergência interna.
A reação do goiano ocorre um dia após Leite afirmar que o eventual apoio da legenda à sua candidatura não representa um “alinhamento automático”, indicando a existência de nuances e independência de posicionamento dentro do partido. Os dois governadores, ao lado do chefe do Executivo do Paraná, Ratinho Junior, protagonizaram a disputa interna pela cabeça de chapa do PSD rumo ao Palácio do Planalto, em um cenário marcado por articulações, diálogos e tentativas de consolidação de apoio entre diferentes alas da legenda.
Durante o encontro na Faria Lima, Caiado buscou apresentar suas credenciais ao mercado financeiro, direcionando seu discurso para temas considerados estratégicos, como segurança pública, estabilidade institucional e a exploração de terras raras, área vista como promissora para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país. O pré-candidato enfatizou a necessidade de políticas voltadas ao crescimento sustentável e à previsibilidade econômica, procurando dialogar com investidores e empresários presentes no evento.
O tom, no entanto, tornou-se mais incisivo quando o governador passou a abordar o cenário eleitoral e direcionou críticas indiretas a seus principais adversários na corrida presidencial: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição pelo PT, e o senador Flávio Bolsonaro. Em conversa com jornalistas, o pré-candidato afirmou que postulantes à Presidência perdem o benefício da presunção de inocência quando estão envolvidos em escândalos de corrupção, embora não tenha citado nomes de forma direta nessa declaração específica.
A retórica crítica ao PT gerou reação positiva entre parte da plateia de empresários presentes. Ao comentar a atual gestão federal, Caiado declarou que o mandatário estaria mais preocupado em “livrar a família” de acusações criminais, em referência ao episódio envolvendo o filho do presidente, Lulinha, na CPMI do INSS, tema que tem sido explorado no debate político recente.
O aceno à direita mais conservadora tem se consolidado como uma das marcas do pré-candidato. No mês passado, durante o lançamento oficial de seu nome pela legenda, Caiado gerou repercussão ao prometer que, se eleito, concederá anistia “total e irrestrita” aos condenados pela participação nos atos golpistas, medida que, segundo ele, buscaria promover pacificação política, mas que também incluiria e beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro. (Com informações do jornal O Globo)
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Ronaldo Caiado rebate fala de Eduardo Leite e nega divisão no PSD
Ex-governador de Goiás negou ter falta de apoio dentro da sigla e atribuiu a fala do colega a uma forma “diferente” de resolver as questões. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, buscou colocar panos quentes nas divergências internas do partido após declarações de distanciamento feitas pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Em evento voltado a empresários realizado na Avenida Faria Lima, considerada o coração financeiro de São Paulo, Caiado rechaçou a tese de que enfrente falta de apoio dentro da sigla e classificou a fala do correligionário apenas como uma forma “diferente” de equacionar as questões políticas, sinalizando que, apesar das diferenças, há espaço para convergência interna.
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Durante o encontro na Faria Lima, Caiado buscou apresentar suas credenciais ao mercado financeiro, direcionando seu discurso para temas considerados estratégicos, como segurança pública, estabilidade institucional e a exploração de terras raras, área vista como promissora para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país. O pré-candidato enfatizou a necessidade de políticas voltadas ao crescimento sustentável e à previsibilidade econômica, procurando dialogar com investidores e empresários presentes no evento.
O tom, no entanto, tornou-se mais incisivo quando o governador passou a abordar o cenário eleitoral e direcionou críticas indiretas a seus principais adversários na corrida presidencial: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição pelo PT, e o senador Flávio Bolsonaro. Em conversa com jornalistas, o pré-candidato afirmou que postulantes à Presidência perdem o benefício da presunção de inocência quando estão envolvidos em escândalos de corrupção, embora não tenha citado nomes de forma direta nessa declaração específica.
A retórica crítica ao PT gerou reação positiva entre parte da plateia de empresários presentes. Ao comentar a atual gestão federal, Caiado declarou que o mandatário estaria mais preocupado em “livrar a família” de acusações criminais, em referência ao episódio envolvendo o filho do presidente, Lulinha, na CPMI do INSS, tema que tem sido explorado no debate político recente.
O aceno à direita mais conservadora tem se consolidado como uma das marcas do pré-candidato. No mês passado, durante o lançamento oficial de seu nome pela legenda, Caiado gerou repercussão ao prometer que, se eleito, concederá anistia “total e irrestrita” aos condenados pela participação nos atos golpistas, medida que, segundo ele, buscaria promover pacificação política, mas que também incluiria e beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro. (Com informações do jornal O Globo)
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