Demóstenes Torres também afirmou que o ministro Flávio Dino pode ser presidente da República. (Foto: Victor Piemonte/STF)
O advogado Demóstenes Torres, que defende o almirante Almir Garnier no julgamento sobre a trama golpista, protagonizou uma cena inusitada ao dizer que levaria cigarro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que gosta tanto de Bolsonaro como do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“É possível gostar do ministro Alexandre de Moraes, se, ao mesmo tempo, gostar do ex-presidente Bolsonaro? Sim, sou eu essa pessoa. E explico por quê. Um dia eu já estava fora da política e estava no aeroporto de Brasília. Meus ex-colegas passavam por mim e tal. De repente, passou o Bolsonaro com a mochilinha parecendo um soldadinho de chumbo. E foi, falei para minha mulher ‘olha, até o Bolsonaro está me evitando’. Ele parou lá naquele lugar que passa o raio-x e tal, olhou, me viu, voltou também correndo e me deu um abraço e falou ‘senador, para mim não aconteceu nada’. Então, se o Bolsonaro precisar de eu levar cigarro para ele em qualquer lugar, conte comigo. Ele é uma pessoa que eu gosto”, afirmou o advogado.
Demóstenes Torres também afirmou que o ministro Flávio Dino pode ser presidente da República.
Torres deu as declarações ao cumprimentar os ministros da Primeira Turma do STF, que iniciou nessa terça-feira (2) o julgamento do núcleo crucial da tentativa de golpe de Estado nas eleições de 2022.
“Ministro Flávio Dino, o ministro dos três poderes, como nós já tivemos vários aqui, alguns, melhor dizendo: ministro Prado Kelly, ministro Aliomar Baleeiro, ministro Nelson Jobim, de quem vossa excelência foi juiz auxiliar. Vossa excelência, talvez, ocupando os três postos mais importantes. No Executivo, só lhe faltou a Presidência da República, mas é muito jovem ainda, quem sabe esse dia ainda não chega”, afirmou.
O advogado também afirmou que Dino que previu que seria ministro do STF quando ainda era deputado federal porque atuou de forma firme em matérias que fortaleciam a Suprema Corte.
“Eu quero dizer que acho que vossa excelência teve premonição de que seria ministro do Supremo Tribunal Federal. Por quê? Quando eu era senador e vossa excelência era deputado federal, vossa excelência aprovou várias leis (que versavam sobre o Supremo)”, continuou Demóstenes Torres.
Entre os oito réus do julgamento está o almirante da reserva Almir Garnier Santos, que comandou a Marinha no governo Jair Bolsonaro (PL).
Ele responde pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
As penas para os crimes são:
* tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito: pena de 4 anos (mínimo) a 8 anos (máximo);
* tentativa de golpe de Estado: pena de 4 anos (mínima) a 12 anos (máxima);
* participação em organização criminosa armada: pena de 3 anos (mínima) a 8 anos (máxima) – pode chegar a 17 anos, com as agravantes de uso de arma de fogo e participação de agentes públicos;
* dano qualificado: pena seis meses (mínima) a 3 anos (máxima); e
* deterioração de patrimônio tombado: um ano (mínima) a 3 anos (máxima)
PGR
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Garnier integrava o núcleo crucial da organização criminosa responsável por articular medidas para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
A acusação afirma que ele teria colocado a Marinha à disposição de Bolsonaro para sustentar um projeto de ruptura institucional, reforçando o braço militar da trama. Para a PGR, Garnier foi um dos oficiais de alta patente que ajudaram a estruturar o plano golpista, ao lado de outros generais próximos ao então presidente
Defesa
A defesa de Almir Garnier rebate as acusações e afirma que não houve qualquer ato concreto que comprove a adesão dele a um golpe de Estado.
Para os defensores, não existe prova material de que o ex-comandante da Marinha tenha participado de plano golpista ou colocado tropas à disposição de Bolsonaro.
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Demóstenes Torres também afirmou que o ministro Flávio Dino pode ser presidente da República. (Foto: Victor Piemonte/STF)
O advogado Demóstenes Torres, que defende o almirante Almir Garnier no julgamento sobre a trama golpista, protagonizou uma cena inusitada ao dizer que levaria cigarro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que gosta tanto de Bolsonaro como do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“É possível gostar do ministro Alexandre de Moraes, se, ao mesmo tempo, gostar do ex-presidente Bolsonaro? Sim, sou eu essa pessoa. E explico por quê. Um dia eu já estava fora da política e estava no aeroporto de Brasília. Meus ex-colegas passavam por mim e tal. De repente, passou o Bolsonaro com a mochilinha parecendo um soldadinho de chumbo. E foi, falei para minha mulher ‘olha, até o Bolsonaro está me evitando’. Ele parou lá naquele lugar que passa o raio-x e tal, olhou, me viu, voltou também correndo e me deu um abraço e falou ‘senador, para mim não aconteceu nada’. Então, se o Bolsonaro precisar de eu levar cigarro para ele em qualquer lugar, conte comigo. Ele é uma pessoa que eu gosto”, afirmou o advogado.
Demóstenes Torres também afirmou que o ministro Flávio Dino pode ser presidente da República.
Torres deu as declarações ao cumprimentar os ministros da Primeira Turma do STF, que iniciou nessa terça-feira (2) o julgamento do núcleo crucial da tentativa de golpe de Estado nas eleições de 2022.
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“Eu quero dizer que acho que vossa excelência teve premonição de que seria ministro do Supremo Tribunal Federal. Por quê? Quando eu era senador e vossa excelência era deputado federal, vossa excelência aprovou várias leis (que versavam sobre o Supremo)”, continuou Demóstenes Torres.
Entre os oito réus do julgamento está o almirante da reserva Almir Garnier Santos, que comandou a Marinha no governo Jair Bolsonaro (PL).
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As penas para os crimes são:
* tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito: pena de 4 anos (mínimo) a 8 anos (máximo);
* tentativa de golpe de Estado: pena de 4 anos (mínima) a 12 anos (máxima);
* participação em organização criminosa armada: pena de 3 anos (mínima) a 8 anos (máxima) – pode chegar a 17 anos, com as agravantes de uso de arma de fogo e participação de agentes públicos;
* dano qualificado: pena seis meses (mínima) a 3 anos (máxima); e
* deterioração de patrimônio tombado: um ano (mínima) a 3 anos (máxima)
PGR
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Garnier integrava o núcleo crucial da organização criminosa responsável por articular medidas para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
A acusação afirma que ele teria colocado a Marinha à disposição de Bolsonaro para sustentar um projeto de ruptura institucional, reforçando o braço militar da trama. Para a PGR, Garnier foi um dos oficiais de alta patente que ajudaram a estruturar o plano golpista, ao lado de outros generais próximos ao então presidente
Defesa
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Para os defensores, não existe prova material de que o ex-comandante da Marinha tenha participado de plano golpista ou colocado tropas à disposição de Bolsonaro.
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Advogado do ex-comandante da Marinha do Brasil diz gostar de Alexandre de Moraes e Bolsonaro e que até levaria cigarro ao ex-presidente
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