Dantas já teceu críticas a gestão fiscal da ex-presidente Dilma Rousseff
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Dantas já teceu críticas a gestão fiscal da ex-presidente Dilma Rousseff. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, cotado para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), já afirmou em um voto que a gestão fiscal da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) “foi marcada por atos temerários, reveladores de uma perniciosa falta de desvelo”, com “sombras do descuido e da imprudência”, o que gerou efeitos de forma “desastrosa”.
O posicionamento aconteceu em outubro de 2016, quando o TCU rejeitou as contas do governo Dilma de 2015. A decisão veio cerca de um mês após o impeachment da petista.
“A gestão fiscal foi marcada por atos temerários, reveladores de uma perniciosa falta de desvelo e comprometimento com o equilíbrio das contas públicas”, escreveu Bruno Dantas em seu voto, acompanhando o relator José Múcio, atual ministro da Defesa. A votação, unânime, apontou que o governo Dilma violou regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em outro trecho, Bruno Dantas disse desejar que os atos da gestão de Dilma “nunca tivessem ocorrido e que seus efeitos não se fizessem sentir de forma tão intensa e desastrosa por todo o País”. E acrescentou, citando o relatório do TCU que seria enviado ao Senado:
“Que as luzes lançadas pelo instrumento a ser encaminhado ao Congresso Nacional afastem as sombras do descuido e da imprudência com que as contas públicas foram tratadas nos últimos anos e contribuam para que a gestão fiscal volte ao trilho da responsabilidade”.
Após o julgamento no TCU, o advogado de Dilma, Ricardo Lodi Ribeiro, afirmou: “Compreendo que o ambiente político sugere que os fundamentos do impeachment dificilmente seriam revistos pelo Tribunal de Contas da União”.
O presidente Lula (PT) já classificou diversas vezes de “golpe” o impeachment sofrido por sua sucessora na Presidência, em avaliação pacificada no partido. No começo deste ano, o petista afirmou, ao visitar a galeria do Palácio do Planalto que reúne quadros dos ex-presidentes:
“O que eu quero é que conte a história, a Dilma foi eleita, foi reeleita, depois sofreu impeachment, que foi um golpe, depois esse aqui (Michel Temer) não foi eleito. Esse aqui tomou posse em função do impeachment da Dilma, tá?”.
O ministro do STF Luís Roberto Barroso anunciou na última semana que decidiu antecipar sua aposentadoria da Corte. O ato foi formalizado no Diário Oficial da União assinado por Lula. A aposentadoria começou a contar a partir deste sábado (18).
Entre os cotados para o posto de Barroso estão o advogado-geral da União, Jorge Messias, o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, e o ministro do TCU Bruno Dantas.
Lula avalia que Messias está “maduro” para o cargo e não é uma aposta de risco. Evangélico e frequentador da Igreja Batista, o advogado-geral da União conta com a confiança do presidente e tem ajudado o governo a se aproximar do segmento.
https://www.osul.com.br/o-ministro-do-tribunal-de-contas-da-uniao-bruno-dantas-cotado-para-uma-cadeira-no-supremo-ja-fez-duras-criticas-ao-governo-dilma/ O ministro do Tribunal de Contas da União Bruno Dantas, cotado para uma cadeira no Supremo, já fez duras críticas ao governo Dilma 2025-10-18
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O ministro do Tribunal de Contas da União Bruno Dantas, cotado para uma cadeira no Supremo, já fez duras críticas ao governo Dilma
Dantas já teceu críticas a gestão fiscal da ex-presidente Dilma Rousseff
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Dantas já teceu críticas a gestão fiscal da ex-presidente Dilma Rousseff. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, cotado para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), já afirmou em um voto que a gestão fiscal da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) “foi marcada por atos temerários, reveladores de uma perniciosa falta de desvelo”, com “sombras do descuido e da imprudência”, o que gerou efeitos de forma “desastrosa”.
O posicionamento aconteceu em outubro de 2016, quando o TCU rejeitou as contas do governo Dilma de 2015. A decisão veio cerca de um mês após o impeachment da petista.
“A gestão fiscal foi marcada por atos temerários, reveladores de uma perniciosa falta de desvelo e comprometimento com o equilíbrio das contas públicas”, escreveu Bruno Dantas em seu voto, acompanhando o relator José Múcio, atual ministro da Defesa. A votação, unânime, apontou que o governo Dilma violou regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em outro trecho, Bruno Dantas disse desejar que os atos da gestão de Dilma “nunca tivessem ocorrido e que seus efeitos não se fizessem sentir de forma tão intensa e desastrosa por todo o País”. E acrescentou, citando o relatório do TCU que seria enviado ao Senado:
“Que as luzes lançadas pelo instrumento a ser encaminhado ao Congresso Nacional afastem as sombras do descuido e da imprudência com que as contas públicas foram tratadas nos últimos anos e contribuam para que a gestão fiscal volte ao trilho da responsabilidade”.
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O presidente Lula (PT) já classificou diversas vezes de “golpe” o impeachment sofrido por sua sucessora na Presidência, em avaliação pacificada no partido. No começo deste ano, o petista afirmou, ao visitar a galeria do Palácio do Planalto que reúne quadros dos ex-presidentes:
“O que eu quero é que conte a história, a Dilma foi eleita, foi reeleita, depois sofreu impeachment, que foi um golpe, depois esse aqui (Michel Temer) não foi eleito. Esse aqui tomou posse em função do impeachment da Dilma, tá?”.
O ministro do STF Luís Roberto Barroso anunciou na última semana que decidiu antecipar sua aposentadoria da Corte. O ato foi formalizado no Diário Oficial da União assinado por Lula. A aposentadoria começou a contar a partir deste sábado (18).
Entre os cotados para o posto de Barroso estão o advogado-geral da União, Jorge Messias, o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, e o ministro do TCU Bruno Dantas.
Lula avalia que Messias está “maduro” para o cargo e não é uma aposta de risco. Evangélico e frequentador da Igreja Batista, o advogado-geral da União conta com a confiança do presidente e tem ajudado o governo a se aproximar do segmento.
https://www.osul.com.br/o-ministro-do-tribunal-de-contas-da-uniao-bruno-dantas-cotado-para-uma-cadeira-no-supremo-ja-fez-duras-criticas-ao-governo-dilma/
O ministro do Tribunal de Contas da União Bruno Dantas, cotado para uma cadeira no Supremo, já fez duras críticas ao governo Dilma
2025-10-18
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