O mercado financeiro começou a recalibrar suas apostas depois que o desejo de ver Tarcísio de disputar o Palácio do Planalto foi sufocado pela pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro
Após pesquisas eleitorais não considerarem mais o nome de Tarcísio, o setor financeiro percebeu que terá de realinhar rotas. (Foto: Pablo Jacob/Gov-SP)
O mercado financeiro começou a recalibrar suas apostas depois que o desejo de ver o governador Tarcísio de Freitas disputar o Palácio do Planalto foi sufocado pela pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Até a semana passada, persistia entre agentes econômicos uma expectativa residual de reversão desse cenário, mas, após pesquisas eleitorais não considerarem mais o nome de Tarcísio, o setor financeiro percebeu que terá de realinhar rotas e revisar estratégias de interlocução política.
A primeira mudança de comportamento já apareceu: a Faria Lima deixou de virar as costas para o primogênito de Jair Bolsonaro. Flávio foi, inclusive, um dos destaques do evento do BTG Pactual para investidores, onde teve a oportunidade de apresentar suas ideias e sinalizar compromissos. Por enquanto, seu nome entra no radar do mercado menos por entusiasmo e mais por cálculo político e pragmatismo. A avaliação predominante é de que, diante da consolidação de sua pré-candidatura, ignorá-lo deixou de ser uma opção estratégica.
O apoio da elite financeira é apenas uma das variáveis na construção das candidaturas. Afinal, investidores não engajam votos nem substituem a articulação partidária nos estados. Ainda assim, a posição desses atores sinaliza expectativas que podem influenciar decisões empresariais, afetar indicadores econômicos e, consequentemente, repercutir no ambiente das campanhas.
O mercado aguarda quatro sinais de Flávio: âncora econômica crível, com regras fiscais claras e previsibilidade; nome técnico e autônomo para comandar o Ministério da Fazenda; afastamento do ruído institucional associado ao governo Bolsonaro; e compromisso com reformas estruturais, como a administrativa. Esses pontos são considerados centrais para reduzir incertezas e mitigar riscos percebidos por investidores.
O chamado “risco Lula”, de mais quatro anos com o PT, também entra no cálculo. Parte do setor financeiro avalia cenários considerando a possibilidade de continuidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e os impactos de sua política econômica sobre juros, inflação e responsabilidade fiscal. A comparação entre propostas e equipes econômicas tende a ser determinante na formação de expectativas.
É crescente no setor a leitura de que o governador do Paraná, Ratinho Junior, pode ocupar o espaço antes projetado para Tarcísio como alternativa de centro-direita. Mas a pergunta que circula entre analistas é: sem a base consolidada do petismo e do bolsonarismo, ele conseguirá viabilidade eleitoral? Além disso, a presença de três candidatos do PSD no tabuleiro dificulta a consolidação de apoio partidário e pode fragmentar forças. (Com informações da Coluna do Estadão/O Estado de S. Paulo)
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O apoio da elite financeira é apenas uma das variáveis na construção das candidaturas. Afinal, investidores não engajam votos nem substituem a articulação partidária nos estados. Ainda assim, a posição desses atores sinaliza expectativas que podem influenciar decisões empresariais, afetar indicadores econômicos e, consequentemente, repercutir no ambiente das campanhas.
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É crescente no setor a leitura de que o governador do Paraná, Ratinho Junior, pode ocupar o espaço antes projetado para Tarcísio como alternativa de centro-direita. Mas a pergunta que circula entre analistas é: sem a base consolidada do petismo e do bolsonarismo, ele conseguirá viabilidade eleitoral? Além disso, a presença de três candidatos do PSD no tabuleiro dificulta a consolidação de apoio partidário e pode fragmentar forças. (Com informações da Coluna do Estadão/O Estado de S. Paulo)
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