Publicação feita pelo senador Humberto Costa (PT) no X (Foto: Reprodução)
Senadores e deputados repercutiram nas redes sociais a decisão do Congresso Nacional de derrubar o veto do presidente Lula (PT) ao projeto que reduz penas de condenados pelos ataques aos Três Poderes em 2023, o chamado PL da Dosimetria. A medida também beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou no X que “bandido bom é bandido anistiado pela família Bolsonaro”. Já a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) classificou na mesma rede social a derrubada do veto como “parte do sequestro de todos os poderes da República pelo Legislativo”.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) escreveu no X: “Contra a anistia aos golpistas: defender a democracia é defender o Brasil”. O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), por sua vez, afirmou que a proposta tenta mascarar o real objetivo ao usar o termo “dosimetria”.
“O que a extrema direita articula no Congresso, ao pressionar pela derrubada do veto do presidente Lula, é mais uma tentativa de beneficiar os envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro e esvaziar a responsabilização pelos crimes cometidos”, escreveu.
“Farmando aura”
Entre parlamentares da direita, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) elogiou a decisão do Congresso. “Mais uma derrota do Lula. Mais uma vitória do Brasil. A Câmara dá um basta na perseguição. Um basta na vingança disfarçada de justiça”, afirmou o presidenciável.
O deputado Nikolas Ferreira publicou um print do placar da votação e escreveu: “A Câmara fez seu papel”. O deputado Mário Frias (PL-SP) postou um vídeo do momento em que comemora a aprovação. Na gravação, ele aparece junto do Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Os deputados Júlia Zanatta (PL-SC) e Carlos Jordy (PL-RJ) elogiaram o discurso do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a sessão.
“Um jovem me mandou mensagem dizendo que o Flávio estava ‘farmando aura’ na sessão. Como sou uma jovem senhora, fui obrigada a perguntar o que seria ‘farmar aura’. Então, ele me respondeu: ‘farmar aura’ é uma expressão que significa acumular carisma, moral. É isso mesmo, jovens?”, escreveu Zanatta.
Escritório do crime
Durante a votação, a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) afirmou que Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete integrantes do “escritório do crime”.
A fala faz referência à mãe e à mulher do ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como um dos líderes da organização criminosa suspeita de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ). As mulheres eram funcionárias do senador até 2018.
Em resposta, Flávio, que é pré-candidato à Presidência da República, afirmou que “nunca foi condenado a nada” e fez um aceno eleitoral aos colegas parlamentares.
“Tudo o que o Brasil não precisa é desse ódio. Se for da vontade de Deus, eu vou governar esse país para todo mundo, inclusive para quem me xinga nessa tribuna com mentiras e calúnias”, declarou. (As informações são do g1)
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Nas redes, políticos comentam votação da dosimetria: “Bandido bom é bandido anistiado pela família Bolsonaro”, diz Humberto Costa
Publicação feita pelo senador Humberto Costa (PT) no X (Foto: Reprodução)
Senadores e deputados repercutiram nas redes sociais a decisão do Congresso Nacional de derrubar o veto do presidente Lula (PT) ao projeto que reduz penas de condenados pelos ataques aos Três Poderes em 2023, o chamado PL da Dosimetria. A medida também beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou no X que “bandido bom é bandido anistiado pela família Bolsonaro”. Já a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) classificou na mesma rede social a derrubada do veto como “parte do sequestro de todos os poderes da República pelo Legislativo”.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) escreveu no X: “Contra a anistia aos golpistas: defender a democracia é defender o Brasil”. O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), por sua vez, afirmou que a proposta tenta mascarar o real objetivo ao usar o termo “dosimetria”.
“O que a extrema direita articula no Congresso, ao pressionar pela derrubada do veto do presidente Lula, é mais uma tentativa de beneficiar os envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro e esvaziar a responsabilização pelos crimes cometidos”, escreveu.
“Farmando aura”
Entre parlamentares da direita, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) elogiou a decisão do Congresso. “Mais uma derrota do Lula. Mais uma vitória do Brasil. A Câmara dá um basta na perseguição. Um basta na vingança disfarçada de justiça”, afirmou o presidenciável.
O deputado Nikolas Ferreira publicou um print do placar da votação e escreveu: “A Câmara fez seu papel”. O deputado Mário Frias (PL-SP) postou um vídeo do momento em que comemora a aprovação. Na gravação, ele aparece junto do Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Os deputados Júlia Zanatta (PL-SC) e Carlos Jordy (PL-RJ) elogiaram o discurso do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a sessão.
“Um jovem me mandou mensagem dizendo que o Flávio estava ‘farmando aura’ na sessão. Como sou uma jovem senhora, fui obrigada a perguntar o que seria ‘farmar aura’. Então, ele me respondeu: ‘farmar aura’ é uma expressão que significa acumular carisma, moral. É isso mesmo, jovens?”, escreveu Zanatta.
Escritório do crime
Durante a votação, a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) afirmou que Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete integrantes do “escritório do crime”.
A fala faz referência à mãe e à mulher do ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como um dos líderes da organização criminosa suspeita de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ). As mulheres eram funcionárias do senador até 2018.
Em resposta, Flávio, que é pré-candidato à Presidência da República, afirmou que “nunca foi condenado a nada” e fez um aceno eleitoral aos colegas parlamentares.
“Tudo o que o Brasil não precisa é desse ódio. Se for da vontade de Deus, eu vou governar esse país para todo mundo, inclusive para quem me xinga nessa tribuna com mentiras e calúnias”, declarou. (As informações são do g1)
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