Iniciativa de Marina Silva contou com amplo apoio de parlamentares de diversas siglas, como Erika Hilton, do Psol, e Laura Carneiro, do PSD. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
De esquerda à direita, deputadas federais endossaram requerimento de moção de repúdio, elaborado por Marina Silva, em reação às declarações de Paolo Zampolli, conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A iniciativa contou com amplo apoio e já foi assinada por parlamentares de diversas siglas, como Erika Hilton, do Psol, Laura Carneiro, do PSD, e Iza Arruda, do MDB.
Elas pediram que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, coloque a moção de repúdio em apreciação no plenário.
Além de destacar o caráter racista, misógino e xenofóbico da fala, o requerimento pontua que reduzir as brasileiras a estereótipos desqualificadores não é opinião, mas discriminação grave, que afronta a dignidade humana e a Constituição.
A Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, a Procuradoria da Mulher, a Coordenação da Bancada Feminina, o Observatório Nacional da Mulher na Política e a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher também manifestam seu repúdio à fala através do documento.
Caso
Zampolli declarou, em entrevista à RAI, emissora italiana de rádio, que “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão”.
Na entrevista, ele citou sua relação com a brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase 20 anos e tem um filho de 15, cuja guarda está sendo disputada nos tribunais americanos.
“As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira”, disse. Em seguida, foi questionado por um repórter se seria uma questão genética. Ele respondeu que as “mulheres brasileiras são programadas”.
Ainda na entrevista, o repórter questionou sobre uma amiga de Amanda, que Zampolli chamou apenas de “Lidia” e voltou a desferir xingamentos contra mulheres brasileiras.
“É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca”, completou Zampolli.
Zampolli foi acusado, em uma reportagem do jornal The New York Times, de ter influenciado politicamente na deportação de Amanda para o Brasil, depois de ter sido detida por suposta fraude no local de trabalho.
Segundo o jornal, Zampolli teria ligado em junho de 2025 para o então alto funcionário do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), David Venturella, após a prisão de sua ex-esposa, em Miami.
De acordo com o NYT, Venturella acionou o escritório do ICE em Miami, destacando que o caso interessava a alguém próximo da Casa Branca, para garantir que agentes do órgão buscariam Ungaro na prisão antes que ela fosse libertada sob fiança. Ela foi colocada sob custódia do ICE e foi deportada.
Atualmente no Brasil, Ungaro disse ao NYT acreditar que a influência de Zampolli foi determinante na sua deportação e relatou que ele teria prometido casamento e estabilidade migratória durante o relacionamento.
O Departamento de Segurança Interna, que supervisiona o ICE, afirmou em comunicado que Ungaro foi detida e deportada porque seu visto estava vencido e ela havia sido acusada de fraude. (Com informações da coluna Radar, da revista Veja, e do portal de notícias g1)
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Deputadas federais pedem que o presidente da Câmara paute repúdio à fala misógina de conselheiro dos Estados Unidos – Jornal O Sul
Iniciativa de Marina Silva contou com amplo apoio de parlamentares de diversas siglas, como Erika Hilton, do Psol, e Laura Carneiro, do PSD. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
De esquerda à direita, deputadas federais endossaram requerimento de moção de repúdio, elaborado por Marina Silva, em reação às declarações de Paolo Zampolli, conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A iniciativa contou com amplo apoio e já foi assinada por parlamentares de diversas siglas, como Erika Hilton, do Psol, Laura Carneiro, do PSD, e Iza Arruda, do MDB.
Elas pediram que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, coloque a moção de repúdio em apreciação no plenário.
Além de destacar o caráter racista, misógino e xenofóbico da fala, o requerimento pontua que reduzir as brasileiras a estereótipos desqualificadores não é opinião, mas discriminação grave, que afronta a dignidade humana e a Constituição.
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Caso
Zampolli declarou, em entrevista à RAI, emissora italiana de rádio, que “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão”.
Na entrevista, ele citou sua relação com a brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase 20 anos e tem um filho de 15, cuja guarda está sendo disputada nos tribunais americanos.
“As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira”, disse. Em seguida, foi questionado por um repórter se seria uma questão genética. Ele respondeu que as “mulheres brasileiras são programadas”.
Ainda na entrevista, o repórter questionou sobre uma amiga de Amanda, que Zampolli chamou apenas de “Lidia” e voltou a desferir xingamentos contra mulheres brasileiras.
“É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca”, completou Zampolli.
Zampolli foi acusado, em uma reportagem do jornal The New York Times, de ter influenciado politicamente na deportação de Amanda para o Brasil, depois de ter sido detida por suposta fraude no local de trabalho.
Segundo o jornal, Zampolli teria ligado em junho de 2025 para o então alto funcionário do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), David Venturella, após a prisão de sua ex-esposa, em Miami.
De acordo com o NYT, Venturella acionou o escritório do ICE em Miami, destacando que o caso interessava a alguém próximo da Casa Branca, para garantir que agentes do órgão buscariam Ungaro na prisão antes que ela fosse libertada sob fiança. Ela foi colocada sob custódia do ICE e foi deportada.
Atualmente no Brasil, Ungaro disse ao NYT acreditar que a influência de Zampolli foi determinante na sua deportação e relatou que ele teria prometido casamento e estabilidade migratória durante o relacionamento.
O Departamento de Segurança Interna, que supervisiona o ICE, afirmou em comunicado que Ungaro foi detida e deportada porque seu visto estava vencido e ela havia sido acusada de fraude. (Com informações da coluna Radar, da revista Veja, e do portal de notícias g1)
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